Javier Borrego / AFP7 / Europa Press
BARCELONA 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O técnico do FC Barcelona, Hansi Flick, afirmou nesta sexta-feira que a lesão muscular de Lamine Yamal deve servir como “mais uma lição” para que ele aprenda a interpretar os sinais do próprio corpo, e demonstrou confiança de que o jovem ponta retorne “mais forte” após perder a reta final da LaLiga EA Sports, embora espere que ele possa chegar em plena forma para a Copa do Mundo.
“Ele sentiu algo após a falta, mas não era nada grave. Por isso decidimos que ele cobrasse o pênalti. Depois, a dor aumentou. No fim das contas, é isso: você tem sensações, e ele nunca havia sofrido uma lesão muscular. Esses sinais que o corpo dá, que às vezes não são fáceis de interpretar, são um aprendizado para ele também. É mais uma experiência. Ele precisa interpretar os sinais”, afirmou em coletiva de imprensa antes do confronto contra o Getafe CF no Coliseum.
“Ele marcou o gol, conquistamos três pontos, agora ele está fora e é uma pena. Mas no início da temporada ele também perdeu alguns jogos e não nos saímos tão mal assim”, acrescentou o técnico alemão, que explicou que o jogador já havia sentido incômodos durante a última partida, após receber o pênalti, antes de a lesão ser confirmada logo após chutar e marcar o pênalti.
Flick insistiu que não é uma situação fácil nem para o clube nem para o próprio jogador. “Não é uma situação fácil para nós nem para ele. Temos que lidar com isso e ele também tem que aprender com isso. É sua primeira lesão muscular e o que vejo é que ele está muito concentrado, tem motivação para continuar. Ele não poderá estar conosco, mas certamente estará para a Copa do Mundo e tem que voltar mais forte do que agora”, afirmou.
O técnico alemão destacou também a maturidade com que o ponta está enfrentando a situação. “Para mim, com a idade dele, 18 anos, acho que ele está se saindo muito bem. Ele tem sofrido muita pressão; hoje, por exemplo, já respondemos quatro perguntas sobre ele, ele está sempre no centro das atenções. Há muito barulho ao redor dele”, observou.
“Nas últimas semanas, ele esteve em um nível incrível; é maduro, inteligente, sabe o que quer e essa lesão o afeta. É normal que ele fique abalado por três ou quatro dias. Depois, é preciso se concentrar na recuperação, e é isso que ele quer fazer. Desejo que ele se recupere logo ao mais alto nível e que tenha uma Copa do Mundo fantástica, porque todos querem ver o melhor Lamine”, acrescentou.
Flick deixou claro que a equipe deve responder coletivamente a essa ausência. “Somos uma equipe. Se faltar uma peça, temos que ser mais fortes e lidar com isso como equipe, que todos deem 100% ou mais pela equipe. Temos seis jogos pela frente e o objetivo é sempre vencer.”
Sobre a partida contra o Getafe, ele alertou para a dificuldade do confronto. “Não será fácil vencer o Getafe, mas acredito que temos a qualidade para conseguir isso, embora tenhamos que fazer uma partida fantástica. É um jogo muito importante. Jogar contra o Getafe é difícil, eles defendem muito bem”, afirmou.
“Se você olhar os últimos dez jogos, eles estão em segundo lugar na tabela. Se você olhar os resultados deles, são muito bons. Eles têm sua própria filosofia, e para nós o importante é encontrar nosso ritmo, não cometer tantos erros e é isso que quero ver da minha equipe”, acrescentou.
Ele também foi questionado sobre a relação com o técnico do Getafe, José Bordalás. “Você tem que se concentrar na sua equipe, claro, essa é a chave. Mas, às vezes, depois da partida, há muitas emoções e, para um treinador, é assim, eu vejo da mesma forma. Estamos lutando, assim como os jogadores, nós do banco, e queremos dar tudo pela nossa equipe, é o nosso trabalho. Tudo bem, não tenho problema com isso”, comentou.
Quanto a possíveis reforços ou ajustes para evitar lesões, Flick apostou em revisar todos os aspectos em torno da equipe. “Temos que analisar tudo. Também como melhorar as coisas no nível pessoal, em torno da equipe. Vamos tentar melhorar, vamos fazer isso. As lesões são o pior, não estão nos saindo bem, mas temos que lidar com isso”, afirmou.
Sobre as recuperações de Marc Bernal e Raphinha, ele foi cauteloso. “Quando puderem treinar, em primeiro lugar, estarão disponíveis, mas ainda não treinaram. Portanto, nenhum deles poderá estar conosco ainda. Vamos acompanhar dia a dia e, na próxima semana, certamente estarão muito melhor”, disse.
Ele também elogiou o momento de Gavi após seu retorno da longa lesão pela qual passou. “Não tem nada a ver com a idade, mas com a personalidade. Quando falo do Gavi, para mim é totalmente diferente como ele voltou da lesão em comparação com antes. Ele parece mais maduro e concentrado. Suas atuações e desempenho são imensos, estou impressionado com a forma como ele voltou”, destacou.
Sobre Alejandro Balde, explicou que ele precisa reconquistar o seu lugar após a lesão e ainda mais após o susto com Cancelo. “Ele está voltando de lesão, o João estava jogando muito bem, o futebol é assim. Agora o Alejandro precisa mostrar em cada treino que está de volta ao seu melhor, porque precisamos de todos a 100% nessas seis partidas.”
Quanto a Roony Bardghji, ele não descartou sua presença como titular contra o Getafe. “Sim, claro que ele está pronto, está sempre pronto e estava quando o Lamine podia jogar. Ele está indo muito bem, é um jogador muito profissional, está treinando muito bem e agora terá mais chances de jogar. Certamente o veremos amanhã, embora ainda não tenhamos decidido se ele vai começar ou não”, adiantou sobre o sueco, que agora poderá ter mais minutos devido à lesão do ‘10’.
Por fim, ele evitou aprofundar o debate sobre a arbitragem e a possibilidade de introduzir um sistema de revisão por parte dos treinadores. “Não é fácil falar dessas coisas. O que temos que fazer é jogar melhor para não depender de decisões arbitrais. Não quero me concentrar nos árbitros, o trabalho deles não é fácil. Temos que nos concentrar em nós mesmos”, concluiu.
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