Eduardo Parra - Europa Press
MADRID, 1 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, argumentou neste sábado por que Gianni Infantino “não deve continuar à frente da FIFA”, já que a retirada de sua proposta de privatizar as competições, “a ponta do iceberg”, não resolve “o problema de governança”.
“Infantino não deve continuar. O fato de a FIFA ter retirado sua proposta de privatizar suas competições é uma boa notícia. Mas seria um grave erro pensar que, com isso, o problema de governança foi resolvido. As confederações, federações, ligas e jogadores não deveriam se contentar com essa retirada e dar o assunto como encerrado. A questão é muito mais profunda”, afirma Tebas em uma mensagem em sua conta na rede social ‘X’.
O presidente da LaLiga expôs sua opinião fundamentada sobre qual deveria ser a próxima exigência em relação a Infantino, que se viu obrigado a recuar em seu projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), diante da forte divisão no mundo do futebol e da oposição deixada clara pela UEFA, pela Concacaf e pela AFC.
“Já esquecemos a retirada do cartão vermelho após uma intervenção política? A investigação em andamento no Congresso dos Estados Unidos, que solicitou o depoimento de Gianni Infantino por condutas gravíssimas? A retirada das acusações em casos históricos de corrupção na FIFA? Os preços escandalosos dos ingressos da Copa do Mundo? As decisões unilaterais sobre o calendário internacional, as novas competições e os formatos, adotadas sem um verdadeiro processo de diálogo e acordo com as partes envolvidas?”, acrescenta Tebas em sua mensagem.
O dirigente da entidade patronal enfatizou um problema maior do que essa última proposta de Infantino, que “não deve continuar” como presidente da FIFA. “O problema nunca foi uma única proposta. O problema é um modelo de governança que concentra o poder, reduz os contrapesos e marginaliza aqueles que são diretamente afetados por suas decisões”, aponta.
“Por tudo isso, acredito que Gianni Infantino não deve continuar à frente da FIFA. O futebol mundial precisa de uma nova liderança que modernize sua governança, recupere a credibilidade institucional e construa as decisões futuras em acordo com os atores envolvidos, avaliando previamente seu impacto esportivo, econômico e social, em vez de impô-las de forma unilateral”, acrescenta.
“Retirar uma proposta não apaga tudo o que aconteceu. É apenas a ponta do iceberg”, conclui, acompanhando seu tuíte com uma foto da ponta de um iceberg e de tudo o que ele esconde sob o mar, além de outra foto do próprio Infantino.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático