Publicado 02/03/2026 19:11

Crônica do Real Madrid - Getafe: 0-1

02 de março de 2026, Espanha, Madri: Martin Satriano, do Getafe, comemora o primeiro gol de sua equipe durante a partida de futebol da Primera Division espanhola entre o Real Madrid CF e o Getafe CF no estádio Santiago Bernabeu.
Oscar Manuel Sanchez/ZUMA Press / DPA

O Real Madrid paga caro pela preguiça das segundas-feiras O time madrilenho faz uma partida fraca e perde por 0 a 1 para um sólido Getafe no Bernabéu, complicando também sua situação na Liga MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -

O Real Madrid complicou nesta segunda-feira suas chances de disputar o título da LaLiga EA Sports com o FC Barcelona, do qual ficou a quatro pontos após perder por 0-1 no Santiago Bernabéu para o Getafe CF, um adversário que bastou ordem e disciplina para expor todas as deficiências futebolísticas que atualmente afetam a equipe de Álvaro Arbeloa.

Após oito vitórias consecutivas e recuperar a liderança, duas derrotas consecutivas contra dois adversários que, teoricamente, lutam pela permanência. A segunda, em um dia incomum para o time madrilenho, preguiçoso como qualquer trabalhador normal ao começar uma semana difícil na segunda-feira, e que faz o time madrilenho voltar no tempo, quando entrou em crise após vencer o Clássico.

Sem futebol nem ideias, sem a inspiração de Vinícius Jr desta vez nem com Gonzalo García fazendo esquecer Kylian Mbappé, os de Álvaro Arbeloa não conseguiram superar um time 'azulão' que não perdoou seu mau jogo com um gol tremendo de Martín Satriano para conquistar três pontos muito valiosos em sua tentativa de não passar apuros, 18 anos após sua última vitória no feudo de Concha Espina. O Real Madrid, com a novidade no time titular de Thiago Pitarch, mais voluntarioso e participativo do que brilhante, teve um primeiro tempo para esquecer e ainda foi punido com uma desvantagem no placar. Começou com boas intenções, mas mais uma vez faltou futebol, preso em passes horizontais, sem muitos riscos e dedicando-se totalmente a que Vinícius Jr pudesse ultrapassar os adversários que se colocavam em seu caminho.

O Getafe é um adversário difícil e, se os argumentos apresentados não o afetam, ele cresce, apoiado no caráter competitivo que José Bordalás lhe infunde e em sua habitual firmeza defensiva, mas também com o bom senso que lhe dão seus dois melhores jogadores, Luis Milla e Mauro Arambarri.

É verdade que o jogo poderia ter mudado quando um erro tremendo de Boselli, que se atrapalhou com a bola nos pés, permitiu que Vini ficasse sozinho. O brasileiro, em um momento de acerto diante do gol, se deliciava em seu mano a mano com David Soria, mas o goleiro azulão fez uma defesa sensacional com o pé para amargá-lo.

A partir daí, a efervescência inicial do número 7 foi se dissipando e, com isso, o pouco jogo ofensivo local, reduzido a um chute potente após uma finta de Güler, que encontrou a resposta de um Soria bem posicionado, e a um cruzamento perigoso de Fede Valverde que não encontrou nenhuma perna amiga para tentar empurrá-lo, com Gonzalo García também sem precisão entre os três zagueiros visitantes. AS IDEIAS NÃO APARECEM APÓS O INTERVALO

O time azulão, que havia criado perigo em algumas transições, foi levando o jogo para seu campo na reta final, muito confuso e com muitas interrupções, com uma jogada entre Rüdiger e Rico que poderia ter resultado em uma punição para o alemão, excessiva após uma disputa com o zagueiro adversário, o que acabou desativando o Real Madrid. Para piorar a situação, Satriano acertou uma voleio maravilhoso para marcar um golaço e a torcida acabou se desesperando, principalmente com um pouco de sorte de Trent Alexander-Arnold. O público despediu sua equipe com vaias a caminho do vestiário, exigindo uma reação após o intervalo, mais necessária do que nunca. Arbeloa não fez nenhuma alteração, mas não demorou muito para fazer três substituições com as entradas de Rodrygo, Carvajal e Huijsen, embora o único destinado a melhorar o fraco ataque fosse o primeiro, em vez de Thiago, o único que havia chutado a gol.

O time madrilenho tentou acelerar o ritmo antes que o relógio começasse a sufocá-lo, o que conseguiu evitar precisamente o Getafe, que quase não sofreu e esperou pacientemente que o desespero assaltasse os locais, incapazes de causar medo com sua famosa, e cada vez menos eficaz, épica.

Uma cabeçada de Rüdiger após um escanteio que passou raspando a trave e sem que Huijsen pudesse chegar, e outra semelhante de Rodrygo após um bom cruzamento de Mastantuono foram suas melhores opções antes que o relógio, agora sim, começasse a apertar.

Um chute de Mastantuono, expulso diretamente após dizer algo ao árbitro, repelido por Soria, foi sua última tentativa inofensiva de salvar pelo menos um ponto na segunda-feira, embora as sensações, e mais ainda com o que está por vir, sejam alarmantes. O sistema de som veio em socorro de uma vaia sonora e dos gritos de “Florentino, renúncia”.

FICHA TÉCNICA. --RESULTADO: REAL MADRID, 0 - GETAFE CF, 1 (0-1, ao intervalo). --ALINHAÇÕES.

REAL MADRID: Courtois; Alexander-Arnold (Carvajal, min.55), Rüdiger, Alaba (Huijsen, min.55), Carreras; Valverde, Pitarch (Rodrygo, min.55), Tchouaméni (Brahim, min.87), Güler (Mastantuono, min.70); Gonzalo García e Vinícius. GETAFE: Soria; Iglesias, Boselli, Duarte, Romero, Rico; Femenía (Liso, min.58), Milla, Arambarri, Vázquez (Martín, min.69); e Satriano (Abqar, min.91). --GOLS.

0-1, minuto 39. Satriano. --ÁRBITRO: Muñiz Ruiz (C.Gallego). Advertiu Huijsen (min.68), Tchouaméni (min.71), Carreras (min.94) e Vinícius Jr (min.94), pelo Real Madrid, e Femenía (min.8), Arambarri (min.35), Rico (min.64), Liso (min.79) e Satriano (min.84), pelo Getafe CF. Expulsou Mastantuono com cartão vermelho direto aos 95 minutos e Liso com cartão vermelho por duas faltas aos 97 minutos. --ESTÁDIO: Santiago Bernabéu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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