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BARCELONA 22 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, criticou nesta sexta-feira o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, e o clube merengue pelas referências ao “caso Negreira” feitas durante a última coletiva do presidente madridista, afirmando que a intervenção foi “uma coletiva de imprensa grotesca” e acusando o Real Madrid de tentar “desviar a atenção” após “dois anos sem ganhar nada”.
“Foi uma coletiva de imprensa grotesca, cheia de falsidades no que diz respeito ao caso Negreira, uma cortina de fumaça e uma estratégia para desviar a atenção após dois anos sem ganhar nada. Eles investiram muito e continuam sem ganhar nada. Eles acenderam o ventilador das misérias”, declarou Laporta à imprensa antes de participar da Koeman Cup by Fundación Sportium 2026, torneio beneficente de golfe organizado pelo ex-técnico e ex-jogador do Barça.
Laporta insistiu que o processo judicial relacionado ao chamado ‘caso Negreira’ acabará dando razão ao clube catalão. "Não há caso", afirmou, antes de lembrar que "as relações com o Madrid estão rompidas desde o momento em que eles personalizam o caso e agem de maneira imprópria".
Além disso, ele garantiu que o FC Barcelona estuda uma possível resposta institucional às palavras proferidas por Florentino Pérez. "Ele disse barbaridades, mas cada um faz o que quer. O que ele não pode esperar é que não haja reação. O clube está analisando essas declarações”, destacou.
Laporta foi além ao interpretar as motivações do Real Madrid. "Foi uma coletiva grotesca, mas que tinha a estratégia de desviar a atenção do fato de que eles estão há dois anos sem ganhar nada, e isso os deixa muito preocupados; de alguma forma, precisam justificar o injustificável, e a melhor maneira é acender o ventilador das misérias e jogar tudo o que for possível contra o Barça. Não vamos permitir isso e, com certeza, o clube reagirá", advertiu.
“Nesse sentido, na coletiva de imprensa tentaram usar o Barça de uma maneira grotesca. Afirmando coisas que não são verdadeiras, que além disso estão ‘sub judice’, e nisso me refiro ao que diz respeito ao Barça. Do resto, nem entro nem saio, porque não me importo com o que dizem do Madrid e sobre o Madrid. O que acontece é que, quando falam do Barça, nós reagimos e com firmeza”, acrescentou.
Apesar das perguntas sobre o Real Madrid, Laporta quis centrar a atenção na atualidade do FC Barcelona e no momento que a entidade atravessa. “Esqueçam isso, o que nos interessa é o Barça, sinto-me à vontade no Barça, estou dedicado ao Barça. O Barça é a minha vocação e me sinto forte para levar adiante esta instituição, que já está de volta ao bom caminho; além disso, estamos consolidando a recuperação econômica, vamos terminar o estádio e teremos um time muito competitivo”, concluiu.
SATISFEITO COM FLICK E OTIMISTA EM RELAÇÃO AO FUTURO
O presidente Laporta também demonstrou satisfação com a temporada realizada pela equipe e com o desempenho apresentado sob o comando do técnico alemão Hansi Flick. “Temos uma equipe que agrada, há uma grande união, somos uma equipe competitiva e precisamos continuar trabalhando para fazer os ajustes necessários”, destacou.
Além disso, elogiou o trabalho do técnico alemão. “Estou muito contente com a decisão que tomamos de contratar Hansi Flick, que deu muito certo. Além disso, ele é um homem honesto, um homem profissional, que não se vangloria de nada. Sua tarefa diária é construir um projeto. Ele está em tudo, está em tudo”, indicou.
Laporta destacou também a exigência do técnico alemão. “O que eu queria dizer é que Flick é profissional até o fim. Veremos isso amanhã em Valência. Acredito que, em relação ao adversário, em relação à Liga e em relação às mesmas coisas, temos que dar tudo de nós, como sempre tentamos”, comentou.
Olhando para o futuro, ele se referiu ao planejamento esportivo e à situação econômica do clube em relação à “regra 1:1” da LaLiga. “É sempre bom estar dentro da regra 1:1, mas se não estivermos, sempre há fórmulas, embora mais onerosas, para contratar quem quisermos. Sempre conseguimos o que queríamos”, garantiu.
No entanto, deixou claro que o retorno a essa situação não implicará uma mudança radical na política de contratações. “Mas não é por estarmos dentro da regra 1:1 que vamos jogar dinheiro pela janela e enlouquecer. Os jogadores de que vocês falam são muito bons, mas somos nós que vamos definir as condições”, afirmou.
Por fim, ele evitou se pronunciar sobre nomes específicos do mercado, embora tenha confirmado que a diretoria esportiva já está trabalhando na futura substituição de Robert Lewandowski. “Vamos deixar o Deco trabalhar; no ano passado precisávamos de um goleiro e veio o Joan, e agora o Deco, com a saída do Robert, tem que procurar um atacante”, concluiu.
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