Publicado 25/06/2026 20:22

Luis de la Fuente: “O desempenho do outro dia não justifica mudanças”

"Finalmente reconhecemos Oyarzabal na Espanha, finalmente, obrigado"

"Sempre fui e continuo sendo um grande admirador de Bielsa"

O técnico da seleção nacional de futebol, Luis de la Fuente
RFEF

"Finalmente reconhecemos Oyarzabal na Espanha, finalmente, obrigado"

"Sempre fui e continuo sendo um grande admirador de Bielsa"

MADRID, 26 jun. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção nacional de futebol, Luis de la Fuente, mostrou-se favorável a repetir o time titular da última partida contra o Uruguai nesta sexta-feira, no terceiro jogo da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, sem especular e pensando apenas em conquistar os três pontos, já que “a gente cresce muito bem vencendo”, para alimentar a confiança no torneio.

“O desempenho do outro dia (contra a Arábia) não justifica mudanças, mas estou muito satisfeito com o que os titulares fizeram e com o que vejo nos treinos. Quem entrar em campo vai se sair bem. Vamos dar uma última revisão, mas eu já sei quem vai jogar”, disse ele em entrevista coletiva, com uma abordagem diferente da “revolução” no time titular que propôs na segunda partida.

O técnico da “La Roja” falou com a imprensa na véspera do confronto no Akron, em Guadalajara (México), onde a Espanha tentará continuar evoluindo após empatar com Cabo Verde e vencer a Arábia Saudita para garantir o primeiro lugar do Grupo H. “Não vamos começar a pensar no que vou dizer depois. A avaliação pode mudar bastante. Estávamos tão concentrados contra Cabo Verde quanto estaremos amanhã contra o Uruguai”, afirmou, confiante em sua estratégia.

De la Fuente mencionou a derrota da Alemanha para o Equador e as dificuldades da Inglaterra, para lembrar que a Copa do Mundo está sendo muito equilibrada. “Cabo Verde foi um aprendizado que nos tornou melhores para enfrentar melhor o futuro; na vida, tudo é um aprendizado. O segundo jogo serviu para colocar esses pontos fortes em prática e fazer com que tudo desse certo, fiéis à nossa ideia”, disse ele.

“A partida contra o Uruguai será totalmente diferente, pelo adversário, pelo que está em jogo, pela exigência. A melhor notícia seria nos reconhecermos como time. Nesse tipo de partida, mesmo fazendo tudo muito bem, também é possível perder. Vamos ser fiéis à nossa ideia, que é o que nos tornou fortes e o que pode nos levar longe”, acrescentou.

Por outro lado, De la Fuente confessou sua admiração por Marcelo Bielsa, técnico da seleção uruguaia. “Sempre fui e continuo sendo um grande admirador de Bielsa. Quando ele estava no Athletic, eu estava desempregado e passei seis meses indo a Lezama; gravei todos os treinos dele e aprendi muito com ele. Ele foi muito inovador em muitos aspectos. Marcelo evoluiu”, observou, relembrando o Athletic Club de Old Trafford.

“Agora ele não é tão exigente na marcação individual, mas, nessa evolução, nossas ideias passam por conhecer bem os jogadores que treinamos. Sua maior virtude é extrair um ótimo rendimento”, acrescentou, deixando claro que o Uruguai é mais do que “garra”. “São jogadores com talento e garra; muitos deles estão na La Liga e todos têm um nível altíssimo. E no aspecto tático, com Bielsa, também. Vai ser uma partida extremamente difícil. O futebol é dificuldade, esforço; amanhã teremos esse tipo de partida”, comentou.

Por outro lado, De la Fuente elogiou muito Mikel Oyarzabal e falou sobre sua escolha na última partida com Pedri e Dani Olmo. “Todos os 26 estão com uma motivação excepcional. É a sorte que temos. Todos estão ansiosos, com essa motivação positiva. Acho que, tanto o Nico quanto qualquer outro, o que precisamos fazer é manter nossa identidade. Não sair do roteiro, continuar melhorando a partir de uma base que é reconhecível e passível de aprimoramento”, disse.

“Oyarzabal, um grande entre os grandes, finalmente estamos começando a reconhecê-lo na Espanha, finalmente, obrigado. Oyarzabal é uma pessoa muito inteligente, isso também fica evidente em campo. Um dos melhores atacantes que joga nos espaços, entre as linhas, pela lateral. Sempre bem. Essa visão que ele tem do futebol é algo que poucos jogadores possuem”, acrescentou, antes de falar sobre a dupla Olmo-Pedri.

“Sim (ele me convenceu), mas da mesma forma já me convenceu outras vezes com Fabián, com Merino, Zubimendi. Nessas posições, temos seis, sete jogadores, e só três podem entrar em campo. Gostei muito da contribuição de ambos (Olmo e Pedri), mas gostei igualmente quando o Merino entrou, ou quando o Fabián entrou. Tenho muita sorte”, disse ele.

Por outro lado, o técnico da Rioja voltou a responder às perguntas sobre os minutos que Lamine Yamal ou Nico Williams vão jogar. “Lamine, assim como Nico — talvez Nico pudesse estar em melhor forma, não é uma questão de tempo —, as decisões são tomadas conforme o desenrolar das partidas. Vamos avaliar com os dois, assim como com o restante do elenco, o que considerarmos mais importante para a equipe. Vamos ver se é preciso colocá-lo desde o início ou já no decorrer da partida”, afirmou.

“Lamine, fora tudo isso, é um garoto de 18 anos que está em fase de amadurecimento, que tem a sorte de possuir um talento único, destinado a ser um gênio do futebol. Ele sabe lidar com a pressão da mídia, e isso o leva a ser um jogador de futebol genial. A personalidade dele o leva a ser um jogador melhor; ele está muito focado no caminho que precisa trilhar para alcançar o que deseja no futuro”, acrescentou.

De la Fuente insistiu que se consideram favoritos porque confiam em suas “possibilidades”, “com o máximo respeito a todos os adversários”. “O único jogo importante é contra o Uruguai. Pensamos em vencer, nada mais; havia especulações sobre jogar contra a Argentina. Não acredito nisso; para chegar à final, é preciso enfrentar as grandes seleções. Nós só pensamos em vencer nossos jogos. No futebol, e na minha vida, só sei jogar e viver para vencer, vencer e ser melhor. A gente amadurece muito bem vencendo”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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