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BERLIM (ALEMANHA), 4 (dpa/EP)
A FIFA negou nesta terça-feira que o presidente da entidade, Gianni Infantino, tenha ligado para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir ajuda e apoio após as críticas recebidas por uma proposta de venda de participações na Copa do Mundo de futebol a investidores privados, garantindo que essas informações são “pura ficção”.
“O presidente da FIFA não fez nenhuma ligação para o presidente dos Estados Unidos, nem para nenhum membro de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção”, declarou a FIFA em resposta às informações publicadas nesta segunda-feira.
O New York Post informou que Infantino havia buscado o apoio de Trump e de seu governo em meio às crescentes críticas ao seu plano — do qual ele acabou recuando — de vender uma participação de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
A publicação indicava que o dirigente suíço havia tentado repetidas vezes, sem sucesso, entrar em contato com Trump por telefone desde que a proposta fracassou na última sexta-feira, e que o presidente da FIFA se sentia “isolado” pela enxurrada de críticas na mídia.
O plano de Infantino para a venda dos direitos da Copa do Mundo de futebol seria apoiado pela Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
A candidatura de Infantino a um novo mandato como presidente da FIFA, de 2027 a 2031, enfrenta agora um escrutínio ainda maior após o fracasso do acordo, e órgãos como a UEFA, a Federação Inglesa de Futebol e a Federação Alemã de Futebol têm falado em uma perda de confiança no presidente da FIFA, que já não conta com o apoio oficial da Federação Galesa.
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