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MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, insistiu que o Irã estará na próxima Copa do Mundo e que jogará nos Estados Unidos, apesar do conflito bélico e da ausência da delegação da federação iraniana no 76º Congresso da FIFA em Vancouver (Canadá).
"É claro que o Irã jogará nos Estados Unidos. A razão é simples: temos que nos unir. Precisamos unir as pessoas”, disse ele nesta quinta-feira durante uma de suas intervenções. Antes disso, a notícia havia sido a ausência do Irã no Congresso.
Os dirigentes da federação iraniana de futebol, incluindo seu presidente Mehdi Taj, tinham previsto participar da reunião em Vancouver. A agência de notícias iraniana Tasnim informou que a delegação foi recusada na fronteira, denunciando o tratamento recebido por parte das autoridades canadenses.
A Copa do Mundo começa em 11 de junho com os jogos entre Irã, Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, nos dias 15 e 21 de junho, respectivamente, e posteriormente contra o Egito em Seattle, em 26 de junho. O Irã havia solicitado que suas partidas fossem disputadas no México, mas Infantino sempre defendeu que tudo seguisse conforme o planejado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia dito anteriormente que o Irã seria bem-vindo na Copa do Mundo, mas acrescentou que o país não deveria participar “por sua própria vida e segurança”. Além disso, o presidente da FIFA pareceu tentar, sem sucesso, reunir os representantes das federações de Israel e da Palestina, durante alguns minutos de incerteza no palco.
Por outro lado, Infantino comunicou, durante o encerramento do congresso, sua intenção de se candidatar às próximas eleições. “Como já devem saber, o período eleitoral para as eleições presidenciais da FIFA começa hoje. Sinto-me honrado e emocionado, e quero dizer primeiro a vocês, as 211 federações membros, que serei candidato à eleição para presidente da FIFA no próximo ano”, anunciou Infantino, que assumiu o cargo após a renúncia de Sepp Blatter em 2016.
O 76º Congresso da FIFA aprovou o Relatório Anual de 2025, com o orçamento para o ciclo 2027-2030 que prevê receitas recordes de 14 bilhões de dólares. “Os lucros que podemos gerar revertem para o mundo inteiro, porque queremos dar a cada criança, em todos os cantos do mundo, uma oportunidade, uma possibilidade, uma chance de sonhar e de acreditar que pode alcançar seus objetivos. E mesmo que ela não consiga, pelo menos passar um momento feliz juntos jogando futebol”, disse ele.
De acordo com o relatório anual, as federações membros da FIFA terão direito a se beneficiar de um aumento oito vezes maior no investimento no desenvolvimento do futebol em comparação com os programas que estavam em vigor antes de 2016. Além disso, o órgão que rege o futebol mundial deu voz ao seu Painel contra o Racismo, sob a direção de seu capitão honorário, George Weah.
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