Publicado 13/07/2026 16:16

Jude Bellingham volta à tona no melhor cenário possível para esquecer uma temporada ruim com o Real Madrid

12 de julho de 2026, Miami, Flórida, EUA: Miami (EUA), 11/07/2026 — Futebol/Copa do Mundo de 2026/Inglaterra x Noruega — O jogador inglês Jude Bellingham marca e comemora seu gol em partida contra a Noruega neste sábado (11), no Hard Rock Stadium, em Miam
Europa Press/Contacto/Pedro Paulo Diaz

MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -

O meio-campista inglês Jude Bellingham está tendo uma excelente participação na Copa do Mundo, graças aos seus seis gols e uma assistência, que o levaram a liderar a Inglaterra e conduzi-la às semifinais do torneio, deixando assim para trás uma temporada anterior medíocre e abaixo das expectativas no Real Madrid.

O “10” inglês chegou em meio a dúvidas e críticas por causa de uma temporada decepcionante com o clube merengue; até mesmo o técnico Thomas Tuchel não garantiu sua titularidade desde o início da Copa do Mundo, diante da boa campanha de Morgan Rogers pelo Aston Villa. Mas o desempenho do meio-campista do time merengue silenciou todo esse burburinho.

Bellingham está transformando a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá em seu próprio palco para se destacar e reencontrar sua melhor versão. O “meio-campista versátil” encontrou no esquema de Tuchel o espaço para brilhar, o mais próximo possível do capitão Harry Kane e longe da construção de jogadas, com mais liberdade para explorar uma de suas grandes qualidades: a chegada pela segunda linha.

Dessa forma, o “10” dos “Three Lions” se beneficia de um “nove” atípico, já que Kane costuma se afastar da zona habitual de um “matador” para recuar, às vezes até o próprio campo, permitindo que Bellingham aproveite o fator surpresa contra as defesas adversárias.

Assim, o meio-campista de Stourbridge, de 23 anos, já marcou seis gols neste torneio, os mesmos que fez em toda a LaLiga EA Sports 2025-26 com o Real Madrid, em uma temporada em que marcou oito gols em todas as competições. Um dado que mostra a influência do inglês na seleção e a quase inexistência dela no time branco, no qual ele também foi prejudicado por lesões.

Sob o comando de Tuchel, Bellingham assumiu um papel imenso, graças à sua contribuição ofensiva e ao seu instinto de gol, a um empenho físico solidário e àquela liderança que vai além dos números e das estatísticas. Afinal, o jogador do Real Madrid é o segundo jogador com mais pressões em toda a Copa do Mundo, com um total de 165.

Mas é verdade que o que mais chama a atenção são os gols, e o meio-campista marcou contra a Croácia na primeira partida da Copa do Mundo, também contra o Panamá na última partida da fase de grupos, além de dois gols contra o México e a Noruega nas oitavas e nas quartas de final, em momentos decisivos para manter vivo o sonho e as chances de um país inteiro que busca a segunda estrela 60 anos após conquistar seu primeiro título mundial.

Contra a co-anfitriã, em um cenário como o mítico Azteca, ele marcou dois gols brilhantes para fazer o 0 a 2 e jogar um balde de água fria na torcida local, já que contra a equipe liderada por Erling Haaland, o “10” brilhou ao marcar o 1 a 1 no final do primeiro tempo e o segundo gol que garantiu a vitória logo no início da prorrogação. No total, seis gols — bem acima dos 3,4 gols esperados — para igualar o recorde de gols de seu companheiro Harry Kane, em plena disputa pela Chuteira de Ouro do torneio.

E ele faz isso com maior precisão, inclusive, do que seu capitão, que marcou dois gols de pênalti. Bellingham marcou 6 gols em 11 chutes a gol e 17 chutes no total, enquanto o jogador do Bayern precisou de 22 tentativas no total. Na verdade, o jogador do time merengue tem a melhor porcentagem de gols do torneio — entre os jogadores que marcaram pelo menos 5 gols.

Ao analisar todos os dados estatísticos avançados relacionados à finalização e a todo o aspecto ofensivo no futebol, apenas o francês e companheiro no Real Madrid, Kylian Mbappé (8,97), supera Bellingham (8,25), de acordo com o “power ranking” ofensivo da FIFA, no qual o inglês supera, por exemplo, o argentino Leo Messi (8,07), que acumulou 8 gols no torneio.

Bellingham brilha e o faz na posição que já o destacou em sua temporada de estreia no Real Madrid, com mais responsabilidades ofensivas do que defensivas, jogando de frente e não de costas, sem se preocupar muito com o que acontece atrás dele. Assim, na temporada 2023-24, ele marcou 23 gols e deu 14 assistências, o mais próximo de seu auge desde sua chegada à Espanha.

Enquanto no Santiago Bernabéu atuava frequentemente como articulador e equilibrador do jogo no meio-campo, com a Inglaterra ele se liberou para atuar como um autêntico “10” com alma de atacante, tornando-se já o termômetro emocional e futebolístico de uma seleção que quer aproveitar ao máximo o melhor momento de Bellingham no último ano.

Agora, o meio-campista de 23 anos enfrenta um desafio complexo contra a Argentina, atual campeã, nas semifinais — a quarta vez que os ingleses chegam a essa fase nos últimos cinco grandes torneios. E Bellingham quer ser o líder de uma seleção inglesa que busca sua terceira final desde 2020, após as da Eurocopa daquele ano e de 2024.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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