Publicado 14/09/2026 16:43

A Liga F apresenta sua temporada 2026-27 com o objetivo de que “cada partida seja um programa imperdível para as famílias”

Apresentação da Liga F Moeve 2026-27
LIGA F MOEVE

Beatriz Álvarez: “Até agora, o objetivo era simplesmente existir; agora, é hora de crescer”

MADRI, 14 set. (EUROPA PRESS) -

A Liga F Moeve apresentou nesta segunda-feira sua recém-iniciada temporada 2026-27, na qual se pretende “melhorar a experiência do torcedor” para que cada partida desta competição seja “o programa perfeito para as famílias”, tudo isso passando do objetivo inicial de “existir” para o atual de “crescer” em receita e audiência.

“Em 2022, assumi esse projeto como o projeto da minha vida. Quando se fala de um projeto de vida, as dificuldades parecem pequenas, mas o certo é que o que permanece é a ilusão e a motivação para continuar olhando para o futuro e seguindo em frente. Agora enfrentamos uma nova etapa em que é hora de dar um salto”, reconheceu a presidente da Liga F, Beatriz Álvarez, na apresentação da temporada 2026-27 no Espacio Ventas, em Madri.

Nesse sentido, ela destacou que estão “liderando um movimento que vai além do futebol e transcende muitas camadas sociais”. “Até agora, o objetivo era existir e agora é hora de dar mais um passo, que é crescer”, indicou. “É preciso trabalhar muito na experiência do torcedor no dia do jogo. Eu diria que a grande notícia é que, para qualquer família na Espanha, o melhor plano ou o plano incrível para o fim de semana é assistir a um jogo da Liga F. Esse é o objetivo pelo qual trabalhamos”, esclareceu.

Além disso, Álvarez quis destacar a conquista de abrir estádios que tradicionalmente eram domínio exclusivo dos times masculinos para sediar as partidas da Liga F. “Na primeira temporada da Liga F, a de 2022-23, abrimos oito estádios principais que sediaram partidas da competição; nesta temporada foram 70 e, na anterior, 40. Acredito que tudo tem que seguir em frente e, depois, é claro, o crescimento comercial, que é fundamental para garantir a sustentabilidade dos clubes”, explicou.

Além disso, ele destacou a aquisição dos direitos comerciais da competição pela RTVE e pela TV3 e afirmou que é preciso “aumentar a receita para investir e gastar mais”. “Queremos melhores condições salariais. Pretendemos liderar essa fase de crescimento para garantir mais direitos e melhores condições”, disse. “A competitividade na Liga F tem sido questionada, mas temos muito talento na Espanha. Não é uma catástrofe que tenhamos perdido jogadoras. O fato de outras ligas se interessarem pela nossa liga diz muito sobre o nosso trabalho”, expressou.

Por sua vez, o presidente do Conselho Superior de Esportes (CSD), José Manuel Rodríguez Uribes, ressaltou o compromisso do governo em impulsionar o futebol feminino, iniciativa na qual encontraram “muitos aliados e resistências”. “Agora vemos isso com mais clareza, mas naquela época havia muitas pessoas que ainda não conseguiam enxergar isso. A realidade e os fatos deram razão a todos nós. Profissionalizar o futebol feminino é reconhecer os direitos das jogadoras”, afirmou.

“Apoiamos a liga com 20 milhões de euros e os clubes com outros 18”, destacou, insistindo que isso se traduz em uma seleção espanhola campeã do mundo e em “referências”. “Fico emocionada quando vou a jogos de futebol e vejo meninos e meninas com camisetas da Alexia e da Aitana; isso é revolucionário”, expôs.

Ela também destacou a novidade da inclusão de quatro partidas da competição na La Quiniela. “Isso nos ajuda na visibilidade e na normalização”, disse. “Também aprovamos auxílios de maternidade e conciliação para treinadoras, árbitras e jogadoras. Esse é um caminho que percorremos há anos e é a luz que continua nos iluminando. Sentimos isso como uma obrigação que devemos cumprir por parte do Governo da Espanha”, garantiu.

O ex-jogador do RC Deportivo Mauro Silva, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, também destacou o acordo entre a Liga F Moeve e a liga feminina de São Paulo. “Passei muito tempo em A Coruña e, quando parti, não havia futebol feminino. Voltar anos depois e ver o que é a Liga F me enche de entusiasmo, porque em São Paulo também investimos no futebol feminino. Uma menina que estava na arquibancada do Riazor naquela época não tinha um plano de carreira, mas agora tem um caminho traçado. Temos a Liga F como referência”, destacou.

“Temos muitas jogadoras que se formam em São Paulo e vêm para a liga espanhola. O que a Liga F fez aqui nos apaixona e nos serve de inspiração”, acrescentou.

Por sua vez, José María Solana, diretor global da Moeve, reconheceu que, em sua empresa, se sentem “muito identificados” com a Liga F Moeve. “Eles estão construindo o futuro, e na Moeve estamos nessa batalha. Temos nossa liga de empresas de energia e lideramos essa energia sustentável. Tenho certeza de que ambos vamos conseguir. Nos dois projetos, sabemos que o futuro é melhor se todos participarmos. É um privilégio patrocinar todas as ligas”, reconheceu.

Por fim, a ministra da Igualdade, Ana Redondo, encerrou o evento relembrando o “passo à frente” que foi dado “em matéria de direitos e igualdade”. “Incluir oito times na La Quiniela será transformador e revolucionário. A Liga F desperta entusiasmo e expectativa todo fim de semana. Essas mulheres que começaram nos anos 70 nos trouxeram até aqui”, ressaltou.

“Vimos em outros esportes que a maternidade é penalizada, e a maternidade não pode ser um fardo. Precisamos continuar avançando, é uma responsabilidade histórica. Em um momento em que parece que avançar em direitos e igualdade não está na moda, isso mostra que está. É um dia para comemorar. Vamos construir o futebol feminino, vamos construir o futebol com ‘F’ maiúsculo”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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