MADRID, 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, garantiu que há “confiança” nos jogadores para a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México e reconheceu o papel da Espanha como uma das favoritas, mas pediu “prudência” em meio às “esperanças e ilusões” depositadas no torneio mundial.
“Dizem que a Espanha é favorita e parece que há confiança nos jogadores para isso. Mas vamos levar um jogo de cada vez, porque qualquer excesso de confiança não é o melhor. A prudência deve nos levar a acompanhar a evolução da equipe. Neste momento, há um clima de confiança, e essa estabilidade e confiança se transmitem às pessoas que compõem a RFEF”, afirmou à imprensa no aeroporto de Santiago-Rosalía de Castro, de onde a delegação espanhola partiu nesta sexta-feira rumo à América.
Por outro lado, ele confessou que no grupo há “muita vontade” de que a competição comece. “Como disse o técnico, o importante é que a bola comece a rolar o mais rápido possível e que comecemos a competir já. Esses jogos são bons, mas o que os jogadores e o técnico estão ansiosos é para começarmos já”, disse. “Há muita esperança, muita ilusão depositada. Eles vão tentar não decepcionar essa ilusão. Vamos com essa confiança, eles estão muito animados e com muita vontade de conquistar vitórias para a seleção espanhola. Vamos dar um passo de cada vez”, acrescentou.
Louzán destacou ainda que é “a primeira vez” que a seleção espanhola parte para uma Copa do Mundo a partir da Galícia, um lugar com “muitas conexões com a América”, para onde “emigraram milhares de galegos”. “Espero que tenhamos a oportunidade de trazer um título de campeões do mundo”, desejou.
Em relação aos jogadores contundidos, explicou que eles estarão “à disposição” no torneio, embora não saiba “se já na primeira partida”. “Ainda temos um tempo de recuperação e veremos na próxima segunda-feira, em Puebla, como será esse amistoso. Esperamos que em Chattanooga, onde fica o campo-base da seleção espanhola, tudo transcorra normalmente”, explicou.
“Espero que formemos uma verdadeira família entre a própria seleção, os jogadores, a comissão técnica, toda a equipe da Real Federação Espanhola de Futebol, os colegas e colegas da mídia e as famílias dos jogadores, que estarão conosco durante cada uma das partidas e viagens, tanto nos Estados Unidos quanto no México”, continuou.
O dirigente galego também falou sobre o clima que os jogadores encontrarão ao desembarcar. “Está chovendo bastante, como era de se esperar. Estamos indo para uma região com muitas chuvas neste momento, com temperaturas agradáveis. A Espanha é um país plural, com muitas diferenças climáticas, e com certeza vamos nos adaptar muito bem. É uma circunstância que, em princípio, não deve ser motivo de preocupação", concluiu.
Em poucas horas, a delegação espanhola aterrissará nos Estados Unidos para se instalar em seu campo-base em Chattanooga, no estado do Tennessee. Lá, nas instalações da Baylor School, realizará uma sessão dupla de treino no sábado e outra no domingo de manhã, antes de partir para o México para o último amistoso.
No domingo à tarde, os jogadores de Luis de la Fuente voarão para Puebla, onde, na madrugada de segunda para terça-feira (4h, horário da Península Ibérica), disputarão seu segundo e último amistoso contra o Peru no Estádio Cuauhtémoc. Após o jogo, a equipe retornará a Chattanooga e continuará se preparando para sua estreia na Copa do Mundo, na segunda-feira, dia 15, contra Cabo Verde, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
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