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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O jogador do SL Benfica, Gianluca Prestianni, foi punido com seis jogos de suspensão, três deles sob período de prova, por sua “conduta discriminatória homofóbica” contra o atacante do Real Madrid na partida de ida da repescagem para as oitavas de final da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, confirmou nesta sexta-feira a UEFA.
Foi o que anunciou o órgão regulador do futebol europeu após a investigação aberta na sequência dos incidentes denunciados pelo atacante madridista no dia da partida, realizada no último dia 17 de fevereiro, em que alegou que o jogador argentino o havia chamado de “macaco”. No entanto, o comunicado considera que os insultos não foram racistas, mas homofóbicos.
“O Órgão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA (CEDB) decidiu suspender o jogador do Benfica Gianluca Prestianni por um total de seis partidas oficiais de clubes e/ou seleções nacionais da UEFA para as quais, de outra forma, ele estaria habilitado, por conduta discriminatória homofóbica”, informou a UEFA em um comunicado.
No entanto, a suspensão de três dessas partidas está sujeita a “um período de prova de dois anos” a partir da data da decisão. A sanção inclui a suspensão provisória de uma partida que o jogador cumpriu durante a partida de volta das oitavas de final, em 25 de fevereiro, no Santiago Bernabéu. Além disso, a UEFA solicitará à FIFA que a sanção seja estendida a nível mundial.
Naquela partida, após marcar o 0 a 1 em Lisboa, o brasileiro aproximou-se do árbitro da partida, o francês François Letexier, para indicar que Prestianni o havia insultado de forma racista após ter iniciado uma discussão com ele.
O árbitro acionou o protocolo para esses casos e a partida foi interrompida por cerca de dez minutos, sendo retomada posteriormente. Prestianni negou em todos os momentos ter insultado Vinícius Jr. de forma racista, enquanto o atacante francês do Real Madrid, Kylian Mbappé, afirmou à imprensa que ele havia chamado seu companheiro de “macaco” até cinco vezes.
Semanas depois, em entrevista à Telefe, Prestianni confirmou que o havia chamado de “bicha”. “Para os argentinos, é um insulto comum. Me chamam de racista quando nunca fui nem serei. Para nós, argentinos, é um insulto comum dizer ‘covarde’ ou ‘bicha’”, afirmou.
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