Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press
MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Eleitoral do Real Madrid manifestou-se nesta terça-feira “muito preocupada” com as declarações do candidato à presidência Enrique Riquelme, “nas quais se coloca em dúvida a custódia e a segurança do voto por correspondência”, e defendeu que “não disponibilizou o cadastro eleitoral a nenhuma das candidaturas”.
“A Comissão Eleitoral não disponibilizou o cadastro eleitoral a nenhuma das candidaturas que concorrem às eleições do próximo dia 7 de junho”, afirmou um comunicado divulgado pelo clube, em resposta às declarações de Riquelme, “nas quais ele afirma que apenas uma das candidaturas tem acesso ao cadastro do clube, bem como às dúvidas e à desconfiança manifestadas no que se refere à guarda e custódia do voto por correspondência”.
No comunicado, a Junta Eleitoral quis deixar claro que transmitiu às duas candidaturas, “por escrito”, o procedimento para que possam enviar informações, documentação e material aos sócios, informações que Riquelme também recebeu “pessoalmente, no dia em que apresentou sua candidatura” à Junta.
“Nas normas, explica-se que as candidaturas devem fornecer à Comissão Eleitoral as informações, a documentação e o material que desejam enviar aos sócios, e o clube se encarrega do envio”, expressou o comunicado da Comissão Eleitoral, que estabeleceu nesta segunda-feira, 1º de junho, às 18h, como o prazo final para receber o que cada candidatura desejasse enviar aos sócios.
Além disso, a Comissão Eleitoral mostrou-se “muito preocupada com as declarações de Enrique Riquelme, nas quais se coloca sob suspeita a custódia e a segurança do voto por correspondência”. E expuseram em seu comunicado um trecho da carta enviada ao alicantino.
“Com o objetivo de reforçar a transparência e a confiança na integridade do procedimento de custódia do voto por correspondência, as candidaturas que assim o solicitarem poderão designar um dos observadores validamente credenciados para permanecer de forma contínua nas imediações do acesso à sala habilitada para a custódia dos votos”, relataram.
Assim, explicaram que a presença dos observadores será entendida como realizada em “um espaço submetido aos sistemas de vigilância e segurança existentes nas instalações do clube, ficando sujeita ao regime de videovigilância aplicável e ao tratamento das imagens que, se for o caso, se justifique de acordo com a normativa vigente”.
Por isso, a Junta Eleitoral insistiu em negar irregularidades no processo eleitoral. "Qualquer informação, documentação ou material que tenha chegado aos sócios de qualquer candidatura por parte do clube foi tratado em conformidade com o procedimento e a legislação em vigor", indicou o comunicado.
"A Comissão Eleitoral está seguindo com rigor e precisão a legislação aplicável em todos os momentos durante o presente processo eleitoral, pelo que pede respeito", concluiu o comunicado da Comissão Eleitoral do clube madridista.
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