Javier Borrego / AFP7 / Europa Press
MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
A LaLiga garantiu nesta terça-feira que, até o momento, nenhum time sabe se “ultrapassou ou não” o limite de custos com o elenco, mas que 95% dos clubes sabem qual será sua situação antes da janela de transferências de verão, e deu a entender que o FC Barcelona voltará à normalidade na hora de agir na próxima janela.
“Nenhum clube sabe ainda se está acima do limite ou não, mas quase 95% já sabem aproximadamente qual será sua situação. No caso do Barça, o auditor aceitou mais de 70 milhões provenientes das cabines VIP, não conta com Lewandowski, que representava um custo elevado no elenco, e terá a reabertura da arquibancada. Com esses dados, é possível fazer uma avaliação”, afirmou Javier Gómez, Diretor Geral Corporativo da LaLiga, em um encontro com a imprensa.
No caso específico da saída de Robert Lewandowski, ele analisou que há tanto “o impacto direto do salário quanto o da amortização”. “Um clube que tem um custo de elenco esportivo determinado para a temporada 2026-27 tem um jogador que consome muito e que já não estará mais. Mesmo que estivesse previsto que ele não continuasse, eles já fizeram suas contas”, acrescentou.
Em termos gerais, a LaLiga teve na temporada 2024-25 um saldo de -164 milhões, o segundo melhor das cinco grandes ligas, atrás apenas da Bundesliga, a única com lucro (+272). “A Espanha e a Alemanha têm as mesmas receitas. A Bundesliga tem mais gastos, mas na LaLiga os salários são maiores. Na Espanha, os clubes se dedicam mais a reter jogadores do que a comprar”, apontaram representantes da LaLiga.
A competição espanhola vê a Premier League como “um problema” porque ela tem “1,608 bilhão de prejuízo”, e consideram que “perder dinheiro é o sistema” da principal competição de clubes da Inglaterra. “Eles aprovaram um novo ‘Fair Play’ que faz com que os preços subam”, destacam.
A entidade patronal lembrou que, para calcular o teto salarial, são levados em conta o equilíbrio entre receitas de direitos de TV, bilheteria, assinantes, patrocínios — apenas contratos assinados —, venda de jogadores — único “empréstimo” concedido aos clubes com a média de vendas das últimas três temporadas — e os custos com pessoal não esportivo, despesas operacionais e amortizações.
Um custo de quadro de pessoal que inclui salário fixo (bruto), salário variável (uma porcentagem média calculada e distribuída entre todos os jogadores), direitos de imagem, previdência social, receita ou despesa por empréstimo, despesas de aquisição e amortização (em um máximo de quatro temporadas).
Quanto às ampliações de capital ou injeções financeiras no clube, foi esclarecido que apenas 100% delas podem ser destinados a “quitar dívidas”. Por outro lado, para ampliar o custo da folha de pagamento e o orçamento, pode-se destinar até 90%, mas no mínimo em duas temporadas (com monitoramento) ou três temporadas.
Por fim, foi afirmado que a mudança de propriedade de um clube não altera suas limitações na hora de atuar no mercado, já que, para que isso ocorra, a compra teria que vir acompanhada de uma injeção financeira que eliminasse a dívida.
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