BARCELONA 17 out. (EUROPA PRESS) -
O líder da plataforma 'Som un clam', Joan Camprubí Montal, assegurou nesta sexta-feira que o FC Barcelona já não é um "clube democrático" e acusou a diretoria de Joan Laporta de atuar de forma "totalitária", com especial ênfase no fato de que a Assembleia Geral de domingo, 19 de outubro, será realizada por via telemática e não presencialmente pelo quarto ano consecutivo.
"O Barça não é um clube democrático depois de 125 anos de história. Sempre houve diálogo no clube. Pela primeira vez, este Conselho de Administração está se escondendo e não podemos permitir isso. A Assembleia deveria ser uma festa de todos os sócios. Debater cara a cara. Esse formato telemático é autoritário. Esconde a participação dos sócios e dá voz aos mais afins", disse Camprubí em uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira em Barcelona.
"Por que Laporta está escondendo o fato de que tem de realizar a assembleia telemática? Se o clube está indo tão bem. No ano passado, o presidente prometeu que seria pelo menos um modelo híbrido. A diretoria está se escondendo atrás de uma tela. Ela não quer um clube democrático. O que ela chama de empresa familiar é, na realidade, uma forma totalitária. Não podemos ficar nas mãos dos caprichos de uma só pessoa. O Barça pertence a todos os membros e é assim que deve continuar", acrescentou.
A face visível da plataforma 'Som un clam', que pretende se candidatar às eleições presidenciais de 2026, destacou que a diretoria esconde informações como os pagamentos pelo atraso do novo Camp Nou do Spotify. "Eles nos escondem informações sobre o estádio e o novo Palau Blaugrana. Priorizam os turistas e expulsam os membros mais críticos. Esconde sua relação com negócios obscuros no Congo. Deixa de lado nosso lema "Més que un club" (Mais que um clube). Estamos envergonhados com isso. Ele esconde a razão pela qual não reivindica os 350 milhões de euros devidos pelo Limak", explicou.
Por isso, Camprubí revelou que o "Som un clam" está contando o dinheiro devido pela diretoria do Barça. "Essa diretoria esconde por que perdeu mais de 1.200 milhões de euros. As alavancas foram usadas para queimar dinheiro futuro. Em nenhum momento ela recebeu mais do que gastou", disse ele.
"Não se pode continuar a ocultar informações por meio de assembleias telemáticas. Essas contas não podem ser aprovadas. No 'Som un clam', analisamos as contas. Acreditamos que a situação é muito crítica, mas também reversível. Temos a ilusão de reverter a situação com novas formas de receita. Queremos reerguer o clube, sabemos como fazer isso e temos que fazer isso com os associados", concluiu.
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