O Real Madrid destrói o campeão Unicaja Os brancos se vingam da final de 2025 em um duelo monocromático VALÊNCIA 19 fev. (Do enviado especial da EUROPA PRESS, Ferran Tuñón) -
O Real Madrid não deu chances ao Unicaja (100-70) nesta quinta-feira, no segundo confronto das quartas de final da Copa del Rey de basquete, que se disputa até domingo na Roig Arena, em Valência, e se vingou da derrota na final do ano passado em Gran Canaria e, de quebra, mandou um sério aviso ao seu próximo adversário, o anfitrião Valencia Basket.
Foi uma reedição da final do ano passado, vencida pelo Unicaja em Las Palmas de Gran Canaria, no Gran Canaria Arena, coroando a equipe de Ibon Navarro com muita autoridade (93-79) sobre os então treinados por Chus Mateo, agora nas mãos de Sergio Scariolo. E o italiano já comentou esta semana que seus jogadores estavam ansiosos para enfrentar os malaguenhos. E eles demonstraram isso na quadra. No último domingo, 15 de fevereiro, no Martín Carpena, o Real Madrid já havia se vingado da terrível derrota que sofreu, mais do que fria, congelada, nesta quinta-feira. Na ocasião, os brancos venceram o Unicaja por um apertado 92-96, na Liga Endesa, para começar a esquecer a derrota na final da Copa do ano passado em Las Palmas de Gran Canaria. Mas desta vez, no Roig Arena, onde o Unicaja tinha que defender o título, os verdes e lilás nem apareceram. Apenas o suficiente para assinar a ata. E o Real Madrid, de menos a mais e sem diminuir o ritmo em nenhum momento, conseguiu retribuir a moeda aos de Ibon Navarro. Superiores em tudo, esta “surra” lhes dá o bilhete para as semifinais, para continuar sonhando, enquanto o atual campeão vai para casa na primeira oportunidade.
Mais do que uma reedição de uma final, parecia um treino com público, com mais de 14.000 almas que, lideradas pela numerosa e dispersa torcida do UCAM Murcia, optaram até por fazer a onda na Roig Arena para ter algo com que se distrair. Porque tensão na quadra, não havia. E basquete, o que o Real Madrid colocou. Pouco mais. Os brancos agora mostram que vão com tudo. Quando a bola queima nas mãos, e o mesmo acontece com o resto dos companheiros, é um mau presságio. E foi isso que aconteceu com o Unicaja em Valência, um aperto desde o início, apesar da cesta de três pontos inicial do ainda atual MVP da competição, Kendrick Perry, que não repetirá o prêmio. Mas o Real Madrid logo se distanciou, tanto que fechou o primeiro quarto com um parcial de 14-0. E aí o Unicaja saiu do jogo para não voltar. No segundo quarto, longe de relaxar, o time madrilenho pressionou ainda mais. Trey Lyles e Abalde ampliaram a vantagem com triplos, Gabriel Deck e Theo Maledon somaram pontos com continuidade e Facundo Campazzo comandou com critério até chegar a +24 (50-26) antes do intervalo. O 50-28 no intervalo refletia uma superioridade absoluta diante de um Unicaja apreensivo, com a sensação de que a bola não queria ir para nenhum jogador do time de Málaga. Após o intervalo, o roteiro não mudou. Sergio Llull abriu vantagem com uma cesta de três pontos, Deck entrou em uma sequência e o Real Madrid continuou punindo cada erro do time de Málaga. A diferença disparou para 33 e 35 pontos (67-34 e 69-34), com o Unicaja ofuscado no ataque, sem fluidez nem clareza de ideias, enquanto o conjunto branco marcava com facilidade e dominava o rebote e o ritmo. O último quarto foi uma formalidade. Maledon, Lyles e companhia mantiveram a intensidade até chegar à diferença máxima de +37 (96-59), antes que os de Ibon Navarro melhorassem ligeiramente o resultado até o definitivo 100-70. Mais do que uma reedição da final, o confronto parecia um treino com público no Roig Arena, com 14.062 espectadores que assistiram a um exercício de autoridade branco.
Com esta vitória, o Real Madrid enfrenta o Valencia Basket nas semifinais, em uma eliminatória que parece uma final antecipada. O atual campeão, por outro lado, se despede logo no início, após uma noite para esquecer. E isso apesar de seus torcedores terem vivido os dolorosos minutos finais cantando e ovacionando seus jogadores, em um comportamento digno de admiração e puro “DNA da Copa”.
FICHA TÉCNICA. --RESULTADO: REAL MADRID, 100 - UNICAJA, 70 (50-28, no intervalo). --EQUIPES.
REAL MADRID: Campazzo (7), Llull (7), Hezonja (12), Deck (8) e Tavares (9) --quinteto inicial--; Lyles (16), Kramer (-), Abalde (12), Maledon (13), Garuba (7), Feliz (9) e Len (-).
UNICAJA: Perry (8), Duarte (6), Barreiro (5), Webb (18) e Balcerowski (13) --quinteto inicial--; Audige (-), Kalinoski (3), Díaz (-), Cobbs (2), Djedovic (6), Sulejmanovic (3) e Rubit (6). --PARCIAIS: 28-12, 22-16, 23-16 e 27-26.
--ÁRBITROS: Peruga, Padrós e Martínez. Sem expulsões. --PABELÃO: Roig Arena, 14.062 espectadores.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático