Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
A associação de empregadores também lamenta o fato de a AFE estar ciente de que "a internacionalização beneficia o futebol nacional como um todo".
MADRID, 15 out. (EUROPA PRESS) -
A LaLiga quis esclarecer "alguns aspectos" da declaração emitida pela AFE na quarta-feira sobre a queixa do sindicato dos jogadores de futebol de falta de transparência e colaboração, explicando que a associação patronal está aberta ao diálogo sobre como levar o Villarreal-FC Barcelona para Miami sem violar a lei.
Depois que a AFE divulgou a declaração "AFE exige da LALIGA transparência, coerência e respeito pelos jogadores de futebol", a LaLiga quis dar sua versão. Em primeiro lugar, a associação de empregadores nega que não queria se reunir, mas que propôs datas que são viáveis devido à agenda. "Uma vez confirmada a impossibilidade de comparecer na data prevista, a LALIGA manifestou sua total disposição de participar da reunião, propondo até três datas alternativas", diz.
"Em nenhum caso houve 'impasse' ou falta de disposição por parte da LALIGA. A AFE, no entanto, manteve inflexivelmente uma data definida unilateralmente, apesar de ter sido previamente informada da impossibilidade de participar da reunião por motivos de agenda. Aqueles que não oferecem alternativas e não demonstram vontade de chegar a um consenso, marcando reuniões unilateralmente, demonstram uma falta de vontade real de dialogar", acrescenta.
Da mesma forma, a LaLiga lamenta a mudança de critérios e as contradições observadas nas últimas comunicações que dificultam a realização do objetivo principal da reunião: promover um diálogo útil que permita explicar o projeto.
Por outro lado, LaLiga lembra que "não há obrigação de submeter a realização de uma partida oficial à vontade da AFE, sem prejuízo de levar em conta as disposições do acordo coletivo". "A iniciativa de realizar a partida nos Estados Unidos foi processada de acordo com o procedimento regulamentar aplicável perante os órgãos nacionais e internacionais", ressalta.
Além disso, a associação patronal lamenta a posição da AFE, quando o sindicato deveria estar ciente dos benefícios de abrir as portas no exterior para a LaLiga EA Sports. "Basta lembrar que, dentro do projeto de 2018, a LALIGA propôs o agendamento do deslocamento nas semanas anteriores ao evento da chamada Seleção AFE Espanha para a celebração de uma etapa na qual seriam realizados vários jogos amistosos e sessões de treinamento", diz.
"Este tipo de experiência, no passado, como é do conhecimento da AFE, tem sido muito positiva e, basta lembrar os projetos desenvolvidos na China, Polônia, bem como vários torneios (FIFPRO) no exterior e que culminaram com a contratação de mais de 70 jogadores desempregados. Está claro que a ativação mencionada acima pode ser uma ótima plataforma e uma oportunidade para nossos jogadores. Em última análise, a internacionalização da competição beneficia todo o ecossistema do futebol nacional, inclusive os jogadores", acrescenta.
Por fim, LaLia explica que eles não violam o Acordo Coletivo de Trabalho e "negam qualquer violação da Lei 39/2022 sobre esporte". "Atribuir à LALIGA obrigações de transparência ou publicação que não correspondem ao conteúdo do artigo 61 da Lei 39/2022 é impreciso. Esse preceito regula obrigações de publicidade ativa que a LALIGA já cumpre, e não justifica alegações que não correspondam à sua redação literal", explica.
"A LALIGA defende firmemente o interesse geral da competição, a integridade esportiva e o cumprimento dos regulamentos, e o faz a partir da convicção de que a internacionalização ordenada e responsável fortalece o futebol espanhol, gera oportunidades para clubes e atletas e reforça o prestígio de nossas competições", lembra.
"Consequentemente, a LALIGA pede à AFE que retorne ao quadro de diálogo útil e construtivo, com respeito aos fatos e às regras. O caminho a seguir não é o confronto público baseado em interpretações imprecisas, mas a colaboração leal, a busca de soluções e o trabalho conjunto para garantir que qualquer iniciativa seja implementada com todas as garantias para os jogadores de futebol e para o benefício de todo o ecossistema do futebol", conclui.
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