MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) -
Audrey Pascual, María Martín-Granizo e Javier Marcos, no esqui alpino, Emilio Redondo, no snowboard, e Higinio Rivero, no esqui cross-country e biatlo, representarão a Espanha nos Jogos Paralímpicos de Inverno que serão realizados em Milão e Cortina d'Ampezzo (Itália) de 6 a 15 de março, conforme confirmado nesta terça-feira pelo Comitê Paralímpico Espanhol (CPE) e pela Real Federação Espanhola de Esportes de Inverno (RFEDI).
A grande aposta para o pódio será certamente a jovem esquiadora madrilenha Audrey Pascual. Aos 21 anos, ela já está consagrada no circuito da Copa do Mundo de esqui alpino e é uma das figuras mais destacadas na categoria de atletas sentadas.
A atleta, que pertence à Fundação También e também foi campeã mundial de surf, é a atual vice-campeã mundial de slalom e, na última temporada, ganhou o Globo de Cristal na modalidade supergigante. Ela chegará aos seus primeiros Jogos Paralímpicos após uma temporada em que já conquistou dez medalhas na Copa do Mundo, tendo subido ao pódio em descida, gigante, supergigante, slalom e combinado, e está em segundo lugar na classificação geral, atrás da alemã Ana-Lenna Forster.
Ao seu lado estarão María Martín-Granizo, de León, vencedora de duas medalhas na Universiada de 2025 e outras duas na Copa da Europa, que compete na classe LW2 em pé, onde ocupa a décima quinta posição na Copa do Mundo, e o madrilenho Javier Marcos, de 30 anos, que compete na classe LW11 para atletas sentados, estreando-se na Copa do Mundo em 2024 e já somando três pódios em competições internacionais. Ambos competirão em gigante e slalom. O representante espanhol no snowboard será Emilio Redondo, de Toledo, atleta que já conquistou vários sucessos no circuito continental e que treina regularmente na estação de La Molina, em Girona. O atleta de 25 anos compete na classe LL2 para os “riders” com menor comprometimento nas extremidades inferiores.
Por fim, no esqui cross-country e no biatlo, participará Higinio Rivero, de Biscaia, o único que já sabe o que é participar em Jogos Paralímpicos, no seu caso de verão, pois esteve em Tóquio e em Paris na canoagem. A sua classe é a LW10.5 para esquiadores com lesão medular que competem sentados.
Esses cinco atletas, todos estreantes nos Jogos de Inverno, estarão acompanhados na Itália por uma equipe de apoio de 15 pessoas (treinadores, serviços médicos, skimans, pessoal técnico e administrativo), distribuídos entre as Vilas Paralímpicas de Cortina d'Ampezzo, a maioria, e Tesero.
Neste evento, a Espanha estará presente em quatro das seis modalidades do programa paralímpico de inverno, todas com exceção do curling em cadeira de rodas e do hóquei no gelo, e melhora com estes cinco participantes os números das edições de Pequim em 2022, com dois, e de PyeongChang em 2018, com três. Há quatro anos, não ganhou nenhuma medalha.
O CPE lembrou que, com exceção de Audrey Pascual, os demais puderam se preparar para o salto ao mais alto nível graças à Equipe Allianz de Promessas Paralímpicas de Esportes de Inverno, um projeto do comitê que busca detectar talentos, garantir a renovação geracional e profissionalizar as estruturas técnicas. A concentração permanente deste grupo foi desenvolvida em La Molina. Em Milão-Cortina 2026, o organismo presidido por Alberto Durán manterá os prêmios por medalha que aprovou antes dos Jogos de Paris em 2024 e que significavam a equiparação com os incentivos olímpicos, pelo que a bolsa extraordinária pelo ouro será de 94.000 euros, de 48.000 pela prata e de 30.000 pelo bronze, com caráter cumulativo. Também estão previstos auxílios para a equipe técnica. Estes serão os primeiros Jogos Paralímpicos em que participará a Real Federação Espanhola de Esportes de Inverno, à qual pertencem os cinco classificados, após a integração em seu seio das modalidades que até 2023 eram geridas pelas diferentes Federações Espanholas de Esportes para Pessoas com Deficiência.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático