Javier Borrego / AFP7 / Europa Press
CORNELLÀ (BARCELONA), 31 (EUROPA PRESS)
O amistoso entre Espanha e Egito, disputado nesta terça-feira no RCDE Stadium de Cornellà-El Prat (Barcelona) diante de 35.895 espectadores, foi marcado por episódios de mau comportamento nas arquibancadas, com cantos de caráter racista e religioso e vaias durante o hino da seleção africana.
De uma zona no fundo do estádio de Cornellà, onde normalmente se situa a chamada “La Curva” do RCD Espanyol, entoou-se repetidamente, a partir do minuto 20, o canto “Quem não for muçulmano, que não pule”, em uma conduta ofensiva que manchou o clima festivo que se vivia no recinto.
Além disso, durante os momentos que antecederam a partida, parte da torcida vaiou o hino do Egito, enquanto também foram ouvidos insultos dirigidos ao presidente do Governo, Pedro Sánchez, por parte de um pequeno grupo de torcedores.
Diante desses fatos, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) pediu pelo sistema de som e pelos telões do estádio, no intervalo, que cessassem os cânticos, sem obter a resposta esperada daquele setor da arquibancada, que servia de motor para outros grupos cada vez menores de torcedores em outros setores.
Em suas redes sociais, a RFEF condenou o ocorrido e reiterou seu compromisso na luta contra o racismo. “A RFEF se une à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios”, afirmou o órgão.
Apesar desses incidentes, a grande maioria dos presentes concentrou sua atenção em torcer pela seleção espanhola, em um ambiente festivo que incluiu cantos de apoio e ondas nas arquibancadas no retorno da seleção nacional à província de Barcelona, em seu último teste antes da próxima lista para a Copa do Mundo.
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