Irina R. Hipolito / AFP7 / Europa Press
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, comentou nesta quinta-feira que a entidade está implementando a inteligência artificial no “mundo da arbitragem” para questões como “a avaliação dos árbitros”, onde o objetivo é que pelo menos 40% seja baseada em critérios objetivos, e “as designações”.
“Na LaLiga, estamos implementando a IA no mundo da arbitragem. Ela não vai arbitrar os jogos, mas estamos prestes a implementá-la na próxima temporada em duas questões que, para mim, são fundamentais: a pontuação dos árbitros e as designações”, confessou o presidente da LaLiga, Javier Tebas, na sétima edição da ISDE Sports Convention (ISC).
Tebas ressaltou que, quando se apita uma partida, o Comitê Técnico de Árbitros conta com os chamados informantes que pontuam certos aspectos da arbitragem. “Isso está sendo feito com inteligência natural, mas há 30 informantes para 20 árbitros diferentes, o que não é muito homogêneo e envolve muito critério subjetivo”, observou.
O dirigente destacou que, com a inteligência artificial, estão criando “uma ferramenta” que já está “em fase de testes”, para que “pelo menos 40% da pontuação seja decidida de forma objetiva”. “Com todos os jogos que temos em nosso repertório, está-se avaliando se a arbitragem está certa ou errada, sobretudo nas jogadas polêmicas. Ou seja, estamos objetivando a arbitragem”, acrescentou.
Sobre o conflito de propriedade intelectual que a LaLiga tem com a Cloudflare, ele destacou que se trata de “uma empresa pirata”. “O CEO está sendo investigado na Espanha em um processo criminal e em outros países. Roubar é roubar e a propriedade intelectual oferece essa proteção. Que não venha com essa história de neutralidade da rede”, disse.
“As estradas também são neutras e, se um traficante de drogas que está escondido em um ônibus com 10 quilos de cocaína for parado, mesmo que o ônibus seja neutro, ele é detido, o material é apreendido e alguns cidadãos ficam com o trajeto atrasado em três horas. Pois essa é a natureza da rede”, explicou o presidente da federação patronal.
Por outro lado, Tebas comemorou que a pirataria é um debate que, tanto no âmbito jurídico quanto no filosófico, “está bastante avançado”. “Outra coisa é que ainda nos faltam decisões para que fique mais claro. Na verdade, as decisões judiciais que estamos obtendo tanto nos tribunais espanhóis quanto praticamente em todo o mundo, tanto no âmbito civil quanto no comercial e penal, já deixam isso bastante claro”, acrescentou.
“O grande problema da União Europeia em geral é que regulamos, regulamos, regulamos, regulamos e chegamos sempre atrasados. Roubar um jogo de futebol é pirataria, é roubo, pois podemos aplicar as tábuas de Moisés. Mas, enfim, aplicando o que temos na lei de propriedade intelectual, conseguimos medidas e sentenças judiciais, medidas cautelares importantes de um âmbito tecnológico de grande alcance, ou seja, de um nível altíssimo”, concluiu.
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