Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press - Arquivo
MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, defendeu nesta segunda-feira o modelo do futebol profissional espanhol em contraposição ao da Superliga promovida pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, e voltou a se mostrar favorável à realização de uma partida oficial no exterior como parte da estratégia global da competição.
“É um dos pilares da geopolítica, mas não o fundamental. Isso vai acontecer (uma partida no exterior); hoje é complicado porque as instituições internacionais tomaram partido demais, na minha opinião, sem terem aprofundado bem o assunto”, explicou após sua intervenção no seminário ‘Geopolítica e Esporte’, organizado pelo CESEDEN e pela LaLiga.
Tebas insistiu que esse tipo de iniciativa faz parte do crescimento global do campeonato e defendeu sua utilidade para a marca Espanha. “Quando sempre falam no plural, eu digo não, cuidado, pois é um jogo, sempre marca um tema, além da geopolítica, claro, não apenas do esporte, mas da política do país”, destacou.
O dirigente citou a China como exemplo de mercado estratégico e criticou as reticências institucionais em relação a esse tipo de acordo. “Por que não vão à China? Por que não conversam com os ministros chineses? Eu conheço ministros e adoraria que a Liga fosse compartilhada com a China. Acreditamos que colaborar e trabalhar pela marca Espanha é melhor. É difícil, alguns não gostam, mas nós gostamos e vamos tentar”, afirmou.
Paralelamente, Tebas respondeu às palavras do técnico do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, sobre o impacto das arbitragens na competição e ao comentário de que para o clube branco é mais fácil ganhar a Champions do que a Liga. “Já ouvi o que Arbeloa disse. Um dia ele diz uma coisa, depois diz outra. Acho que o Real Madrid tem que tentar continuar competindo. Ainda faltam jogos da Liga, ainda faltam pontos”, concluiu.
E voltou a defender o modelo da LaLiga em relação ao da Superliga proposta por Florentino Pérez. “Não me baseio em me entender com Florentino como pessoa física, mas sim na forma de entender o futebol profissional, e é isso que nos diferencia. Além disso, ficou claro que toda a Europa não concordava com a forma de pensar de Florentino. Portanto, não estávamos no caminho errado, já que o modelo não é aquele que ele defendia”, observou a esse respeito.
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