Publicado 16/07/2025 13:22

A equipe nacional feminina quer recuperar sua confiabilidade nos cruzamentos para voltar às semifinais da Eurocopa

07 de julho de 2025, Suíça, Thun: Mariona Caldentey (C), da Espanha, comemora o quarto gol de sua equipe durante a partida de futebol do Grupo D da UEFA Women's Euro 2025 entre Espanha e Bélgica na Arena Thun. Foto: Nick Potts/PA Wire/dpa
Nick Potts/PA Wire/dpa

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

A seleção espanhola de futebol feminino enfrentará nesta sexta-feira o jogo das quartas de final do Campeonato Europeu, que está sendo disputado na Suíça, buscando retornar 28 anos depois às semifinais do torneio continental e, para isso, precisará recuperar a confiabilidade nos confrontos diretos, perdida no verão passado.

A Espanha quer chegar às semifinais de uma Eurocopa, algo que não consegue desde as semifinais históricas da edição de 1997, quando passou direto do seu grupo e apenas oito seleções tiveram o privilégio de participar do torneio.

Quase três décadas depois, os atuais campeões mundiais estão em boa posição para isso, pois começam como claros favoritos, apesar de enfrentarem a anfitriã Suíça, que terá o bônus adicional do apoio da torcida e, aparentemente, menos pressão sobre eles.

Os prognósticos colocam a equipe treinada por Montse Tomé como candidata a chegar à penúltima rodada, o que seria mais um passo à frente na evolução de um time que, até pouco tempo atrás, lutava para quebrar a maldição dos jogos eliminatórios em grandes torneios, mas que, quando conseguiu, melhorou muito suas estatísticas até os últimos Jogos Olímpicos de Paris.

A Roja só conseguiu passar para a fase de mata-mata há dois anos na Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia, e o fez com uma goleada de 5 a 1 sobre os mesmos adversários que enfrentará na sexta-feira na capital do país, Berna, no Stadion Wankdorf, um local que conhece bem e onde venceu Portugal (5 a 0) e Itália (1 a 3) na primeira fase. Na Oceania, eles quebraram essa barreira e, a partir daí, acabaram fazendo história ao vencer a Copa do Mundo.

E, até 5 de agosto de 2023, os atuais campeões da Liga das Nações só haviam sofrido reveses nesses jogos sem rede, que sempre os prejudicavam, às vezes por pequenos detalhes. A primeira partida desse tipo foi justamente nas semifinais da Euro 1997, e a Espanha ficou de fora da final ao perder para a Itália por 2 a 1.

Foram necessários 16 anos para que La Roja tivesse outra chance. Em seu retorno a um grande torneio desde 1997, na Euro 2013, os espanhóis chegaram às quartas de final depois de terminarem em segundo lugar no grupo, onde enfrentaram a então poderosa equipe da Noruega, que venceu os espanhóis por 3 a 1.

A Espanha estava crescendo gradualmente em competitividade e, depois de não conseguir passar da primeira fase em sua histórica primeira participação na Copa do Mundo, no Canadá, em 2015, teve outra chance, e provavelmente uma melhor, na Euro 2017. A equipe terminou em segundo lugar no grupo com muito sofrimento, mas o cruzamento foi com a Áustria, um adversário que poderia estar ao seu alcance. No entanto, eles não conseguiram vencê-los e os pênaltis foram a favor dos austríacos.

Dois anos depois, em sua segunda Copa do Mundo, na França, a seleção nacional conseguiu passar da fase de grupos, mas o sorteio fez com que enfrentasse os poderosos Estados Unidos, na época os grandes dominadores do futebol mundial, nas oitavas de final. A equipe nacional competiu bem, mas foi eliminada com uma derrota apertada por 2 a 1, com os dois gols americanos sendo marcados de pênalti.

A próxima tentativa, com a Espanha agora pela primeira vez entre as possíveis candidatas a ir longe, foi no Campeonato Europeu de 2022 na Inglaterra, um torneio que começou com a lesão, primeiro de Jenni Hermoso e depois de Alexia Putellas, vencedora da Bola de Ouro e em excelente forma. Sem essas duas jogadoras, La Roja não conseguiu vencer a Alemanha em seu grupo e empatou em segundo lugar, o que a levou a uma difícil partida de quartas de final contra as anfitriãs.

A seleção nacional tinha as inglesas nas cordas, com um gol de Esther González colocando-as na liderança até os 84 minutos do segundo tempo, momento em que, com uma possível falta em Irene Paredes, Ella Toone empatou e levou o jogo para a prorrogação, onde um gol de Georgia Stanway selou outra amarga eliminação.

Um ano depois, e após alguns meses de turbulência, chegou a hora da Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia, quando a história mudou. Apesar de chegarem às oitavas de final com dúvidas após a goleada de 4 a 0 sofrida pelo Japão, as espanholas acabaram com a maldição com uma vitória convincente sobre a Suíça e, a partir daí, venceram a Holanda (2 a 1) e a Suécia (2 a 1) para chegar à final contra a Inglaterra, onde o gol de Olga Carmona com o pé esquerdo fez história.

A partir daí, a Espanha fez mais história ao se classificar para seus primeiros Jogos Olímpicos em Paris, vencendo a primeira Liga das Nações com uma vitória de 3 a 0 na semifinal contra a Holanda e uma vitória de 2 a 0 na final contra a França. Mas a campanha na fase de mata-mata foi interrompida na capital francesa, onde a equipe chegou fisicamente "tocada". Apesar de dominar o grupo com vitórias completas, a equipe teve de superar a Colômbia nas quartas de final (0-2), com Irene Paredes marcando aos 90 minutos do segundo tempo, e depois passar nos pênaltis para as semifinais, onde foi derrotada pelo Brasil por 4-2.

E na luta pela medalha de bronze, a "fera negra" Alemanha venceu por 1 a 0 e deixou a equipe treinada por Montse Tomé sem nenhum prêmio ou consolo e agora espera recuperar a confiabilidade conquistada com sangue e suor nesse tipo de jogos para sonhar com a dobradinha.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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