MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
As seleções da Espanha e da Argentina serão as protagonistas, nesta Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá em 2026, a primeira final de uma Copa do Mundo em que se enfrentarão as atuais campeãs da Europa e da América do Sul — uma edição em que o debate sobre qual continente é o dono do futebol tem estado presente na opinião pública das seleções provenientes desses territórios.
E é que, com a final do próximo domingo no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos), o torneio já teve onze finais em suas 23 edições nas quais se enfrentaram uma seleção europeia e uma sul-americana, com o placar ficando em oito a três a favor das seleções da CONMEBOL, com destaque para o Brasil e a Argentina.
Para relembrar o primeiro confronto entre a Europa e a América do Sul, é preciso voltar à Suíça em 1958, quando o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo contra a anfitriã Suécia (5 a 2), dando o “tiro de partida” para a trajetória mundialista de “O Rei” Pelé e de uma “Canarinha” que defendeu o título quatro anos depois no Chile contra a Tchecoslováquia (3 a 1) e conquistou sua terceira estrela no México em 1970, contra a Itália (4 a 1).
Posteriormente, o Brasil teve que esperar 24 anos para alcançar uma época de ouro e uma sequência de três finais de Copa do Mundo consecutivas, todas contra seleções europeias, nas quais obteve um saldo positivo de duas vitórias a uma. Em 1994, nos Estados Unidos, venceu a Itália nos pênaltis na única final da Copa do Mundo que terminou empatada em zero a zero.
Finalmente, na Coreia do Sul e no Japão, em 2002, a “Canarinha” conquistou sua quinta estrela ao derrotar a Alemanha (2 a 0), selando um saldo positivo de cinco vitórias e uma derrota na disputa pelo título da Copa do Mundo contra uma seleção europeia, tendo sido derrotada apenas na França’98 pela anfitriã por um claro 3 a 0.
Já a Argentina conquistou seus três títulos mundiais contra seleções europeias, tendo feito isso pela primeira vez como anfitriã contra a Holanda em 1978 (2 a 1). Oito anos depois, no México’86, derrotou a Alemanha Federal (3 a 2) e, em seguida, teve que esperar 36 anos para ser coroada novamente, vencendo a França nos pênaltis no Catar 2022, após um espetacular empate em 3 a 3.
No que diz respeito à Europa, a Alemanha conseguiu se sagrar bicampeã mundial contra uma seleção sul-americana, vingando-se da derrota de 1986 contra a Argentina na Copa do Mundo da Itália’90, com uma vitória apertada por 1 a 0, e derrotando novamente a seleção argentina no Brasil 2014, pelo mesmo placar e após a prorrogação. A outra seleção europeia a vencer uma final contra uma sul-americana é a já mencionada França, em 1998, contra o Brasil.
Apesar do “vai e vem” entre a Europa e a América do Sul ao longo dos 96 anos do maior torneio de futebol, a partida no MetLife Stadium no próximo domingo pode ser o grande confronto dessa disputa, já que, pela primeira vez, a campeã da Eurocopa e a campeã da Copa América se enfrentarão. Além disso, tanto a “Roja”, com quatro, quanto a “Albiceleste”, com 16, são as seleções com mais títulos em seus respectivos continentes.
A Espanha vai repetir essa situação no domingo, já que em sua última final, na África do Sul 2010, também era a atual campeã continental. Naquela ocasião, fazia 28 anos que a atual campeã da Europa não chegava à final da Copa do Mundo, já que a Alemanha Federal, campeã continental em 1980, chegou à final da Copa do Mundo dois anos depois, mas foi derrotada pela Itália.
A seleção alemã também conseguiu isso em 1974, em “sua” Copa do Mundo, na qual se sagrou campeã contra a Holanda, dois anos depois de conquistar a Eurocopa de 1972, enquanto a primeira a conseguir isso foi a Itália, vencedora da Eurocopa de 1968 e finalista contra o Brasil no México’70.
Já no que diz respeito à campeã sul-americana, a Argentina conseguiu chegar às duas últimas finais da Copa do Mundo sendo a vencedora da Copa América (2021 e 2024). O Brasil chegou à final da Copa do Mundo como campeã sul-americana em 1950 e 1998.
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