Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press - Arquivo
MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O ex-atleta espanhol Fermín Cacho confessou que a medalha de prata que conquistou nos 1.500 metros nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 deu “ainda mais valor” à medalha de ouro de Barcelona’92, e mostrou-se otimista em relação ao Campeonato Europeu de Birmingham, pois a Espanha conta com “uma equipe muito boa”.
“Tanto Barcelona’92 quanto Atlanta’96 são provas muito importantes para mim. A medalha de prata em Atlanta serviu para valorizar ainda mais o ouro conquistado em Barcelona, porque fui lá para defender o título e consegui ser vice-campeão olímpico. Lembro-me disso como se estivesse correndo agora mesmo”, afirmou Fermín Cacho em entrevista à Europa Press após a homenagem aos atletas olímpicos de Atlanta’96 organizada pelo Comitê Olímpico Espanhol (COE).
Quatro anos antes, Cacho havia disputado os Jogos Olímpicos de Barcelona, nos quais conquistou o ouro nos 1.500 metros, em um evento que marcou um ponto de inflexão no esporte nacional, devido ao recorde de 22 medalhas conquistadas pela delegação espanhola.
No entanto, o ex-atleta não sentiu pressão para defender o título olímpico, pois aquela corrida já fazia parte da “história”. “Comecei a treinar e a me concentrar não apenas nos Jogos de Atlanta, mas também nos Campeonatos Mundiais e Europeus. É preciso acompanhar, ano após ano, as competições que acontecem para, depois, se preparar para os Jogos. Então, cheguei em ótima forma a Atlanta e consegui, pelo menos, defender a medalha de Barcelona”, explicou.
“Houve um problema nos últimos 400 metros da última volta, quando o meio-fundista marroquino Hicham El Guerrouj caiu e eu tive que pular por cima dele. Isso dificultou alcançar o líder da corrida, Nourredine Morceli. Esse foi o único contratempo, mas, fora isso, foi algo magnífico”, lembrou.
O atleta de Soria agradeceu a homenagem no COE, em um reencontro para “ficarmos felizes e contentes”. “Você vai a um lugar onde vê pessoas com quem não se encontrava há muito tempo; também percebe como mudamos e como o tempo passa”, disse ele.
De olho no Campeonato Europeu de Birmingham, que será disputado em agosto, o ex-corredor mostrou-se otimista em relação aos “sucessos” que os espanhóis conquistaram no Mundial de Pista Coberta em março, com duas medalhas de bronze, duas de prata e o ouro de Mariano García. “Espero que consigamos medalhas, porque temos uma equipe muito boa, inclusive em provas nas quais, há alguns anos, era praticamente impossível imaginar que pudéssemos disputar medalhas; então, isso é magnífico”, concluiu.
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