Publicado 28/01/2026 19:21

Crônica do Atlético de Madrid - Bodo/Glimt: 1-2

Marcos Llorente, do Atlético de Madrid, gesticula durante a partida da fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA 2025/26 entre o Atlético de Madrid e o FK Bodo/Glimt, no estádio Riyadh Air Metropolitano, em 28 de janeiro de 2026, em Madri, Espanha.
Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press

O Bodo/Glimt invade o Metropolitano em uma noite infeliz para o Atlético de Madrid. Os jogadores do “Cholo” sofreram uma reviravolta (1-2) e ficaram fora do top 8. MADRID, 28 (EUROPA PRESS)

O Atlético de Madrid perdeu nesta quarta-feira por 1-2 para o Bodo/Glimt na oitava e última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, em uma partida infame para os locais, que viram os noruegueses reverterem o gol inicial de Alexander Sorloth graças a Fredrik Sjovold e Kasper Hogh, e por isso terão que disputar os playoffs em meados de fevereiro para garantir sua vaga nas oitavas de final. Os rojiblancos fizeram sua pior partida da temporada no Riyadh Air Metropolitano, cujas arquibancadas vaiaram o mau desempenho de seu time, sofrendo a primeira derrota em casa desde março passado contra o FC Barcelona (2 a 4). E isso aconteceu diante de um heróico Bodo/Glimt, que continua vivo nesta Liga dos Campeões após duas vitórias merecidas, esta e a da rodada anterior contra o Manchester City. Os colchoneros começaram hesitantes e erráticos na saída de bola, como se não houvesse nada em jogo. E o primeiro aviso do adversário não demorou a chegar, com Sondre Fet, que chutou a bola por cima de Jan Oblak; quando parecia que o primeiro gol ia subir no placar, 'Josema' Giménez afastou a bola. Mas essa grande chance despertou os locais, que aos poucos começaram a cruzar a linha média do campo.

E aos 11 minutos chegou o primeiro gol da noite, com Álex Baena como protagonista, após um cruzamento da entrada da área do capitão Koke Resurrección, mas o gol não foi validado porque o jogador de Almería estava ligeiramente adiantado. No entanto, quatro minutos depois, e como resultado da pressão dos colchoneros sobre a área adversária, chegou o 1 a 0 em uma jogada idêntica. Desta vez, foi Dávid Hancko, atuando como lateral esquerdo, que colocou a bola na área de perigo para Alexander Sorloth marcar com um salto sobre um dos zagueiros. O atacante norueguês do Atlético entrou no novo ano em forma e com o moral alto, tendo marcado em cinco dos sete jogos. Com esse impulso, os jogadores de Diego Pablo Simeone continuaram em busca de ampliar o placar, na esperança de entrar no top 8 ao final da rodada. Após esse início estranho, os madrilenhos já dominavam com superioridade. Pablo Barrios tentou a sorte de fora da área, mas seu chute encontrou Nikita Haikin. E nesse momento de pressão local, quase roçando o desespero, Kasper Hogh aproveitou a indecisão da defesa para recuperar a bola, que acabou na marca do pênalti nos pés de Fredrik Sjovold para marcar o empate. O 'Cholo' Simeone gritava da linha lateral pelo erro de seus jogadores, tirando o casaco apesar do frio.

A jogada inesperada deixou os colchoneros paralisados, que demoraram a voltar ao trabalho. Embora tenham tido a oportunidade de passar à frente quando o primeiro tempo estava quase acabando, com Barrios, a bola bateu na trave. Antes, Julián Álvarez havia tentado de longe, sem sorte, com a sombra de sua longa seca de gols.

O intervalo não trouxe nenhuma mudança nas escalações; e, como havia ocorrido nos primeiros minutos da partida, o domínio era do Bodo/Glimt, que se aproximava com perigo do gol de Oblak. Uma realidade que desagradou o técnico argentino, que chamou Thiago Almada e Matteo Ruggeri quando apenas pouco mais de 10 minutos da segunda parte haviam se passado. Para piorar, a sorte não sorriu para o time rojiblanco. Apenas dois minutos após a troca dupla prematura do time local, e após várias rebatidas na pequena área rojiblanca, a bola acabou entrando no gol de Oblak. O gol de Hogh foi revisado no VAR para ver se havia alguma infração que salvasse o Atlético, mas não havia nada punível. A virada norueguesa se consumou, e o time começou a sonhar em continuar vivo na competição. Por outro lado, o Atlético viu suas aspirações de estar entre os oito melhores desaparecerem. A equipe parecia sem ideias, com dúvidas em todas as fases do jogo, e o desespero condicionou suas decisões. Apenas Barrios, líder dos rojiblancos nos últimos compromissos, parecia ter capacidade de reação; no entanto, o “Cholo” decidiu substituí-lo, para surpresa da torcida, que demonstrou seu descontentamento.

O jogo terminou sem nenhuma grande oportunidade para o time da casa sonhar com o empate, muito menos com a virada. Nesse cenário, parte da torcida demonstrou seu descontentamento com o desempenho dos jogadores, vendo-os sofrer a primeira derrota da temporada em casa.

FICHA TÉCNICA. --RESULTADO: ATLÉTICO DE MADRID, - BODO/GLIMT, 2 (1-1, ao intervalo). --ALINHAÇÕES:

ATLÉTICO DE MADRID: Oblak; Llorente, Pubill, Giménez (Ruggeri, min.57), Hancko; Baena (Almada, min.57), Koke (Cardoso, min.64), Barrios (Le Normand, min.78), Nico González (Molina, min.64); Sorloth e Julián Álvarez.

BODO/GLIMT: Haikin; Sjovold, Bjortuft, Gundersen (Aleesami, min.90), Bjorkan; Fet Maatta, min.83), Berg, Evjen (Klynge, min.90); Blomberg (Auklend, min.74), Hauge e Hogh (Helmersen, min.83).

--GOLS: 1-0, min.15: Sorloth. 1-1, min.34: Sjovold. 1-2, min.59: Hogh. --ÁRBITRO: Maurizio Mariani (ITA). Mostrou cartão amarelo a Llorente (min.64) e Almada (min.85) pelo Atlético de Madrid, e a Haikin (min.67) e Maatta (min.90+5) pelo Bodo/Glimt. --ESTÁDIO: Riyadh Air Metropolitano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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