Publicado 02/03/2026 09:41

Hansi Flick: "Temos que tornar o impossível possível; não vamos desistir."

O técnico do FC Barcelona, Hansi Flick, na prévia da partida da Copa del Rey Mapfre contra o Atlético de Madrid
JAVIER BORREGO/AFP7/EUROPA PRESS

BARCELONA 2 mar. (EUROPA PRESS) - O técnico do FC Barcelona, Hansi Flick, garantiu nesta segunda-feira que sua equipe tentará “fazer o impossível possível” para reverter o placar de 4 a 0 sofrido na ida das semifinais da Copa del Rey Mapfre contra o Atlético de Madrid, em uma partida de volta que será disputada nesta terça-feira no Spotify Camp Nou (21h), e deixou claro que não desistirão, apesar da dificuldade do desafio. “Estamos quatro gols atrás e temos que fazer o impossível possível. Não é fácil, mas não vamos desistir. Vamos começar a partida com a intenção de não sofrer gols e sabemos que podemos conseguir isso”, afirmou o técnico alemão em entrevista coletiva. Flick apelou para a fé e o apoio da torcida blaugrana para tentar reverter a situação. “Você sempre deve acreditar, tenho certeza de que a torcida vai nos apoiar. Por exemplo, quando jogamos contra o Dortmund, precisamos marcar dois gols em cada tempo, sabemos que é difícil, contra um adversário fantástico, que nos causou muitos danos no último jogo, mas acredito que podemos conseguir”, disse ele. Nesse sentido, ele pediu para se concentrarem em dar o primeiro passo antes de pensar na magnitude global do placar. “É sempre melhor pensar no primeiro gol do que no segundo. Estaremos famintos por conseguir isso. Contra o Villarreal, vimos uma equipe em que todos lutam e estão em boa dinâmica. Essa é a chave para amanhã”, afirmou. Questionado sobre a porcentagem de sucesso em chegar à final, o técnico foi prudente. “Não sei. Se vamos ganhar? Não sei, jogamos em casa e queremos ganhar. Estamos em casa e temos que fazer mais coisas para ganhar. Não vamos desistir e tudo é possível”, reiterou. Sobre se a histórica recuperação contra o PSG poderia servir de inspiração, Flick descartou olhar para o passado. “Não penso no passado nem no futuro, mas no presente. Conhecemos a história, mas nosso trabalho é fazer bem amanhã. Não jogamos muito bem na última partida contra o Atlético e quero ver nossa melhor versão”, explicou. Ele também não quis revelar se preparou algum vídeo motivacional ou recurso especial para estimular seus jogadores. “Não vou falar sobre isso porque primeiro a equipe deveria saber, é uma questão privada. Acho que nunca me encontrei numa situação assim, mas não tenho medo”, confessou. O técnico enfatizou a importância da torcida, que ainda não estará presente neste jogo, e do ambiente no estádio. “Para mim, é importante que todos possam nos torcer durante o jogo. Deve haver uma conexão perfeita entre a torcida e a equipe. Adoro essa conexão”, destacou. No plano individual, ele comemorou o retorno ao melhor nível de Lamine Yamal, autor de um hat-trick no fim de semana contra o Villarreal. “O importante é que a equipe esteja motivada. Ele marcou o primeiro gol após uma boa recuperação e um bom passe de Fermín. Lamine tem qualidade. Depois do gol, ele jogou de forma fantástica. Adorei. Precisamos de todos, não apenas do Lamine”, observou. Quanto a possíveis ajustes táticos, Flick insistiu em manter a identidade da equipe. “Sempre queremos jogar com nosso estilo. Pensamos em tudo o que poderia acontecer, em todas as coisas que poderiam nos dar vantagem. Temos que jogar como um bloco com e sem a bola. Temos que pressionar, ganhar os um contra um e tirar a bola bem. Não se pode perder a bola”, alertou. O alemão também confirmou a baixa de Robert Lewandowski e assumiu a dificuldade de perder jogadores importantes. “Teremos que lidar com isso. É preciso aceitar. Tivemos azar. Ao se virar, ele bateu no ombro do adversário. Depois, marcou o gol. Perder um jogador como ele, Frenkie, Gavi, Eric ou Andreas é sempre complicado. O lado bom é que você dá a outros jogadores a chance de mostrarem seu valor”, indicou. Em relação a Pedri, ele adiantou que terá que dosar seus minutos. “Temos que administrar isso. Temos mais jogos depois deste. É muito bom ter Pedri e veremos quantos minutos ele pode jogar”, comentou.

Por fim, ele abriu a porta para a titularidade do zagueiro uruguaio Ronald Araujo. “Sim, ele pode jogar. Por que não? Temos um time jovem, com uma boa defesa, vamos ver, não posso dizer porque ainda não decidi o time titular. Conheço seus pontos fortes e tenho que pensar sobre isso”, concluiu Flick.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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