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O técnico pede para não comparar Lamine Yamal com Messi, pois é uma disputa “em que ninguém ganha”
BARCELONA, 19 out. (EUROPA PRESS) -
O técnico do Paris Saint-Germain, Luis Enrique Martínez, afirmou nesta segunda-feira que o FC Barcelona é o time que mais se assemelha ao seu time atualmente, antes do confronto desta terça-feira na terceira rodada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões, um confronto em que ele elogiou o trabalho de Hansi Flick no comando do time azulgrana e pediu para não se comparar Lamine Yamal com Leo Messi.
“O Barça é o time que mais se assemelha ao PSG atual. Tento aproveitar ao máximo o fato de jogar uma partida contra um time único, um time que joga futebol um pouco como nós e que conta com jogadores de enorme qualidade. É um time esportivo, não joga com violência, defende valores que me agradam e é o time que mais se assemelha ao atual PSG”, afirmou o técnico espanhol em entrevista coletiva.
Nesse sentido, o técnico de Gijón destacou o vínculo pessoal e profissional que o une ao clube catalão. “Sou sócio do Barça, fui jogador e técnico lá por seis anos, três na equipe principal e três na equipe de base. Tenho uma relação muito próxima com a Catalunha, minha esposa e meus filhos são catalães e estou muito ligado ao clube, mas agora sou o técnico do PSG e minha motivação é vencer este jogo”, declarou.
Quanto ao momento atual do time blaugrana e ao trabalho de seu homólogo no banco, Luis Enrique destacou a marca deixada pelo técnico alemão. “Hansi Flick está melhorando os resultados dos técnicos anteriores. É um grande técnico, como já demonstrou. Seu caráter, sua maneira de transmitir o futebol e suas coletivas de imprensa se encaixam perfeitamente no DNA do Barça, que exige ousadia, jogo ofensivo e a busca pela vitória em todas as partidas. Flick está fazendo isso de maneira brilhante”, afirmou.
O técnico do time parisiense antecipou um confronto de estilos pela posse de bola. “Nunca abri mão da bola voluntariamente em uma partida. Um dos pontos-chave será ter a posse de bola, porque, se você quer vencer esse time, precisa dela. Se não a tivermos, teremos que nos adaptar e pressionar para recuperá-la o mais rápido possível, embora seja algo fácil de dizer e difícil de fazer diante de um adversário como este”, explicou.
Por outro lado, ele se recusou a classificar o confronto como algo decisivo dentro do novo formato da principal competição europeia. “Não é uma final antecipada, é a terceira rodada da competição e, no fim das contas, há apenas três pontos em jogo. Há outras equipes que jogam muito bem e também podem vencer este torneio, como o Manchester City, o Real Madrid ou o Arsenal”, precisou.
LUZES E SOMBRAS SOBRE LAMINE YAMAL
Questionado sobre como conter o jovem craque do Barça, o técnico apostou em um plano coletivo. “A melhor maneira de defender contra Lamine Yamal é ter a posse de bola. Enquanto ele estiver com a bola, tudo fica complicado, mas se formos nós que a tivermos, tudo fica calmo e tranquilo. Mesmo assim, não dá para marcar jogadores com o talento dele com apenas um jogador; é preciso resolver as situações defensivas como time”, argumentou.
Em relação às comparações com a história do Barça, o técnico foi categórico. “Lamine quer ser Lamine Yamal e está indo muito bem, melhorando em todos os aspectos do jogo. Mas comparar qualquer jogador com o melhor de todos os tempos, que é Leo Messi, é uma batalha que ninguém vai vencer. Lamine é muito inteligente, mas é melhor não compará-lo com Messi”, aconselhou.
SEM MEDO DO CONTEXTO SOCIAL NA FRANÇA
Questionado sobre a situação social e os episódios de violência registrados em território francês, Luis Enrique se recusou a fazer comentários fora do âmbito esportivo. “Tenho minha opinião muito clara e a solução perfeita para todos os problemas, mas sou técnico de futebol e não sou a pessoa indicada para falar sobre esse assunto. Meu trabalho é manter o foco na partida. Não tenho nenhum receio quanto à segurança e espero que o jogo transcorra nas condições habituais”, afirmou.
VITINHA MINIMIZA A IMPORTÂNCIA E ELOGIA DEMBÉLÉ
Por sua vez, o meio-campista português Vitinha concordou com seu técnico ao minimizar a importância do confronto europeu, já que a temporada ainda está em uma fase inicial. “É muito cedo para falar de uma final antecipada. Estamos em outubro e a realidade atual não é a mesma de março. Os jogos decisivos acontecem na primavera, embora seja sempre um prazer disputar esse tipo de partida contra grandes rivais”, explicou.
O jogador português alertou sobre os perigos do time catalão, além de seus destaques individuais. “Lamine Yamal é um jogador diferente e especial, mas falar apenas dele é um pouco injusto com o restante do Barça. Eles têm grandes individualidades e, acima de tudo, um grande coletivo”, destacou, valorizando ao mesmo tempo a figura de Ousmane Dembélé: “Há muito tempo ele é um líder no vestiário parisiense e, nesse tipo de partida, está sempre presente para nos proporcionar emoções”.
Por fim, ele opinou que o mais justo seria que a próxima Bola de Ouro fosse para um jogador do PSG e atribuiu o nível do elenco à exigência da comissão técnica. “O técnico não nos deixa acomodar na zona de conforto e nos incentiva a dar o máximo. Essa competição interna tão saudável é a chave para nos mantermos no topo”, concluiu.
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