Publicado 15/04/2026 09:39

Laporta: "A arbitragem foi uma vergonha, o que nos fizeram é inadmissível"

O presidente eleito do FC Barcelona, Joan Laporta, no Village do Barcelona Open Banc Sabadell 2026
EUROPA PRESS

BARCELONA 15 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente eleito do FC Barcelona, Joan Laporta, classificou de “vergonha” a atuação da arbitragem na partida das quartas de final da Liga dos Campeões contra o Atlético de Madrid, na qual o time blaugrana foi eliminado, e garantiu que o clube apresentará novas reclamações formais por decisões que considera “inadmissíveis”.

“Olha, em primeiro lugar, o que eu quero é parabenizar o Atlético de Madrid pela classificação para as semifinais, mas isso não muda o fato de que a arbitragem de ontem, tanto do árbitro quanto do VAR, foi uma vergonha, uma vergonha. É intolerável o que fizeram conosco”, afirmou Laporta à imprensa no Village do Barcelona Open Banc Sabadell.

Laporta lamentou também que, na partida de ida, no 0 a 2 para o Atlético de Madrid no Spotify Camp Nou, não tenham marcado a favor do Barça um pênalti que “era clássico” e, além disso, garantiu que a expulsão de Pau Cubarsí “era um cartão amarelo”.

O dirigente, que voltará a assumir o cargo de presidente a partir de 1º de julho após vencer as eleições de 15 de março, insistiu que a atuação do VAR foi decisiva em várias jogadas.

“Giuliano não tinha a bola sob controle, portanto era cartão amarelo. O árbitro marcou certo, mas o VAR o fez retificar e deu um cartão vermelho que nos prejudicou muito. Foi uma eliminatória em que as decisões arbitrais nos prejudicaram muito e, na partida de volta, aconteceu o mesmo”, afirmou.

Nesse sentido, ele denunciou outra expulsão na partida de volta. “Expulsaram um jogador nosso quando Koundé poderia perfeitamente chegar na bola; Eric Garcia não era o último homem. O árbitro marcou o cartão amarelo, que era o que cabia, e o VAR o fez rever outra decisão errada”, afirmou.

Laporta também criticou várias jogadas específicas da partida no Riyadh Air Metropolitano, que nesta terça-feira terminou com a vitória (1 a 2) do Barça, insuficiente para a virada. “O gol (anulado) de Ferran era gol, o pênalti em Olmo era pênalti. A agressão a Fermín, avaliem como quiserem, mas aquilo foi intolerável, porque abriram todo o lábio superior de Fermín. É um garoto que estava sofrendo enquanto o suturavam e nem sequer recebeu cartão. Isso é inadmissível”, afirmou.

O presidente eleito adiantou que o clube já iniciou procedimentos formais. “Apresentamos uma reclamação e a resposta foi que a reclamação não era admissível. Agora estamos pedindo explicações. Vamos apresentar uma nova reclamação porque o que não é admissível é o que nos fizeram novamente ontem. São decisões que prejudicaram muito os interesses do Barça e isso é intolerável. É uma vergonha”, reiterou.

Além disso, ele lembrou precedentes recentes. “Se eu voltar ao ano passado, também fomos eliminados após uma grande partida no campo do Inter por um gol em que houve uma falta prévia contra Gerard Martín. Isso é muito irritante, como torcedor do Barça”, indicou, ressaltando que fala “como torcedor do Barça”, embora ocupe o cargo de presidente eleito, já que o presidente oficial do FC Barcelona é Rafa Yuste.

Apesar de tudo, Laporta assumiu que a eliminatória já não tem solução. “Infelizmente, mesmo que seja apresentada uma reclamação, as quartas de final já estão decididas e o Barça não poderá estar presente”, lamentou, antes de pedir para se concentrarem na LaLiga. “Agora o que temos de fazer é nos concentrarmos na LaLiga. Se conseguirmos ganhar este campeonato, pelo qual trabalhamos muito, e somarmos ao do ano passado, serão dois campeonatos consecutivos”, explicou.

Por fim, rejeitou as críticas sobre um suposto favoritismo da arbitragem em relação ao Barça. “Dizer que os árbitros favorecem o Barça é uma vergonha. Basta olhar para esta eliminatória da Champions. É uma vergonha, ninguém acredita nisso”, concluiu Laporta.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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