MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O ex-jogador de futebol holandês Ruud Gullit defendeu nesta segunda-feira que Diego Pablo Simeone, técnico do Atlético de Madrid, “é um dos melhores treinadores do mundo” e “não recebe o reconhecimento que merece”, ao mesmo tempo em que mencionou “França e Argentina” como principais candidatas à Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México de 11 de junho a 19 de julho.
“Gostaria de dizer que Simeone é um dos melhores treinadores do mundo do futebol, não recebe o crédito que merece, há muito tempo faz o que faz. Ele sempre sabe como motivar seus jogadores”, elogiou o bicampeão da Liga dos Campeões com o AC Milan na coletiva de imprensa realizada no Palácio de Cibeles por ocasião da Gala do Prêmio Laureus em Madri.
O holandês, embaixador da Academia, também analisou a final da Copa do Rei Mapfre realizada em La Cartuja e observou que talvez os rojiblancos merecessem mais. “No segundo tempo da final, eles jogaram fenomenalmente, mas no futebol nem sempre se tem o que se merece. Eles podem chegar à final da Liga dos Campeões e, se conseguirem, será algo único para eles”, continuou.
Justamente sobre a Liga dos Campeões, ele destacou que o Paris Saint-Germain “joga de forma fabulosa”, porque “tem os melhores meio-campistas e, se você quer vencer, precisa ter meio-campistas fortes”. “Vitinha já é considerado um dos melhores jogadores do mundo; é um time repleto de talento, mas eles também trabalham duro, esse é um dos segredos”, analisou.
“Não tenho uma bola de cristal, mas, para mim, a final deveria ser PSG x Bayern; é uma pena que eles se enfrentem nas semifinais, com um estilo de jogo muito semelhante. Quem vencer entre esses dois com certeza será o campeão final”, opinou o campeão da Eurocopa de 1988 com a Holanda.
Além disso, em relação à ausência da Itália em sua terceira Copa do Mundo consecutiva, ele acredita que “eles esqueceram seu DNA, que se constrói a partir da defesa”. “A última vez que venceram foi com uma defesa muito forte. Não têm jogadores para praticar um futebol que não está no seu DNA. Espero que possam voltar ao nível que merecem”, desejou, depois de mencionar “França e Argentina” como favoritas à Copa do Mundo, embora “a Holanda também esteja bem perto”.
Por fim, Gullit abordou a mudança no futebol em relação à sua época. “Antes os jogadores eram maiores, agora são menores. E o futebol é mais rápido, mas taticamente é a mesma coisa, ninguém inventou nada de novo. Sempre se joga com a mesma tática. E correr nem sempre é bom; quanto menos você corre, mais contato tem com a bola”, concluiu.
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