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MADRID, 18 jul. (EUROPA PRESS) -
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, mostrou-se incomodado com todo o alvoroço que antecedeu a final de domingo da Copa do Mundo contra a Espanha, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, sem ainda ter tido tempo para treinar em condições, e confessou que “tudo o preocupa” na seleção espanhola.
O técnico da atual campeã lamentou terem tido que treinar nesta sexta-feira em um horário indesejado e não pôde dar muitas dicas sobre sua escalação para a final. “Não tivemos muito tempo para treinar. Ontem à noite chegamos às 23h; hoje encurtamos um pouco o treino porque precisávamos vir para a coletiva, então amanhã será um treino importante, mas todos estão bem”, comentou em entrevista coletiva.
A coletiva contou com uma sessão prévia de fotos e outra entrevista coletiva, ao lado de figuras famosas do esporte mundial e americano, onde ele se encontrou com Luis de la Fuente. “Ele me conhece como pessoa, mas não sabe tudo; não sabe o que penso sobre futebol, sabe como meu time joga; não temos conversado sobre os estilos de cada um, mas eles são evidentes: ambos jogamos com a bola, com algumas nuances. Somos parecidos”, afirmou.
Scaloni usou o humor ao se referir ao seu abraço com o técnico espanhol em meio a esse espetáculo ao estilo americano, e foi claro quando questionado sobre a ‘La Roja’. “O fato de o ônibus sair do hotel já me preocupa; vamos tentar impedir que isso aconteça. É um grande time, uma grande seleção que passou ou está passando por uma fase muito boa com De la Fuente. Tudo na Espanha me preocupa”, comentou.
“Analisamos a Espanha porque poderíamos jogar em março, mas desde dezembro já vínhamos analisando os possíveis adversários da Copa do Mundo. Não é que tenhamos analisado a Espanha mais do que qualquer outro adversário. Todos conhecemos seus pontos fortes; vamos tentar impedir que eles os coloquem em prática e, por nossa vez, vamos tentar prejudicá-los nas áreas em que acreditamos que eles possam ter dificuldades”, acrescentou.
Por outro lado, o técnico da Albiceleste não viu vantagem na experiência de ter disputado a última final da Copa do Mundo. “Eles também têm jogadores que já atuaram em grandes palcos. A pressão e tudo mais, quando a bola começa a rolar, o jogador esquece. Não acho que seja uma desvantagem. São duas seleções que, quando entram em campo, tentam dar o melhor de si, colocam você em dificuldade com passes e jogadas diretas”, comentou.
Além disso, Scaloni foi questionado sobre as lágrimas derramadas após cada vitória no torneio. “Você vê o seu povo comemorando, feliz, e isso te toca; é impossível que isso não comove o seu coração. Sempre jogamos por eles; a seleção argentina joga pelo seu povo, pelo seu país, pela sua família. Recuperamos algo que acredito ser muito valioso”, destacou.
“As pessoas ficam na frente da TV com a camisa da Argentina e um torcedor do Boca abraça um do River. Esse é o maior valor que podemos ter. Sabendo que, em uma Copa do Mundo, a união é fundamental, essa sintonia entre o povo e a seleção é, para nós, emocionante. É bom deixar as emoções fluírem”, acrescentou, antes de se referir ao seu abraço com Messi após a partida contra a Inglaterra.
“Ele é pura história, história, lenda; o fato de isso sair da boca dele, não dirigido a mim, mas a todos, de o melhor jogador de futebol pensar isso, me enche de orgulho. Ter conseguido chegar a uma final aos 39 anos é algo incrível. Por isso eu disse que devemos aproveitar, como com Maradona. Conquistaram coisas que, anos atrás, eram impensáveis. O que eles fizeram é algo incrível, eu disse isso a ele ontem. Não foi fácil, e competir nesse nível por tantos anos... Mesmo que não vençamos, a trajetória já foi incrível e um exemplo para todos, e espero que sirva de inspiração para o nosso país”, concluiu.
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