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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
A seleção espanhola de futebol masculino estará mais uma vez na luta por um título, o da Liga das Nações 2024-2025, depois de se classificar para sua terceira Final Four consecutiva no domingo, após vencer a Holanda nas quartas de final, novamente apoiada por uma equipe em plena maturidade e na qual Luis de la Fuente continua apostando na juventude.
A Espanha continua a defender um de seus dois tronos atuais, o da Liga das Nações, o que parece estar fazendo muito bem e que ajudou o técnico a ver algumas caras novas, algumas das quais são "obrigatórias", como na lateral direita após a grave lesão de Dani Carvajal e a saída de Jesús Navas.
Esses dois jogadores eram alguns dos jogadores de 30 anos que a Roja tinha em seu elenco no último Campeonato Europeu na Alemanha, 32 para o jogador do Leganés e 38 para o jogador do Los Palacios. O capitão Álvaro Morata (31), os zagueiros Aymeric Laporte (30) e Nacho Fernández (34), e os atacantes Joselu Mato (34) e Ayoze Pérez (31) também estavam na casa dos 30 anos, elevando a média de idade da equipe para quase 27 anos.
Agora, De la Fuente conseguiu baixar essa média novamente. O jogador de Haro já havia avisado que não olharia o limite de idade para suas convocações e cumpriu, embora agora pareça que ele está pensando mais no futuro, tanto a curto prazo, com a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México no próximo ano, quanto a longo prazo, com a Copa do Mundo de 2030 na Espanha, Portugal e Marrocos.
O técnico manteve seu elenco e, nessa turnê da nova edição da Liga das Nações, composta por quatro jogadores, ele convocou Pepelu (Valencia, 26), Óscar Mingueza (RC Celta, 25), Sergio Gómez (Real Sociedad, 24), Aitor Paredes (Athletic Club, 24) pela primeira vez, Marc Casadó (FC Barcelona, 22), Samu Aghehowa (Porto, 20), Pablo Barrios (Atlético de Madri, 21), Raúl Asencio (Real Madrid, 22) e Dean Huijsen (Bournemouth, 19), além de trazer de volta outro jovem ativo, Pau Cubarsí (18), que ficou de fora da equipe da Eurocopa depois de estrear.
Outra infinidade de jovens de 20 anos, dos quais apenas o jogador valenciano, o mais velho, não estreou, tendo sido convocado para os primeiros jogos contra a Sérvia e a Suíça, e o zagueiro do Real Madrid, que não jogou em nenhuma das partidas contra a Holanda, enquanto o lateral do Celtic tem sido mais consistente e tem lutado por um lugar no time titular ao lado de Pedro Porro por uma vaga na lateral direita "órfã" de seus dois campeões na Alemanha.
Também foi notável o surgimento do zagueiro hispano-holandês, que passou da lista sub-21 dessa "janela" para o time absoluto após a ausência de Íñigo Martínez. Huijsen até "ultrapassou" Asencio para fazer sua estreia após a lesão de Cubarsí nos últimos momentos do jogo de ida contra a Holanda e foi escolhido como titular para o jogo de volta, onde mostrou sinais de sua qualidade. Tanto ele quanto o zagueiro do time de Madri conseguiram um lugar na equipe, já que Aymeric Laporte e Dani Vivian ficaram de fora por lesão.
OITO SUB-23 E 12 SUB-26
No domingo passado, no jogo de volta das quartas de final contra a Holanda, em Valência, o técnico de La Rioja não escalou nem deu minutos a nenhum jogador com menos de 30 anos, enquanto no jogo de ida, em Roterdã, na semana passada, apenas Morata foi titular, e Ayoze Pérez, o substituto do capitão, também teve minutos.
Robin Le Normand e Fabián Ruiz, com 28 anos, foram os "veteranos" titulares no Estádio Mestalla, onde os atuais campeões europeus tiveram uma média de idade em campo de 24,7 anos, contando os 17 jogadores que atuaram por minutos, com Lamine Yamal ainda abaixo da maioridade, que será atingida em julho próximo, e o goleiro Unai Simón como o jogador com mais partidas pela seleção, 48.
De la Fuente já deixou claro em várias ocasiões que não tem problemas em dar oportunidades aos jovens jogadores que considera prontos, e em sua última lista havia oito (Yamal, Cubarsí, Huijsen, Aghehowa, Pedri, Nico Williams, Yéremi Pino e Asencio) com menos de 23 anos, a idade de Baena, seis com menos de 26 anos (Ferran Torres, Pedro Porro e Mingueza -25-, e Marc Cucurella, Martín Zubimendi e Dani Olmo -26-), três com 27 (Simón, Aleix García e Mikel Oyarzabal) e 28 (Le Normand, Ruiz e Mikel Merino), um com 29 (Alejandro Grimaldo), e os jogadores de 30 anos David Raya e Alex Remiro, além dos já mencionados Morata e Pérez.
Em comparação com os outros três adversários do Final Four, apenas a França, que enfrentará nas semifinais, está próxima em termos de juventude. Na partida de volta das quartas de final contra a Croácia, a média de idade dos bicampeões mundiais era de 25,2 anos, sendo Bradley Barcola (PSG) o mais jovem, com 22 anos, embora Didier Deschamps tenha escalado Warren Zaïre-Emery e Désiré Doué, de 19 anos, e Eduardo Camavinga, de 22 anos, no banco de reservas.
A Alemanha, privada de um de seus jovens talentos, Florian Wirtz (21), escalou um time com média de idade superior a 28 anos na segunda partida contra a Itália, com Jamal Musiala (22) como o jogador mais jovem, enquanto Portugal tinha quase 27 (26,8), marcado principalmente pelos 40 de Cristiano Ronaldo e os 30 de Bruno Fernandes e Bernardo Silva.
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