Javier Borrego / AFP7 / Europa Press
MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O zagueiro do FC Barcelona, João Cancelo, tem certeza de que “o ideal” seria sair do Spotify Camp Nou nesta quarta-feira, após a partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões contra o Atlético de Madrid, com “um bom resultado” ou até mesmo “praticamente garantir a classificação”, ao mesmo tempo em que comemorou estar sob o comando de um técnico como Hansi Flick, a quem considera “diferente” por ter introduzido na equipe “uma dinâmica de agressividade”.
“É um jogo muito importante. Sabemos que depois temos que ir ao Metropolitano para jogar, que é um campo muito complicado para todas as equipes da Europa, não apenas para nós. O ideal é conseguir um bom resultado amanhã e praticamente garantir a classificação, mas temos que estar preparados para tudo”, afirmou Cancelo na coletiva de imprensa pré-jogo.
Este confronto contra a equipe de Diego Pablo Simeone será o quinto da temporada e o segundo consecutivo, após o do último sábado no Riyadh Air Metropolitano (1-2). “É uma equipe muito intensa, muito agressiva, com jogadores individualmente muito bons, com muito talento. Temos que fazer o nosso jogo, controlá-lo como fizemos no último e tentar vencer, porque é uma competição muito importante para nós”, destacou.
O lateral do Barça elogiou a figura do técnico alemão Hansi Flick. “Tive a sorte de trabalhar com grandes treinadores ao longo de toda a minha carreira e Hansi é um deles. É uma ótima pessoa, está muito próximo dos jogadores e faz com que os jogadores em campo busquem isso, porque ele incutiu na equipe uma dinâmica de agressividade. Isso o torna um técnico diferente dos demais”, afirmou.
“Com a pressão alta, assumimos muitos riscos no jogo, mas acredito que sempre foi a cultura do Barça: a pressão alta, o controle da partida. Eu me identifico com esses valores e o Flick, no fim das contas, trouxe um pouco da dinâmica alemã, que é a intensidade, sempre marcar o jogador mais próximo da bola. É uma dinâmica diferente que dá um pouco de trabalho para se adaptar, mas no fim das contas é melhor porque você tem o controle da partida”, indicou.
Em sua primeira temporada como jogador do Barça, Cancelo teve como técnico Xavi Hernández, a quem está “muito grato” porque o ajudou “muito”. "Eu o via muito jogando e, para mim, era um jogador de quem eu gostava muito", admitiu. "Com o Hansi é diferente, mas não é que seja melhor ou pior, acho que os dois são grandes treinadores. O Hansi talvez tenha um pouco mais de experiência porque tem uma carreira mais longa como treinador. Cada um tem seus pontos positivos e negativos", destacou.
ELOGIOS A YAMAL E RAPHINHA
Sobre Lamine Yamal, o português não tem dúvidas de que ele está “no ‘top 3’” dos jogadores mais talentosos atualmente. “Não é preciso dizer nada. Para mim, é uma honra poder trabalhar com ele, vê-lo todos os dias no treino, porque é realmente um jogador que é bom ter do nosso lado”, explicou.
Quem não poderá ajudá-los é o lesionado Raphinha, “um dos líderes” do vestiário porque “é a energia da equipe”. “No final, vocês veem isso em campo, ele está aos 90 minutos fazendo sprints para pressionar o goleiro. É claro que ele está abalado porque sabe o quanto isso é importante para nós, mas temos que estar preparados porque, no fim das contas, somos o Barça e todos temos que estar prontos para jogar”, exigiu o zagueiro.
Por fim, questionado sobre sua permanência no Barça após o término da atual temporada, já que está emprestado pelo Al-Hilal, ele reconheceu ter clareza sobre o que quer para a próxima temporada, mas não vai revelar ainda. “O que quero é tentar continuar ajudando o Barça a chegar onde merece, nos manter nesta competição, tentar ganhar a Liga. Isso é o mais importante agora, meu futuro não me interessa no momento”, confessou.
“Tenho contrato com o Al-Hilal, mas sempre há opções. Vamos ver o que acontece no final da temporada, porque o futebol muda num piscar de olhos, eu sei bem disso. No início, quando cheguei, eles não estavam tendo essa conversa, estavam com dúvidas, dizendo que não queriam que eu ficasse, que eu já estava acabado. O futebol é assim, vou continuar trabalhando como estou fazendo, assim como todos os meus companheiros, e vamos ver”, precisou.
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