JESÚS HELLÍN - EUROPA PRESS - Arquivo
MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Juan Antonio Samaranch, comentou nesta segunda-feira que pretendem fazer algo “diferente” com o torneio olímpico de futebol nos próximos Jogos Olímpicos; entre as opções em discussão com a FIFA está a possibilidade de se disputar “futebol de 7” na categoria feminina e, na masculina, algo que se assemelhe “muito mais ao que é uma Copa do Mundo”.
“Temos 28 esportes mais quatro esportes adicionais. O programa está mudando e evoluindo. Há uma evolução muito importante no futebol, porque todos queremos algo diferente e acredito que vamos conseguir. No futebol feminino, conversamos com a FIFA sobre o futebol de 7 e, no masculino, queremos que o torneio se pareça muito mais com o que é uma Copa do Mundo”, confessou o vice-presidente do COI no seminário organizado pela CESEDEN e pela LaLiga, intitulado “Geopolítica e Esporte”.
Samaranch confessou que, embora nas Olimpíadas “o atletismo, a natação ou a ginástica sejam mais famosos”, em termos de ingressos e “benefícios econômicos”, o futebol continua sendo “o maior esporte”. “O calendário vai ficar muito complicado. Não pode ser que, por causa do aquecimento global ou das temperaturas, façamos com que as Olimpíadas não possam ser disputadas em grande parte do mundo. Veremos Jogos Olímpicos de verão no outono? Claro”, enfatizou.
O dirigente espanhol destacou a dificuldade que existe atualmente para conquistar uma medalha olímpica, pois qualquer país do mundo “tem chances de ter um campeão”. “As medalhas ficaram muito caras e o quadro de medalhas se multiplicou. “Nós avaliamos o potencial de um país com base nos diplomas”, observou.
Quanto à importância do investimento no esporte para alcançar resultados, ele afirmou que quanto mais dinheiro for destinado, mais medalhas serão conquistadas. “O governo destinou novos orçamentos ao esporte, que devem dar frutos nos Jogos Olímpicos. Em Los Angeles, temos que buscar as 24 medalhas”, disse.
“O COI está um pouco à margem. Tentamos, por meio do esporte e dos valores olímpicos, que todos possam participar disso. Apesar das diferenças, levar os atletas juntos para as Olimpíadas e fazê-los conviver na Vila Olímpica serve como um palco para amenizar as diferenças”, expressou sobre a capacidade política dos Jogos Olímpicos.
Aprofundando o assunto, Samaranch destacou que o COI não tem “nem capacidade, nem experiência, nem poder, nem direito” para sancionar países ou nações soberanas. “Nesse ponto, estamos muito desconfortáveis. Mais de 70% da população mundial acredita que a Rússia é quem está se defendendo do Ocidente. É preciso ter muito cuidado e deixar de lado a sua maneira de pensar e os seus princípios antes de agir”, detalhou.
Por fim, ele lembrou a universalidade do movimento olímpico. “Vai além de uma marca, está mais ligado aos valores e à emoção. Nos Jogos Olímpicos, a maioria do público é feminina e há muitas pessoas que não voltam a assistir a esportes até os próximos Jogos Olímpicos”, concluiu.
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