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MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O ponta da seleção espanhola Lamine Yamal não esconde que a semifinal desta terça-feira na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá contra a França é “o jogo mais importante” de sua carreira, para o qual chega sem “pressão” e “muito tranquilo”, e reagiu com ironia às críticas ao seu desempenho, garantindo que não se deve esperar “nada” dele em uma partida em que não acredita que o “poderio no ataque” do adversário vá prejudicá-los.
“(Este jogo está) no ‘Top 1’, na verdade, é o jogo mais importante que vou disputar e estou feliz por ter conseguido chegar até aqui. Estamos todos muito animados, e eu, principalmente. Sem dúvida, é a partida mais importante que vou disputar”, afirmou Yamal nesta segunda-feira na coletiva de imprensa pré-jogo.
O jovem de Mataró reiterou que não se preocupa com “os gols”, embora não esconda que “é sempre especial marcar em partidas como essa”. “E, obviamente, aceito o desafio; foi para isso que vim. Esta terça-feira será um dia muito especial”, destacou.
“Não acho que seja culpa do técnico eu não ter marcado cinco gols. Não sei, são coisas do jogo e isso não me preocupa, na verdade. Estamos vencendo; quando era criança, assisti a Copas do Mundo em que a Espanha foi eliminada e não passou dessa fase. Então, me concentro nisso: em continuar jogando partidas, e quanto mais partidas, melhor — isso é o único importante — e espero marcar outro gol amanhã”, acrescentou a respeito, confessando que “obviamente sim” se vê como campeão do mundo, embora “seja difícil, como todos os títulos de seleções”.
O ponta não se mostrou “surpreso” com o alvoroço causado por suas palavras sobre não ter medo da França após eliminar a Bélgica. “Já conheço vocês (os jornalistas). Não, não foi mal interpretado. No final, me perguntaram se eu tinha medo da França e eu disse que não. Somos os campeões da Europa e não temos medo de nenhum jogo. Como disse o Koundé, é futebol, eles encaram isso como o que é e pronto”, concluiu depois que seu companheiro garantiu que aquelas declarações não haviam sido mal interpretadas pelos ‘Bleus’.
Apesar de tudo, ele está “muito tranquilo” antes desta partida. “Agora marquei com meu irmão para cortar o cabelo dele”, disse sorrindo. “Estou ansioso para que chegue amanhã; é uma partida muito bonita para o espectador, tanto para os espanhóis quanto para os franceses. É um dos jogos que todo mundo queria que acontecesse na Copa do Mundo, e acredito que será uma partida em que as duas equipes terão seus momentos. Ambas as equipes vão atacar, as duas vão tentar se defender com o que temos, mas com certeza será uma partida muito equilibrada”, afirmou.
Nesse sentido, ele ressaltou que não teme o poderio ofensivo da atual vice-campeã mundial. “Acho que a partida terá fases, nem sempre será um contra um. Acredito que temos jogadores de muita qualidade no meio-campo, no ataque e na defesa, e não sinto que o poderio deles no ataque seja algo ruim para nós; pode até ser algo bom. Vamos jogar como sabemos; cada jogador tem suas qualidades e vamos aproveitá-las ao máximo”, opinou.
“Não, pressão não”, respondeu ele quando questionado se sentia muita responsabilidade. “Acho que, no fim das contas, jogo como sei e nunca vou jogar melhor ou pior do que sei; apenas dou o que tenho, sempre a serviço da equipe, sempre com o máximo. Quando você dá tudo de si e sabe que é isso que as pessoas esperam de você e que você é capaz de fazer, então não sente pressão”, concluiu. “Vocês mesmos (os jornalistas) dizem que não estou no meu melhor nível, então não precisam esperar nada de mim, mas tenho certeza de que amanhã será um dia especial”, afirmou com firmeza posteriormente.
“A EQUIPE AMADURECEU MUITO”
“Como sempre disse, acredito que há situações muito mais difíceis na vida do que em uma partida. Sempre penso nisso: em ficar tranquilo, que não passa de nada; no fim das contas, é só uma partida, são jogadas; depois da partida, cada um vai seguir com a própria vida. Estou tranquilo, sei do que sou capaz e não me preocupo demais, nem fico estressado”, acrescentou.
Por isso, se pudesse voltar no tempo, diria ao seu eu de 10 anos para “ser o mesmo, aproveitar e pronto”. “Não dá pra falar muito antes desses jogos, todo mundo sabe o que tem que fazer, todo mundo sabe que entra em campo pra vencer”, destacou o jogador blaugrana.
Ele também comemorou o fato de a equipe saber “sofrer e se reerguer em situações difíceis”. “Estamos sempre juntos, ajudamos o companheiro e acho que isso tem sido muito importante no torneio; acima de tudo, tenho orgulho disso”, afirmou Yamal.
“Acho que amadurecemos muito. Passamos por momentos difíceis, como na primeira partida contra Cabo Verde ou quando a Bélgica empatou conosco. Acho que, desde a Eurocopa, estamos crescendo muito como time, como família, e, acima de tudo, temos orgulho disso: sabemos enfrentar as dificuldades”, acrescentou ele.
Questionado sobre a popularidade de seu irmão mais novo, Keyne, ele considerou que “ele não percebe” isso. “Ele faz o que faz em casa o tempo todo e, quando a câmera foca nele, ele faz bobagens. Tenho orgulho dele e sei que, quando crescer, ele vai perceber isso e ficará feliz com o que faz. Gosto que as pessoas gostem dele, assim como eu gosto, e não sei, quando a câmera foca nele, gosto de vê-lo, me divirto”, confessou com um sorriso.
Por fim, ele se mostrou feliz por o futebol ter lhe dado “essa oportunidade” de ser reconhecido em um lugar como Chattanooga, onde a seleção esteve concentrada por várias semanas. “Nunca imaginei que, ao andar por uma cidade dos Estados Unidos, alguém fosse me reconhecer. A cada dia, sinto orgulho do que conquistei”, revelou.
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