Publicado 10/08/2026 08:20

Jorge Vilda e sua passagem pela seleção espanhola: “Não me arrependo de nada, a ferida já cicatrizou”

Archivo - Arquivo - O ex-técnico Jorge Vilda chega à Audiencia Nacional para prestar depoimento como investigado, em 10 de outubro de 2023, em Madri (Espanha). O juiz da Audiencia Nacional que investiga o ex-presidente da Real Federação Espanhola de F
Gustavo Valiente - Europa Press - Arquivo

MADRID 10 ago. (EUROPA PRESS) -

O técnico da seleção feminina de futebol do Marrocos, Jorge Vilda, afirmou que já deixou para trás sua passagem à frente da seleção espanhola, com a qual conquistou a Copa do Mundo de 2023, e afirmou que não se arrepende de sua atuação durante um período marcado pela crise na Federação Real Espanhola de Futebol (RFEF), ao mesmo tempo em que reconheceu que “a ferida já cicatrizou”.

“O cenário que se desenrolou depois (de ganhar a Copa do Mundo) eu nunca teria imaginado. Não me arrependo de nada. Não acho que tenha agido de má-fé nem faltado com o respeito a ninguém. Se cometi erros, não foi com má intenção. A ferida está lá, mas já cicatrizou. Foi bom para mim que, três semanas depois de deixar a Federação, me ligassem para um novo projeto. Foi algo que me ajudou muito porque, é claro, não foi fácil”, afirmou em entrevista ao programa “El Larguero”, da Cadena SER, divulgada pela Europa Press.

“Foi muito difícil; toda a gestão e o conflito de levar uma equipe ao título de campeã mundial exigiram um esforço enorme, nos dedicamos de corpo e alma, foi muito complicado. São 24 horas dedicadas de corpo e alma; no fim, você acaba deixando de lado muitas outras coisas, e isso afeta a família. Conseguimos o que havia de mais difícil, com todas as implicações que isso acarretava”, reiterou.

Vilda reconheceu que aquele período foi especialmente exigente e que a situação após a Copa do Mundo teve consequências que foram além de sua figura e da do então presidente da RFEF, Luis Rubiales. “O tsunami não atingiu apenas o presidente e o técnico, mas também 16 ou 17 grandes profissionais que deixaram a Federação por motivos que não compreendo e que não me parecem justos. De vez em quando converso com eles porque tenho muito carinho por eles”, explicou.

A treinadora, que agora comanda a seleção feminina de Marrocos, encontrou em seu novo destino uma oportunidade de virar a página e dar continuidade à sua carreira. Sobre o futebol africano, ela destacou a evolução das condições e o talento das jogadoras. “As condições estão melhores, as comissões técnicas vindas de fora da África ajudam a elevar o nível. Muitas jogadoras já estão atuando nas melhores ligas. Fisicamente, elas são um fenômeno”, destacou.

Vilda também ressaltou a importância das ruas como elemento diferenciador na formação dos jogadores. “Todo mundo está jogando na rua e isso, no fim das contas, é o que gera o talento. Aqui em Rabat, volta-se a ver o típico jogador talentoso, de quem dá para perceber que jogou na rua com duas pedras, de chinelos ou até mesmo descalço, mas que, quando pega a bola, passa por cinco jogadores. Cada vez é mais difícil encontrar esse talento porque o futebol nas escolas é mais tático e fechado”, indicou.

Apesar de estar focado agora no Marrocos, Vilda acompanha a evolução da Liga F e considera que existe uma diferença muito grande entre o FC Barcelona e os demais times. “A diferença entre o Barcelona e os demais times é abismal”, afirmou.

Nesse sentido, ele pediu medidas para aumentar o interesse pela competição e melhorar o público nos estádios. “Acho que há algo que todos nós gostaríamos que mudasse, que é o público nos estádios. Os clubes e a Liga deveriam promovê-la e administrá-la melhor. A televisão deveria transmitir jogos em canais abertos para que as pessoas fiquem cada vez mais interessadas. No momento, em comparação com ligas como a inglesa, estamos um pouco estagnados”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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