Publicado 04/07/2026 05:36

A Espanha recupera sua sala de máquinas a tempo

3 de julho de 2026, Los Angeles, Califórnia, EUA: 2 de julho de 2026; Estádio SoFi, Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos da América; Copa do Mundo da FIFA, Espanha x Áustria; Foto da seleção espanhola antes da partida
Europa Press/Contacto/Alec Brown

MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -

A seleção espanhola se classificou nesta quinta-feira para as oitavas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá após derrotar a Áustria por 3 a 0, no que foi, até o momento, sua melhor partida na competição, com um futebol mais fluido e direto do que nas três partidas da fase de grupos, com ótimas atuações de Pedri González, Rodrigo Hernández e Dani Olmo.

A torcida espanhola teve que esperar quatro partidas para desfrutar do futebol que caracterizou a “Roja” nos últimos dois anos. A campeã europeia havia começado a Copa do Mundo de forma hesitante. Apesar de ter conquistado o primeiro lugar no Grupo H, com vitórias sobre a Arábia Saudita (4 a 0) e o Uruguai (1 a 0) e um empate com Cabo Verde (0 a 0), o jogo dos comandados de Luis de la Fuente deixava, no mínimo, a desejar.

A falta de velocidade e a pouca verticalidade marcaram toda a primeira fase, sobretudo contra Cabo Verde e o Uruguai. O fraco desempenho concentrou as críticas em Pedri e Rodri, ambos menos perspicazes do que de costume e com sinais de cansaço nas pernas. Além disso, De la Fuente não estava conseguindo encontrar o jogador certo para a posição de meia-atacante, optando por Pedri, em sua estreia, Dani Olmo, contra a Arábia Saudita, e Mikel Merino, contra o Uruguai, que se revezaram em campo.

Mas no primeiro momento decisivo do torneio, na primeira partida de vida ou morte, o meio-campo espanhol voltou a funcionar perfeitamente. Rodri, Pedri e Olmo foram os três escolhidos para impulsionar o futebol espanhol contra a Áustria, e o resultado não poderia ter sido melhor. O meio-campista do City foi o pivô que brilhou na Eurocopa; o jogador das Canárias ditou o ritmo da partida e acabou tirando a paciência dos adversários, incapazes de pará-lo ou marcá-lo; e o “10” trouxe a verticalidade de que a equipe vinha carecendo.

Pedri e Rodri estiveram presentes em 194 jogadas com a bola durante a partida, com uma porcentagem de precisão nos passes próxima a 90% no caso de ambos — 65 de 73 no caso de Pedri e 85 de 92 no de Rodri —, totalizando apenas 21 perdas de bola. Um aspecto fundamental para a seleção espanhola, já que os erros na saída de bola haviam causado as únicas dificuldades defensivas para a zaga nas três primeiras partidas do torneio.

Além disso, eles se destacaram na pressão, sufocando as tentativas de saída de bola pela retaguarda dos jogadores de Ralf Rangnick. Assim, Rodri recuperou até seis bolas, contra quatro de Pedri. Números defensivos notáveis que foram complementados por 12 duelos vencidos dos 14 que disputaram. Embora talvez o dado que melhor explique a boa forma física de ambos sejam os 16 sprints que realizaram, segundo dados do ‘SofaScore’.

Quanto ao último terço do campo, à precisão de Pedri para dar o último ou o penúltimo passe — como aconteceu no primeiro gol de Mikel Oyarzabal — somou-se uma excelente atuação de Dani Olmo. O jogador de Tarrasa havia sido o meia que mais impressionou na fase de grupos e confirmou seu bom desempenho contra a Áustria, apesar de não ter participado diretamente — seja com gol ou assistência — de nenhum dos três gols.

Sua facilidade para jogar em espaços reduzidos e se virar se adaptou perfeitamente ao jogo com pouco espaço entre as linhas apresentado pela Áustria. Os jogadores espanhóis encontraram o jogador do FC Barcelona em até 40 ocasiões nos 70 minutos em que ele esteve em campo, nos quais chutou três vezes a gol e criou duas chances. Mas, além dos números, ele permitiu que a Espanha tivesse um elo entre a dupla de volantes e o trio ofensivo, dando mais liberdade de movimentos a Mikel Oyarzabal.

Agora, cabe ao meio-campo espanhol provar que a partida contra os austríacos não foi uma ilusão e que é capaz de manter esse desempenho pelo restante do torneio. O próximo desafio, um dos mais exigentes, será contra a seleção de Portugal comandada por Roberto Martínez, que se destaca, acima de tudo, por um meio-campo de alto nível com talentos como Vitinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e João Neves. Além disso, o último confronto entre as duas equipes terminou com os portugueses conquistando a Liga das Nações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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