Publicado 04/07/2026 00:53

Lionel Scaloni: “Teria sido uma loucura perder, mas assim é o futebol”

"A Argentina é isso: sofrer, nunca desistir"

Lionel Scaloni, Argentina, Copa do Mundo de 2026
Jose Breton / AFP7 / Europa Press

MADRID, 4 jul. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni, elogiou a capacidade de reação de sua equipe diante dos golpes sofridos contra Cabo Verde nesta sexta-feira para garantir a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, satisfeito com a atitude na partida no Hard Rock Stadium, em Miami, que foi decidida na prorrogação.

“Nós somos a Argentina. O que significa ser a Argentina? É isso. Nos momentos bons e ruins. Sofrer, não desistir de nada. Não sei se Cabo Verde é uma boa seleção, mas com certeza eles deram 200%. Sem dúvida. E isso hoje no futebol vale muito, faz toda a diferença”, disse ele em entrevista coletiva após a vitória por 3 a 2.

“Há muitas coisas a serem analisadas; mesmo quando se vence bem, há aspectos a serem corrigidos. Mas é difícil que a responsabilidade pese sobre essa equipe. Podemos discutir se jogou bem ou mal; afinal, não dá para jogar sempre bem também. O adversário te pressiona, te coloca em apuros; é bom saber disso, principalmente quando se vence, porque dá tempo para corrigir”, acrescentou.

Ainda em campo, Scaloni foi questionado sobre suas 100 partidas no comando da Albiceleste e confessou que “teria sido uma loucura perder”, “isso é futebol”, embora depois tenha comentado na coletiva de imprensa a importância do confronto contra Cabo Verde. “Desses 100, este é o que mais me marcou como técnico, porque foi em uma Copa do Mundo; aconteceram coisas durante a partida — não digo que não sejam normais, mas é preciso se recuperar. É uma partida que vai me ajudar como técnico. Justamente o número 100 e vencendo é melhor; se tivéssemos perdido, seria uma estatística triste”, confessou.

O técnico da Argentina quis enfatizar a determinação de sua equipe em não desistir. “O melhor que a equipe tem é que ela segue em frente; depois, pode-se avaliar se foi bom ou ruim. Se você joga bem ou mal, há muitos fatores que influenciam. O primeiro é o campo: é um gramado muito estranho, o que não é desculpa, a bola não rolava, você não conseguia dar aquele passe. A equipe sempre tentou, levou a iniciativa”, afirmou.

“Marcamos um gol em jogada de bola parada, o que é importante; é algo a ser destacado. A equipe sempre demonstra caráter. Nos últimos minutos da prorrogação, sem substituições, com jogadores com cãibras, é preciso se defender com unhas e dentes”, acrescentou.

“Vocês se lembram de quando ontem me perguntaram se estávamos na parte fácil do chave? Espero que agora percebam que não há adversário fácil. Parabéns a Cabo Verde. Sabíamos que seria um adversário difícil. A partida foi acirrada, sofremos muito. Merecíamos ter vencido, mas isso não muda o fato de que o adversário nos complicou as coisas. Vou discutir os pontos negativos com eles, mas vamos destacar o lado positivo: essa equipe nunca desiste. Levamos golpes em momentos específicos, que nos abalam, e fomos atrás da vitória”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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