Publicado 21/10/2025 09:41

Courtois: "O jogo de Miami adultera a competição e não está em conformidade com o acordo".

Thibaut Courtois, do Real Madrid CF, aquece durante a partida de futebol da Liga Espanhola, LaLiga EA Sports, disputada entre o Real Madrid e o Villarreal CF no estádio Santiago Bernabeu, em 4 de outubro de 2025, em Madri, Espanha.
Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press

MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -

O goleiro do Real Madrid, Thibaut Courtois, defendeu nesta terça-feira que a partida da EA Sports LaLiga que será disputada por Villarreal CF e FC Barcelona em Miami (Estados Unidos) "adultera a competição", além de destacar que desde sua chegada ao Real Madrid não "notou" nenhum tratamento favorável da arbitragem à sua equipe, mas "muito pelo contrário".

"Sim, totalmente, isso adultera a competição. Ninguém votou a favor disso e a LaLiga faz isso porque quer. Acho que isso adultera a competição e também não cumpre o acordo dos jogadores. Temos que jogar em casa e fora, exceto em caso de força maior", disse o belga na coletiva de imprensa antes do jogo da Liga dos Campeões contra a Juventus.

Sobre essa questão, ele também fez referência à "censura" da LaLiga ao não mostrar na televisão em alguns jogos a paralisação que os jogadores fizeram em protesto contra a disputa daquela partida em Miami. "Não sei o que o surpreende, porque ele vem fazendo essas coisas há muito tempo, como respostas públicas nas redes. Nunca vi um presidente de liga em nenhum esporte falar assim. Esconder isso, e também mudar o motivo pelo qual estamos protestando, é censura e manipulação, e isso é sério", acrescentou.

O goleiro também disse estar "muito orgulhoso" por chegar a 300 jogos com a camisa do Real Madrid e analisou a partida de quarta-feira contra um "gigante europeu" como o time italiano. "Eles não estão em uma boa fase ultimamente, mas isso os torna um time mais perigoso. Sabemos que eles têm muita qualidade, tanto defensiva quanto ofensivamente, e será um jogo complicado que teremos de enfrentar bem desde o primeiro segundo e mostrar que estamos em casa", disse ele.

Para o Real Madrid, "terminar entre os oito primeiros" nesta fase da Liga dos Campeões "é um objetivo". "Isso facilita um pouco as coisas, além de relaxar por uma semana em fevereiro, porque você não precisa jogar mais duas partidas. Para isso, é importante que ganhemos amanhã e comecemos com nove pontos em nove possíveis. O ano passado é uma boa lição para esta temporada", disse ele.

Questionado sobre as declarações feitas por Joan Laporta, presidente do FC Barcelona, sobre uma suposta "mão branca" na arbitragem que beneficia o Real Madrid, o jogador foi categórico. "Ele diz isso porque tem que dizer por causa do 'caso Negreira'. Desde que estou no Real Madrid, nunca notei que fomos favorecidos, muito pelo contrário. Os árbitros são humanos e pode haver alguns erros, mas não acho que eles tenham nos beneficiado em nenhum momento", respondeu.

Courtois também falou sobre a segurança defensiva que a equipe está transmitindo neste início de temporada, com exceção da partida contra o Atlético de Madrid. "No clássico, muitos dos gols saíram de bolas paradas, onde ainda podemos melhorar. Em geral, estamos defendendo muito bem, com boa intensidade e, no final, tenho de estar pronto. Contra o Getafe, foi um jogo tranquilo, e aí chega o último segundo e, como goleiro de um grande clube, tenho de aparecer", disse ele, lembrando a defesa que deu a vitória a seu time no domingo.

O goleiro saiu em defesa de seu companheiro de equipe Vinícius Júnior, dizendo aos jornalistas que "muitos" estavam tirando sarro do brasileiro. "Não é fácil que toda vez que ele entra em um estádio, todos estejam contra ele. É normal que às vezes ele tenha uma pequena resposta sem provocar ou menosprezar. Sua entrada em campo nos ajudou a gerar mais perigo e ele é um grande cara que tem de continuar fazendo seu trabalho, que é ajudar a equipe", respondeu.

"Ele aprendeu um pouco a sair ileso, porque até algumas temporadas atrás nós o víamos sendo provocado e ele saía do jogo. Nem sempre é fácil quando um estádio inteiro está à sua procura, quando os jogadores lhe dão bronca, e ele tem melhorado. Se ele conseguir encontrar seu melhor jogo fazendo isso, será perfeito para nós", acrescentou.

Questionado sobre a nova lei de impedimento que pode ser aprovada nas próximas semanas, na qual todo o corpo do atacante deve estar à frente, o madridista seria a favor de "mudar outras coisas" para favorecer "a fluidez das partidas". "Concordo que, às vezes, estar milimetricamente impedido não é benéfico para marcar um gol, mas não sei como o VAR vai captar o quadro exato, vai ser complicado. Talvez algumas equipes que agora estão colocando a linha mais à frente vão se defender mais atrás", disse ele.

Por fim, ele também explicou que "a preparação" para uma semana tão exigente, com um jogo da Liga dos Campeões na quarta-feira e um clássico no domingo contra o FC Barcelona "é a mesma" e se baseia em "treinamento, recuperação, descanso e boa alimentação", além de "estar pronto taticamente". "Os torcedores estão torcendo por nós. Vimos muitos exemplos nos últimos anos de que quando o Bernabéu é um vulcão, isso impressiona os adversários, ajuda a fazer uma parede ao redor do gol e nos dá aquela energia extra para continuar lutando", finalizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado