Publicado 21/07/2026 14:51

A Espanha e uma geração com os olhos voltados para 2030

20 de julho de 2026, Madri, Madri, Espanha: O capitão da seleção espanhola, RODRI HERNANDEZ, faz uma entrada eufórica no palco principal da Plaza de Cibeles, carregando orgulhosamente o cobiçado troféu da Copa do Mundo de 2026. Recebido por uma ovação ens
Europa Press/Contacto/Hugo Ortuno

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

A seleção espanhola sagrou-se campeã mundial neste domingo, com o técnico Luis de la Fuente, natural da Rioja, à frente de um time marcado pela juventude generalizada em peças-chave, que ainda não atingiu seu pleno potencial e 16 anos depois de a Espanha ter conquistado o título em 2010, com uma equipe muito mais madura.

As duas grandes noites do futebol espanhol já estão separadas por 16 anos; daquele chute de direita de Andrés Iniesta em Joanesburgo ao gol de esquerda de Ferran Torres na prorrogação em Nova Jersey, para conquistar a segunda estrela. Duas vitórias com muitas semelhanças, embora com uma grande diferença.

E é que existe um contraste geracional evidente entre as duas seleções: enquanto em 2010 foi a grande obra de uma geração em seu auge de maturidade, o dia 19 de julho foi a confirmação de um time jovem e sem complexos.

A equipe comandada por Vicente del Bosque na África do Sul 2010 demonstrava ser um grupo consolidado, com muitos jogadores no auge de suas carreiras. A espinha dorsal daquela seleção estava na faixa ideal de desempenho, entre 25 e 30 anos.

No gol, Iker Casillas impunha sua liderança aos 29 anos; Carles Puyol trazia a experiência aos 32; Xavi Hernández, aos 30, era o timão de um meio-campo que contava também com Xabi Alonso (28), e Andrés Iniesta trazia a magia aos 26, enquanto os gols ficavam a cargo de David Villa, de 28 anos, e Fernando Torres (26).

Carreiras consolidadas eram a tônica dominante nessa convocação de 23 jogadores, com toques de juventude, já que apenas seis jogadores tinham 23 anos ou menos: Gerard Piqué (23), Sergio Busquets (21), Cesc Fàbregas (23), Javi Martínez (21), Juan Mata (22) e Pedro Rodríguez (22) — apenas dois deles eram titulares. No total, uma média de 25,9 nessa convocação de 23 jogadores.

Essa média é inferior à de 26,1 apresentada pela seleção treinada por Luis de la Fuente, mas esta conta com uma série de peças-chave que ainda têm um longo caminho a percorrer e muito a amadurecer. Pau Cubarsí, de 19 anos, é um pilar da melhor defesa da história das campeãs mundiais; Pedro Porro, de 24 anos, pode ser o lateral da seleção em mais duas Copas do Mundo.

No meio-campo, Pedri, de 23 anos, está destinado a ser o norte da Espanha na próxima década; Gavi tem apenas 21 anos e, assim como o jogador das Ilhas Canárias, já disputou duas Copas do Mundo. E, no ataque, o melhor exemplo é o talento precoce de Lamine Yamal, de 19 anos, e Nico Williams, de 23. Sem esquecer do lesionado Fermín López, também de 23 anos e destinado a ter um papel importante na Seleção Principal, assim como Dean Huijsen, de 21, cujo desempenho na última temporada não lhe permitiu participar desta Copa do Mundo.

Todos eles brilharam nesta Copa do Mundo, assim como já fizeram na Eurocopa — Cubarsí, Gavi e Porro não estavam presentes —, apoiados por líderes que têm muito mais experiência no futebol, como, na época, Dani Carvajal e Álvaro Morata, e agora Rodri Hernández, Aymeric Laporte, Mikel Merino, Mikel Oyarzabal, Fabián Ruiz ou Unai Simón.

ESPANHA, PRIMEIRA CAMPEÃ DA HISTÓRIA A DEFENDER O TÍTULO EM “CASA”

Uma geração promissora que já vislumbra a Copa do Mundo de 2030 daqui a quatro anos, para a qual muitos desses jovens “rebeldes” — que se anteciparam aos passos habituais para sua idade — chegarão muito mais maduros e com mais experiência no mundo do futebol.

Um aspecto importante, considerando que, depois de conquistar em Nova Jersey sua segunda estrela, a Espanha enfrentará a próxima edição de 2030 como defensora do troféu. Uma defesa que, pela primeira vez, será realizada como anfitriã, já que será uma Copa do Mundo organizada pela Espanha em conjunto com Marrocos e Portugal.

Um marco inédito na história das Copas do Mundo, já que, ao longo das 23 edições disputadas do torneio, nenhum país havia conseguido vencer uma Copa do Mundo e sediar a edição imediatamente seguinte. Em todas as edições anteriores, o país organizador do torneio sempre foi uma seleção diferente da campeã anterior; portanto, a Espanha quebrará esse padrão histórico.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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