Publicado 24/06/2026 09:24

A Lazio foi condenada a indenizar a jogadora Maja Gothberg por rescindir seu contrato devido à gravidez

Archivo - Arquivo - Ilustração: a bola da partida durante a Liga Espanhola Feminina (Liga F), jogo de futebol disputado entre o FC Barcelona e o Granada CF no Estádio Johan Cruyff, em 19 de outubro de 2025, em Sant Joan Despi, Barcelona.
Javier Borrego / AFP7 / Europa Press - Arquivo

GENEBRA (SUÍÇA), 24 (dpa/EP)

A Lazio, da Itália, foi condenada pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) a pagar uma indenização à jogadora de futebol sueca Maja Gothberg pela rescisão ilegal de seu contrato devido à gravidez.

Essa decisão do TAS determinou que o clube rescindiu seu contrato de forma ilegal, estabelecendo assim um precedente jurídico sobre como os clubes devem tratar as jogadoras durante a gravidez, de acordo com as normas da FIFA em matéria de maternidade.

O caso pode ter repercussões importantes na “forma como as medidas de proteção durante a gravidez serão aplicadas no futebol profissional no futuro”, afirmou nesta quarta-feira o sindicato de jogadoras FIFPRO.

“Este caso nunca se limitou ao futebol: tratava-se de receber um tratamento justo e respeitoso em um momento importante da minha vida”, declarou Gothberg, conforme consta no comunicado da FIFPRO, no qual o sindicato defendeu que “a sentença transmite a mensagem de que a gravidez nunca deve ser considerada um problema nem um motivo para negar oportunidades de trabalho a uma jogadora”.

Gothberg jogou pela Lazio durante a temporada 2023-24, época em que o clube conquistou o acesso à Série A. Durante as negociações do contrato no verão de 2024, após um acordo verbal, faltava apenas a assinatura da meio-campista.

Então, a jogadora sueca descobriu que estava grávida e comunicou isso ao clube; como consequência, o contrato não foi assinado. Gothberg considerou que sua gravidez foi a causa disso e entrou com uma ação judicial, enquanto o clube sustentou que nenhum contrato havia sido formalizado.

O TAS, com sede em Lausana, determinou que já existia uma relação de trabalho mesmo sem um contrato assinado e que o motivo decisivo para a rescisão do contrato da jogadora foi a gravidez de Gothberg. Além disso, a decisão estabeleceu um importante precedente no que diz respeito à confidencialidade das informações médicas relacionadas à gravidez.

“Este caso demonstra que o Regulamento de Maternidade da FIFA não é apenas letra morta e que oferece proteção real às jogadoras. A importância dessa decisão vai além do caso de Gothberg e confirma que os clubes não podem simplesmente rescindir uma relação de trabalho, mesmo que ela não esteja totalmente formalizada, assim que tomam conhecimento de que uma jogadora está grávida”, afirmou Alexandra Gómez Bruinewoud, diretora jurídica da FIFPRO.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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