MADRID, 4 ago. (EUROPA PRESS) -
O Comitê Técnico de Árbitros (CTA) apresentou nesta terça-feira as modificações nas Regras de Jogo que serão aplicadas na temporada 2026/27, uma atualização marcada pela ampliação das situações passíveis de revisão pelo VAR, a possibilidade de aplicar advertências aos jogadores que taparem a boca para ocultar suas palavras durante confrontos e um endurecimento das medidas contra a perda de tempo.
Uma das principais novidades diz respeito ao protocolo do VAR, que poderá intervir quando o árbitro tiver mostrado um cartão amarelo ou vermelho ao jogador errado devido a um erro de identificação. A revisão permitirá corrigir apenas a identidade do jogador punido, mas não a infração em si, a menos que ela se enquadre em algum dos casos já passíveis de revisão, como gols, pênaltis ou cartões vermelhos diretos.
Além disso, o VAR também poderá corrigir, desde que de forma imediata e antes da retomada da partida, escanteios concedidos de forma claramente incorreta e até mesmo rever segundos cartões amarelos quando decorrentes de uma decisão manifestamente errônea.
O CTA também estabeleceu o critério sobre uma das imagens cada vez mais comuns nos campos de jogo: os jogadores que cobrem a boca ao falar com companheiros ou adversários. O órgão arbitral não considerará essa conduta, por si só, motivo para expulsão, mas adverte que ela poderá ser punida com cartão amarelo quando ocorrer durante uma confrontação, protesto ou situação semelhante com o objetivo deliberado de ocultar a comunicação. Além disso, lembra que, se posteriormente for comprovado que os comentários ocultavam linguagem ofensiva, insultuosa ou abusiva, os órgãos disciplinares poderão tomar medidas.
Outra das novidades em destaque diz respeito às lesões táticas, especialmente aquelas protagonizadas pelos goleiros. O CTA participará de um teste autorizado pela IFAB para combater esse tipo de ação destinada a interromper o jogo, enquanto que, de maneira geral, qualquer jogador que receba atendimento médico em campo deverá abandoná-lo e permanecer fora por um minuto de tempo real após a retomada da partida, salvo as exceções já previstas, como lesões do goleiro, colisões entre vários jogadores ou ações decorrentes de uma falta punida disciplinarmente.
Na luta contra a perda de tempo, também é introduzido um limite de dez segundos para que um jogador substituído saia do campo a partir do momento em que o árbitro autorizar a substituição. Se esse tempo for excedido, o substituto não poderá entrar até a próxima interrupção, após decorrido um minuto de tempo real. No caso dos goleiros, eles deverão sempre sair de campo pela linha do gol e, se atrasarem a substituição, serão advertidos, embora o substituto possa entrar imediatamente em campo.
Também mudam os procedimentos nas cobranças de lateral e de gol. Quando uma equipe atrasar deliberadamente a retomada do jogo, o árbitro iniciará uma contagem regressiva visual de cinco segundos. Se o lançamento lateral não for executado nesse prazo, a posse de bola passará para o adversário; se for um lançamento de meta, a penalidade será um escanteio para a equipe adversária.
Entre as modificações técnicas, destaca-se também que a bola no chão será concedida à equipe que, previsivelmente, teria mantido ou recuperado a posse caso o jogo não tivesse sido interrompido. Além disso, é esclarecido o procedimento em pênaltis com duplo toque acidental do cobrador, que deverão ser repetidos se a bola resultar em gol e serão considerados falhados se não entrarem na baliza.
O CTA também confirmou que as pausas para resfriamento só poderão ser aplicadas quando a temperatura atingir 32 graus e tiverem sido previstas antes da partida. Por outro lado, não serão implementadas pausas automáticas para hidratação, embora o árbitro possa permitir que os jogadores bebam durante interrupções naturais da partida quando as condições meteorológicas assim o aconselharem.
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