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Espanha vence a batalha contra o Uruguai
A seleção espanhola avançou como primeira colocada para as oitavas de final e eliminou (0 a 1) uma seleção uruguaia que resistiu com unhas e dentes
MADRID, 27 (EUROPA PRESS)
A seleção espanhola de futebol venceu (0 a 1) o Uruguai nesta sexta-feira, na terceira e última rodada do Grupo H da Copa do Mundo de 2026, disputada no Estádio Akron, em Guadalajara (México), uma vitória suada com gol de Álex Baena, garantindo a liderança do grupo rumo às oitavas de final e eliminando os “charrúas”.
Os comandados de Luis de la Fuente venceram, mas não convenceram, embora o Uruguai não tenha cedido nem um centímetro, jogando com tudo. Um primeiro tempo pesado, sem ritmo, sem a esperada progressão de Lamine Yamal, com a sensação de um experimento fracassado na escalação titular de Mikel Merino, foi salvo pela sorte do 0 a 1 de Baena: um grave erro de Fernando Muslera, substituído no intervalo, foi decisivo.
No segundo tempo, com os últimos 15 minutos de Nico Williams no lugar de Lamine, a Espanha também não brilhou, mas resistiu à pressão do Uruguai — que não tinha mais chances de passar como terceiro colocado com dois pontos — e avançou para as oitavas de final como primeira colocada do Grupo H. A “La Roja” enfrentará o segundo colocado do Grupo J, possivelmente a Áustria ou a Argélia, sob os holofotes de Hollywood no dia 2 de julho. A estreante Cabo Verde, que empatou (0 a 0) contra a Arábia Saudita, avançou como segunda colocada.
A cidade mexicana de Guadalajara foi palco do difícil desafio que a Espanha esperava desde o dia do sorteio contra um Uruguai que, além de seu espírito combativo, precisava somar pontos. A “La Roja” não esteve em sua melhor forma, lembrando a estreia contra Cabo Verde na lentidão da circulação de bola, apesar de, desta vez, contar com Lamine Yamal. O ponta do FC Barcelona não foi a arma decisiva que se esperava, já que ainda estava se recuperando após a lesão — fator determinante na goleada sobre a Arábia Saudita.
Uma recuperação sua, porém, cortou pela raiz a pressão alta com que o Uruguai havia entrado em campo, mas, mesmo com a posse de bola, a campeã europeia não encontrou espaços. Marcelo Bielsa não decepcionou com a marcação individual, com muitas ajudas, e a seleção “charrúa” conquistou, por momentos, o meio-campo, sem que Pedri conseguisse atuar como referência. Outra arrancada de Lamine deu início a alguns minutos de domínio espanhol, sem que surgissem chances claras.
Baena esteve perto de conectar com Mikel Oyarzabal e Pau Cubarsí poderia ter marcado em uma saída errada de Muslera. Tanto ele quanto Unai Simón não tiveram precisão nas jogadas aéreas, mas o goleiro espanhol desapareceu do mapa com uma Espanha mais organizada. Após o intervalo para hidratação, Bielsa reorganizou seus jogadores e, a partir de um roubo de bola em um lançamento lateral que Darwin Núñez não aproveitou, o jogo mudou de rumo.
O Uruguai acumulou várias investidas pela lateral direita, com Agustín Canobbio levando a melhor no confronto direto contra Marc Cucurella, e a seleção sul-americana recuperou a intensidade no marcamento. A Celeste não deu trégua, mas, em seu melhor momento, sofreu o 0 a 1 de Baena, letal na virada após um passe de Marcos Llorente para a área, com a colaboração de Muslera.
ESPANHA RESISTE AO DESESPERO URUGUAIANO
Além disso, Manuel Ugarte teve que ser substituído por lesão, um duplo golpe de cara para o segundo tempo para um Uruguai obrigado a somar pontos. O goleiro de 40 anos, que também defendeu contra Cabo Verde, não voltou na retomada da partida, em que os “charrúas” declararam guerra. Também surgiu a tensão interna na equipe de Bielsa, com a substituição de Fede Valverde, mas o jogo ficou mais físico.
O árbitro Ismail Elfath optou por apitar pouco ou nada e começou a irritar ambas as equipes, principalmente os espanhóis. A “La Roja” não se intimidou e, com a entrada de Dani Olmo, ganhou mais perigo, embora o jogador do Barça tenha desperdiçado uma chance claríssima a meia hora do fim. A equipe de De la Fuente domou a fera, mas o gol decisivo não saiu, apesar de uma última boa investida pela lateral de Lamine.
O jovem jogador da seleção deixou seu lugar para Nico Williams, de quem a Espanha também parece precisar em sua melhor versão, assim como de Ferran. Bielsa colocou tudo o que restava no ataque, a apenas um gol de se classificar em segundo lugar. O Uruguai, bicampeão mundial, o último título em 1950, ficou na fase de grupos, assim como no Catar 2022, deixando uma imagem desorientada nas últimas faltas, com a expulsão de Canobbio. A Espanha, com um último chute de Ferran na trave e com Yeremy Pino lesionado no ombro, resistiu e cumpriu sua missão, embora com algumas dificuldades.
FICHA TÉCNICA.
--RESULTADO: URUGUAI, 0 - ESPANHA, 1. (0-1, no intervalo).
--ESCALAÇÕES.
URUGUAI: Muslera (Rochet, no intervalo); Varela, Cáceres, Sanabria (Rodríguez, min. 70), Olivera; Valverde (Viñas, min. 57), Ugarte (De la Cruz, min. 45), Bentancur; Canobbio, Núñez e M. Araújo.
ESPANHA: Unai Simón; Llorente, Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Pedri (Fabián, min. 60); Lamine (Williams, min. 76), Merino (Olmo, min. 60), Baena (Yeremy, min. 66); e Oyarzabal (Torres, min. 76).
--GOL:
0 - 1, min. 42, Baena.
--ÁRBITRO: Ismail Elfath (EUA). Mostrou cartão amarelo para Sanabria (min. 54), Varela (min. 58) e De la Cruz (min. 93) pelo Uruguai. E para Baena (min. 46) pela Espanha. Expulsou Canobbio (min. 95) por cartão vermelho direto.
--ESTÁDIO: Akron de Guadalajara (México).
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