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MADRI, 30 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, explicou nesta quarta-feira o que classificou como uma “oportunidade” para os 211 membros por meio da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma “proposta” e não “uma obrigação” que agora entra em um “processo democrático de consulta”.
“A FIFA Forward Enterprise (FFE) é uma proposta, uma oferta, parte de um processo democrático de consulta e, acima de tudo, é uma oportunidade, mas não é uma obrigação. Como digo, dá início a um processo de consulta”, destacou Infantino em um vídeo.
O presidente da FIFA apareceu nas redes sociais explicando o plano lançado na terça-feira pela entidade que rege o futebol mundial, um plano que abriria as portas a investidores privados por meio dos direitos comerciais e que a UEFA classificou como um “ultimato”.
“Se for aprovado, e somente se for, pela maioria dos 211 membros e pelo Conselho da FIFA, ela se tornaria uma subsidiária de propriedade da FIFA e controlada por ela, que consolidaria as operações comerciais e de eventos da FIFA”, acrescentou.
“Sua função seria comercializar e organizar todas as competições de propriedade da FIFA, juntamente com patrocínios, transmissões, licenças e novos projetos em benefício das 211 Federações-Membro da FIFA; liberando, além disso, um valor comercial que antes não havia sido aproveitado”, explica.
Infantino se defendeu assim das críticas lideradas nesta quarta-feira pela UEFA, que denunciou o “ultimato” para aceitar o novo projeto e não perder receitas. “Não pode continuar usando nosso esporte para enriquecer”, acusou a federação europeia. Enquanto isso, o presidente da FIFA destacou que se trata de dar continuidade à evolução pela qual passou essa entidade mundial do futebol.
“O valor comercial do futebol cresce e chega às partes do esporte que mais precisam. Captar esse valor requer experiência e conhecimento adicionais, distintos daqueles necessários para governar e desenvolver o esporte. A FIFA se transformou nas últimas décadas por meio de reformas e de uma grande expansão no desenvolvimento e nas competições”, afirma.
“Enriquecer a vertente comercial do esporte é o próximo passo natural nessa evolução. Acreditamos que a proposta da FFE liberaria o potencial do futebol em todas as partes do mundo”, acrescenta Infantino, que fala em aumentar a receita de 8 para 20 e até 40 milhões com esse novo plano, para cada membro.
Por outro lado, o presidente da FIFA insistiu que não há “interferência externa” e que “mais receitas” significam “mais investimento em melhorias, times mais fortes e nacionais, e mais oportunidades para meninas e meninos em todo o mundo”. “Queremos ajudar a criar os próximos Cabo Verdes. Em todos os cantos do planeta, isso transformará o futebol em seus países. Mas, mais uma vez, trata-se simplesmente de uma opção para nossos membros”, conclui.
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