MADRID, 1 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou que cancela sua proposta de vender participações na Copa do Mundo a investidores privados, pois considera que “gerou divisões” e que ficou claro que “não é do interesse” das diversas confederações e federações nacionais.
“Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou evidente que o projeto gerou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não estão de acordo com o objetivo estabelecido inicialmente. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Consequentemente, essa proposta não seguirá adiante”, afirmou ele em um comunicado publicado nos canais oficiais da FIFA.
Na última terça-feira, a FIFA confirmou que planejava criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária de propriedade e controlada pela entidade reguladora do futebol mundial, que abriria as portas a investidores privados. Com isso, passaria-se a vender parte dos torneios da FIFA, como a Copa do Mundo ou a Copa do Mundo de Clubes.
A enxurrada de reações contrárias não demorou a surgir. A CONMEBOL — Confederação Sul-Americana de Futebol —, a CONCACAF — Confederação de Futebol da América do Norte, América Central e Caribe — e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) manifestaram sua oposição ao projeto, enquanto a UEFA foi além e anunciou, juntamente com suas 55 federações membros, que “não” participarão das competições da FIFA caso a proposta seja levada adiante.
Além disso, nesta sexta-feira, o assessor principal de Infantino, Carlos Cordeiro, renunciou ao cargo em protesto contra o plano, que ele considera que representaria “um mau negócio para o futebol”.
Por tudo isso, Infantino decidiu dar marcha à ré e cancelar o projeto. “O projeto FIFA Forward Enterprise tinha como objetivo fornecer uma base para fortalecer ainda mais nossas federações-membro da FIFA e nosso esporte em nível mundial, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário”, destacou Infantino.
“Além disso, como dissemos desde o início, só faríamos isso se a maioria das federações membros da FIFA fosse a favor e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e os atores mais amplos”, acrescentou o dirigente suíço.
Por fim, o presidente da FIFA revelou que continuará dialogando com todos os atores do futebol para tentar fazer o esporte “crescer”. “Olhando para o futuro, minha intenção é reunir todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, com base em um interesse comum pelo nosso esporte e com o objetivo de continuar fazendo o futebol crescer em todos os lugares, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio”, concluiu.
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