Jose Breton / AFP7 / Europa Press
MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
A seleção espanhola sagrou-se campeã mundial no último domingo, após derrotar a Argentina na final disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey — um sucesso conquistado pela equipe comandada por Luis de la Fuente graças a um jogo coletivo, no qual grande parte dos jogadores do elenco foi determinante ao longo do torneio.
Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, a FIFA permitiu que os técnicos apresentassem listas de 26 jogadores. Um número que lhes proporcionou mais alternativas na hora de montar as equipes, tornando possível levar jogadores específicos para determinadas situações. E, nesse aspecto, a Espanha foi uma das grandes beneficiadas, em parte devido à grande quantidade de talentos à disposição de De la Fuente.
Dos 26, o técnico deu minutos de jogo no torneio a 22, ficando de fora apenas os dois goleiros reservas — David Raya e Joan Garcia —, Alejandro Grimaldo e Víctor Muñoz, este último, em parte, devido a uma lesão. Assim, 85% dos jogadores tiveram tempo de jogo, um marco ainda mais relevante se levarmos em conta que a Espanha não disputou nenhuma partida no torneio em que não houvesse nada em jogo.
Mas, além da quantidade, está a qualidade dos minutos. Dos 26 jogadores, 15 foram titulares em pelo menos uma partida do torneio. Além disso, entre aqueles que tiveram tempo de jogo, apenas Yeremi Pino, Gavi, Martin Zubimendi, Eric García, Borja Iglesias e Marc Pubill não ultrapassaram os 100 minutos em campo, enquanto Unai Simón, Pau Cubarsí e Marc Cucurella são os únicos que disputaram todos os minutos.
Em termos de gols, até 12 jogadores da seleção participaram dos gols marcados pela seleção espanhola ao longo da Copa do Mundo (14), com sete artilheiros e nove assistentes diferentes. Um dado que significa que mais de 50% dos jogadores de linha da “Roja” tiveram participação nos gols.
Merecem menção especial a capacidade dos reservas de mudar o rumo de partidas importantes durante o torneio. O caso mais notável foi o de Mikel Merino, fundamental nas oitavas e nas quartas de final. O jogador de Navarra precisou de apenas nove minutos em campo para marcar dois gols que garantiram a classificação da campeã mundial. Além disso, no confronto contra Portugal, a assistência foi de Ferran Torres, que também entrou em campo vindo do banco.
Mas se há um gol que ficará gravado na memória dos torcedores espanhóis na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, esse será o do título. Um gol criado por dois jogadores que haviam entrado na final vindos do banco: Nico Williams e Ferran Torres. O ponta do Athletic, a quem Vincic havia anulado um gol alguns minutos antes por uma falta mais do que duvidosa, deu uma cabeçada perfeita para que Ferran marcasse o que foi apelidado de “o gol de 47 milhões de espanhóis”.
A Espanha encerrava a Copa do Mundo e conquistava o título, refletindo o que havia pregado durante toda a competição: a importância da equipe. Assim, a segunda estrela bordada na camisa da seleção masculina espanhola entrará para a história como a do coletivo, demonstrando que, no futebol, a força do grupo é capaz de derrotar os melhores jogadores individuais.
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