Publicado 01/07/2026 13:00

A Espanha se apega à sua solidez defensiva diante da falta de criatividade no jogo

Unai Simon, da Espanha, e Musab Aljuwayr, da Arábia Saudita, disputam a bola durante a partida do Grupo H da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Arábia Saudita, no Atlanta Stadium, em 21 de junho de 2026, em Atlanta, Geórgia.
Jose Breton / AFP7 / Europa Press

MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -

A seleção espanhola disputa nesta quinta-feira sua partida das oitavas de final da Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá contra a Áustria, após ter concluído a fase de grupos como líder, invicta e sem sofrer gols, demonstrando uma solidez defensiva na qual baseou sua classificação diante da falta de um bom futebol e que aproxima Unai Simón de vários recordes de invencibilidade em Copas do Mundo.

O desempenho da Espanha na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 ficou muito aquém das expectativas dos torcedores espanhóis. A “Roja”, que chegava à Copa do Mundo como uma das principais favoritas, não conseguiu traduzir em campo o futebol combinativo e espetacular que a caracterizou desde a última Eurocopa, enfrentando grandes dificuldades para criar perigo contra Cabo Verde (0 a 0) e Uruguai (1 a 0), sendo que a vitória sobre a Arábia Saudita (4 a 0) foi a única atuação notável da equipe de Luis de la Fuente até o momento.

Com Lamine Yamal em plena fase de recuperação e sem notícias sobre as jogadas pelas laterais de Nico Williams e Víctor Muñoz, ambos lesionados, pelo flanco esquerdo, a Espanha tem enfrentado dificuldades no ataque. A esse problema no futebol ofensivo somam-se as atuações pouco brilhantes de Rodrigo Hernández e Pedri González, que estão tendo dificuldade para se adaptar com fluidez ao futebol espanhol.

Mas nem tudo foram más notícias na fase de grupos para a Espanha. Nos três primeiros jogos da Copa do Mundo, a Espanha superou, e com louvor, um dos desafios mais importantes para conquistar o título: a defesa. Unai Simón, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella tiveram atuações excelentes nas três partidas disputadas, grandes atuações às quais se somaram as de Pedro Porro, contra a Arábia Saudita, e de Marcos Llorente, contra Cabo Verde e o Uruguai, repetindo assim o que foi feito na última Eurocopa, quando não sofreu gols na fase de grupos contra Croácia, Itália e Albânia.

Juntos, esses cinco jogadores fizeram com que a Espanha fosse, ao lado do México, a única seleção da Copa do Mundo que não sofreu gols na fase de grupos, com a “Tri” já ampliando sua sequência rumo às oitavas de final. Três jogos sem sofrer gols que, caso se estendam por mais 48 minutos contra a Áustria, transformariam Unai Simón no goleiro espanhol com mais minutos consecutivos sem sofrer gols em uma Copa do Mundo, superando os 476 minutos em que Iker Casillas permaneceu invicto —entre a Copa do Mundo da África do Sul de 2010 e a do Brasil de 2014—.

Além disso, se o goleiro do Athletic Club não sofrer gols nos primeiros 88 minutos da partida, seu nome figurará entre os grandes goleiros da história das Copas do Mundo, superando o recorde do italiano Walter Zenga, que ficou 517 minutos consecutivos sem sofrer gol, marca que remonta à Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália. E é que o segundo capitão da Espanha está sem sofrer gols em uma Copa do Mundo desde que o japonês Ao Tanaka marcou aos 51 minutos da terceira partida da fase de grupos do Catar 2022.

Um recorde em que o trabalho coletivo tem grande importância, já que a defesa espanhola conseguiu que o goleiro de Vitoria-Gasteiz praticamente não fosse exigido na Copa do Mundo. Ele precisou intervir apenas seis vezes no que foi disputado até agora na Copa do Mundo. Uma média de dois chutes a gol sofridos por partida pela Espanha, o que representa o menor número entre todas as seleções até o momento da competição.

LAPORTE E CUBARSÍ, A MELHOR DUPLICA DE ZAGUEIROS DA FASE DE GRUPOS

Mas o nome de Unai Simón não é o único destaque da defesa espanhola no que já foi disputado da Copa do Mundo. O mundo do futebol está comentando o excelente desempenho que Aymeric Laporte e Pau Cubarsí vêm apresentando. O jogador do Athletic Club e o do FC Barcelona se encaixaram perfeitamente em uma dupla de zagueiros centrais que é excelente com a bola nos pés e, ao mesmo tempo, contundente.

A experiência do jogador formado nas categorias de base de Lezama e a juventude do jogador do Barça neutralizaram as linhas ofensivas de Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai — adversários, a priori, inferiores, mas que mal conseguiram criar perigo na área espanhola. Não é à toa que Laporte é o zagueiro da Copa do Mundo com a maior média de interceptações de passes a cada 90 minutos, com 3,3. Além disso, ele vence uma média de 2,6 disputas aéreas por partida. Números defensivos do jogador nascido na cidade francesa de Agen, aos quais se soma 94,7% de precisão em seus passes.

Por sua vez, Pau Cubarsí, que é o único jogador da seleção sub-20 a ter disputado todos os minutos da fase de grupos da Copa do Mundo, é o jogador de linha com a melhor porcentagem de passes precisos do torneio (98,3%), bem como o segundo em passes longos (90). A esses dados somam-se suas zero perdas de posse de bola nas três partidas que a Espanha disputou na Copa do Mundo. Além disso, ele venceu 63% dos duelos aéreos que disputou.

Esses números permitem manter a esperança de chegar o mais longe possível nesta Copa do Mundo e lembram os apresentados pela Espanha campeã mundial de 2010, que sofreu apenas dois gols — contra a Suíça e o Chile na fase de grupos — e conquistou o troféu sem sofrer nenhum gol na fase eliminatória. A Áustria será o primeiro teste para verificar se a solidez na defesa ajuda a trazer de volta, o mais rápido possível, a versão mais fluida da “Roja”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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