Publicado 17/02/2026 17:33

A CTA apoia a decisão de anular o gol de Cubarsí na Copa

Pau Cubarsi, do FC Barcelona, comemora um gol anulado pelo VAR durante a semifinal da Copa del Rey, disputada entre o Atlético de Madrid e o FC Barcelona no Estádio Riad Air Metropolitano, em 12 de fevereiro de 2026, em Madri, Espanha.
Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press

Confirma que houve “uma falha no sistema semiautomático de impedimento” que obrigou ao “lançamento manual das linhas”. Reconhece que o gol anulado a Borja Iglesias contra o Espanyol “deveria ter sido validado”. MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -

O Comitê Técnico de Árbitros (CTA) da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) explicou nesta terça-feira que a decisão de anular o gol do zagueiro do FC Barcelona Pau Cubarsí na partida da Copa del Rey contra o Atlético de Madrid foi “correta” e que o atraso no anúncio da decisão se deveu a “uma falha no sistema semiautomático de impedimento”, que obrigou ao “lançamento manual das linhas”.

Aos 52 minutos, com o Barça perdendo por 4 a 0, Cubarsí marcou o gol do time catalão “em posição duvidosa”, segundo o CTA no espaço “Tempo de revisão”, mas após mais de sete minutos de espera, o árbitro valenciano Juan Martínez Munuera anulou o gol. “Seguindo o protocolo, a equipe VAR realizou a análise desta jogada com o sistema de impedimento semiautomático SAOT. No entanto, ocorreu uma falha no sistema, derivada de um erro no rastreamento da bola no momento do toque de Lewandowski”, explicou.

“A isso, e daí o tempo excessivo na resolução da jogada, somou-se um erro humano do operador de impedimento Oro, do fornecedor do sistema SAOT, que não abriu o canal de comunicação adequado para informar essa incidência à sala VOR quando a comunicação foi cortada. Ou seja, os árbitros do VAR não tiveram a informação final que confirmava a falha no SAOT até quatro minutos e três segundos após o gol. Após receberem essa informação, iniciaram o lançamento manual das linhas de impedimento para tomar a decisão e, após a referida avaliação manual, o CTA determinou que a jogada foi bem arbitrada, uma vez que havia impedimento, que o procedimento seguido foi o estipulado e que, em definitiva, a decisão tomada pela sala VOR foi correta”, acrescentou.

“O CTA quer enfatizar que é um dos principais prejudicados por esses erros tecnológicos totalmente alheios às suas competências. Vale lembrar que o fornecedor tecnológico do SAOT é uma empresa alheia à RFEF e, portanto, ao CTA”, observou.

Nesta edição do “Tiempo de revisión” não são abordadas algumas das polêmicas dos últimos dias, como o segundo pênalti marcado contra Vinícius no Real Madrid-Real Sociedad nem o segundo gol do Girona FC contra o Barça, em que os jogadores de Hansi Flick reclamaram uma falta prévia sobre Jules Koundé.

Em contrapartida, o CTA reconheceu um gol anulado indevidamente ao RC Celta na casa do RCD Espanyol. “O Celta marca um gol que inicialmente é concedido. Na verificação da fase de ataque, o VAR detecta uma possível situação de impedimento do próprio jogador que marca, pelo que recomenda ao árbitro uma revisão no monitor. Depois de ver a ação, o árbitro finalmente anula o gol”, relatou.

“A regra 11, o impedimento, explica que um jogador em posição avançada não será penalizado se receber a bola de um adversário que joga a bola voluntariamente, o que implica que o jogador defensor deve ter controle corporal total. Para o CTA, o toque do defensor do Espanyol é jogo voluntário, já que ele ataca a bola com controle corporal total. Portanto, o gol deveria ter sido validado", revelou. Por outro lado, ele analisou um pênalti reclamado pelo Sevilla FC sobre Lucien Agoumé na partida contra o Deportivo Alavés no Ramón Sánchez-Pizjuán. "Em uma disputa dentro da área do Alavés, o atacante do Sevilla ganha a posição e o zagueiro visitante tenta disputar a bola. Sem chegar a jogá-la, ele entra em contato com a parte de trás da perna do atacante, que cai no chão. O árbitro interpreta que o contato não atinge o nível de imprudência necessário para marcar pênalti e permite que o jogo continue", indicou. "De acordo com as regras, uma falta dentro da área deve ser marcada como pênalti apenas se houver uma ação imprudente, temerária ou com uso de força excessiva. Para o CTA, a jogada é um contato normal no futebol, por isso entende que a decisão em campo está correta. O VAR não intervém, pois a decisão do árbitro está correta", continuou. Ele também classificou como "correta" a decisão de validar o gol do atacante do Villarreal Georges Mikautadze no Coliseum de Getafe. “Após um drible e um primeiro chute na trave, a bola volta para o atacante do Villarreal. No salto, para realizar a jogada, ele roça acidentalmente com a chuteira a cabeça do goleiro, que já estava superado e sem chances reais de intervir. O atacante finaliza e o árbitro concede o gol”, descreveu. “Os contatos acidentais, mínimos e sem impacto na capacidade do adversário, não devem ser sancionados, só será infração se houver imprudência, temeridade ou força excessiva. Para o CTA, a decisão está correta, já que o contato é acidental, leve e sem impacto real na capacidade do goleiro de continuar participando da ação defensiva. O VAR verifica a ação e não intervém, considerando correta a decisão do árbitro", afirmou.

Por último, analisou o gol anulado ao Espanyol no Estádio da Cerâmica na 23ª rodada. “Após um cruzamento para a área, ocorre uma disputa e o Espanyol consegue marcar. O árbitro, por ser uma ação muito próxima do gol, atrasa o apito e, uma vez marcado, anula por falta no ataque”, apontou.

“A regra 12 nos indica que são punidas as ações em que um atacante segura ou carrega ilegalmente, dificultando o movimento do defensor. Para o CTA, existe uma carga seguida de um agarramento ostensivo da camisa que elimina o defensor da ação defensiva. Portanto, a decisão do árbitro é correta e o procedimento realizado está de acordo com o protocolo VAR”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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