Publicado 30/05/2026 18:55

Luis Enrique: “Perdi a disputa de pênaltis contra o Marrocos com a Espanha, e me criticaram duramente por causa disso”

Luis Enrique, Paris Saint-Germain, campeão europeu
Dennis Agyeman / AFP7 / Europa Press

"Como só vi o Real Madrid fazer isso, não faço a menor ideia de como funciona"

MADRID, 30 maio (EUROPA PRESS) -

O técnico do Paris Saint-Germain, o espanhol Luis Enrique Martínez, relembrou a disputa de pênaltis como técnico da seleção nacional contra o Marrocos, que “me mataram por causa disso”, depois de conquistar sua segunda Liga dos Campeões consecutiva com o time francês contra o Arsenal, em uma final que custou “muito” e que imitou o Real Madrid.

“Perdi a do Marrocos com a Espanha, me mataram por causa disso. Quando se chega aos pênaltis, depende da qualidade dos jogadores, não é sorte; da qualidade dos goleiros e, depois, do acaso. Uma série de pênaltis não vai mudar nem o desempenho do Arsenal nem o nosso”, afirmou em declarações à Movistar Plus, divulgadas pela Europa Press, quando questionado sobre sua sorte nos pênaltis.

O técnico asturiano relembrou o que aconteceu nas oitavas de final da Copa do Mundo do Catar 2022, com um desfecho diferente neste sábado em Budapeste, onde sua equipe prolongou o reinado continental. “Foi muito, muito difícil. O Arsenal é um time muito competitivo, um time que demonstrou ter perdido muito pouco nesta temporada. Eles começaram a partida da melhor maneira, com um pouco de sorte justamente no que é decisivo na final, que é marcar o primeiro gol", disse.

"E foi difícil, custou muito. Mas, bem, em Paris estamos com a sorte do nosso lado e isso faz bem de vez em quando. Como só vi o Real Madrid fazer isso, não faço ideia de como vai ser. A primeira foi histórica, a segunda vai ser ainda mais. O PSG é um time que precisava entrar no grupo dos melhores times, agora já estamos lá e não queremos sair. Queremos continuar nos identificando por um estilo de jogo que agrada ao público”, acrescentou.

Por outro lado, ‘Lucho’ explicou as dificuldades que o Arsenal apresentou e suas reclamações quando os jogadores de Mikel Arteta perderam tempo. "Quando você joga contra o Arsenal, se tentar ir pelo meio, está perdido. Era algo que tínhamos conversado antes da partida e fomos por lá demais por causa da frustração de ter levado o gol. No segundo tempo, tentamos corrigir isso; acho que conseguimos aparecer mais na área", comentou.

“Esse tipo de partida é controlado por quem está perdendo, não por quem está ganhando; e, nesse sentido, estamos muito acostumados a jogar contra times que se fecham. Mas isso é outro nível, eles tiram vantagem de qualquer jogada, de qualquer falta, de qualquer momento. É muito frustrante jogar assim, mas acho que merecemos ganhar esta final; o Arsenal também teria merecido, não vou te enganar. Mas acho que o que fizemos ao longo da temporada é algo notável e estamos muito felizes”, acrescentou.

“No futebol, todos nos conhecemos. Tenho um grande respeito pelo Mikel, é claro; pelo Gaby Heinze, que foi meu jogador, e pelo Arsenal como clube. Mas cada um tenta levar o jogo para o seu terreno, para onde é mais forte. Nesse caso, tentamos que, quanto mais tempo efetivo de jogo houver, melhor para nós, e acredito também que tentamos aproveitar as qualidades que temos. Mas tudo é respeitável”, explicou.

O técnico do PSG valorizou a garra de uma equipe que voltou a ser campeã da Europa. “Tenho que impedir esses jogadores de treinar, porque eles continuam treinando e treinando e treinando... Quando alguém gosta do que faz e isso não lhe custa nada, para mim não tem mérito algum. É o contrário, falo sério, tenho que impedi-los de treinar. Esta equipe vai competir no ano que vem, com certeza, e já veremos o nível; será altíssimo porque, quando se gosta do que se faz, não custa nada”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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