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MADRID 15 out. (EUROPA PRESS) -
O diretor executivo do Bayer Leverkusen, Fernando Carro, disse nesta quarta-feira que a Superliga idealizada pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, "não faz sentido", já que os clubes europeus "estão no mesmo barco" e é importante "remar na mesma direção", além de destacar que considera necessário acabar com "a guerra" entre o clube e a LaLiga, ao mesmo tempo em que deixou claro que Xabi Alonso "terá sucesso" como técnico do Madrid.
"Muitos clubes queriam uma loja fechada para garantir a receita todo ano. Agora temos uma joint venture entre a UEFA e os clubes europeus para comercializar os direitos de TV e os clubes têm cada vez mais poder de decisão. A mudança de formato foi um enorme sucesso e a Superliga não faz mais sentido", argumentou Carro, que também faz parte do comitê executivo da European Football Clubs, o novo nome da ECA, na Cúpula Mundial de Futebol em Madri.
O CEO do Bayer Leverkusen gostaria de ver tanto o FC Barcelona quanto o Real Madrid retornarem à EFC. "Estamos todos no mesmo barco e é importante remar na mesma direção. Ter o Barcelona na última reunião que realizamos em Roma foi um passo importante", continuou ele.
Além disso, Carro não entende a "guerra entre o Real Madrid e a LaLiga", bem como as discrepâncias entre os clubes espanhóis quando participam de reuniões internacionais, pois ele garante que, no caso dos times alemães, eles se reúnem antes e conversam para chegar a um consenso. "Não faz sentido que, em uma competição, haja um mal-estar contínuo entre um grande clube e a LaLiga. Todos os envolvidos deveriam se esforçar para conversar juntos, isso seria bom para o futebol espanhol", disse ele.
"Eu vivenciei discussões entre clubes espanhóis em reuniões da antiga ECA que você nunca veria entre clubes alemães. Lá, discutimos entre nós e, quando vamos ao exterior, temos uma opinião consensual entre nós. Teria sido bom para o futebol espanhol ter uma opinião consensual", acrescentou.
Essa diferença cultural entre Alemanha e Espanha também pode ser vista em questões como o controle financeiro que a LaLiga realiza na Espanha. Para Carro, o presidente Javier Tebas faz "um bom trabalho" nesse sentido, embora, do ponto de vista alemão, ele tenha uma certa discrepância. "Gosto de trabalhar na Alemanha e viver na Espanha porque lá existe a capacidade de unir vontades. Quando converso com os clubes espanhóis, fico impressionado com o fato de um órgão que pertence a todos me dizer como devo administrar minhas contas.
Questionado sobre a decisão do Real Madrid de contratar Xabi Alonso, ex-técnico de seu time, com o qual conquistou o Campeonato Alemão sem perder um jogo em 2024 e a Copa da Alemanha em 2024, Carro não escondeu que acha que foi "a decisão certa". "Não acho que tenha sido uma decisão fácil para Xabi Alonso. Ele estava feliz no Leverkusen e as portas estão abertas para ele quando quiser voltar. Ele é um ótimo técnico, terá sucesso e só posso parabenizar o Real Madrid por tê-lo contratado", disse ele.
Por fim, o CEO da Bundesliga também se referiu aos desafios que o setor do futebol enfrentará nos próximos anos, apontando a "distribuição de dinheiro", "o calendário" e o estabelecimento de um "teto salarial", que ele acredita que precisa ser incentivado. "Não é possível que não haja um calendário único e que haja problemas com o calendário das seleções nacionais em algumas regiões", explicou, mencionando a Copa das Nações Africanas, que será disputada entre dezembro e janeiro.
"Além disso, os salários precisam ser controlados, caso contrário, os jogadores e agentes ganharão cada vez mais e as receitas do futebol irão para eles e os clubes não poderão investir. É necessário um teto salarial global. Nós, clubes alemães, temos um consenso sobre isso, mas estamos sozinhos. Na EFC, nem todos concordam com isso", concluiu.
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