Publicado 08/07/2026 10:43

A Copa do Mundo entra na reta final com a Europa na liderança e o campeão ainda na disputa

Infografia com tabela da final da Copa do Mundo de Futebol (8 de julho). A seleção argentina se classificou nesta terça-feira para as quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, após uma virada dramática contra o Egito (2 a 3) e
Europa Press

MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -

A Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá chega à reta final com as quartas de final, uma penúltima fase que contará com a participação de seis seleções europeias, uma africana e uma sul-americana, sendo que quatro delas ainda não sabem o que é levantar o troféu de campeã.

Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Marrocos e Noruega serão as oito seleções que disputarão as quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Após a fase de grupos e duas rodadas eliminatórias, as seleções europeias são maioria nesta fase, na qual os marroquinos representam a confederação africana e a atual campeã mundial representa a CONMEBOL. Dentre essas sobreviventes, repetem a participação de quatro anos atrás a “Albiceleste”, os “Three Lions”, os “Bleus” e os “Leões do Atlas”, embora uma dessas duas últimas, por se enfrentarem, não possa voltar a estar nas semifinais.

Assim como aconteceu na Rússia 2018, a Europa voltou a ser dominante na Copa do Mundo. Há quatro anos, no Catar, também foi a grande protagonista, com cinco seleções nesta penúltima fase, mas agora, com 75% das vagas entre as oito melhores, iguala o resultado da Rússia 2018 e da Alemanha 2006, que são as Copas do Mundo com mais europeus nesta fase no século XXI, embora, é claro, essas duas edições tenham sido disputadas no Velho Continente.

Entre as seis, destaca-se a presença da França, atual vice-campeã e campeã em 2018, que, pela primeira vez em sua história, alcança quatro participações consecutivas nas quartas de final, disputando essa fase em cinco das últimas seis Copas do Mundo, com a única exceção de 2010, quando nem sequer passou da fase de grupos. Além disso, em oito das dez rodadas que disputou em Copas do Mundo, conseguiu avançar, sendo a de 2014 contra a Alemanha sua única eliminação desde 1938.

No caso da Inglaterra, são três quartas de final consecutivas. No entanto, a eficácia dos “Three Lions” nesta fase da competição não é tão alta quanto a dos franceses, já que só conseguiram avançar em três das dez edições que disputaram. E é justamente na penúltima fase que eles foram eliminados com mais frequência, incluindo a última Copa do Mundo, quando a França foi seu adversário.

E, ao lado dos franceses e ingleses, estarão duas seleções que também sabem o que é chegar várias vezes entre as oito melhores da Copa do Mundo: Espanha e Bélgica. A “Roja” recuperou nesta edição do torneio um status que havia perdido nas últimas três edições, nas quais as oitavas de final, em duas ocasiões, e a fase de grupos, em outra, haviam sido seu limite. Com a classificação, a campeã mundial de 2010 disputará as sextas quartas de final de sua história e terá o desafio de passar dessa fase pela segunda vez.

Seu adversário será a já mencionada Bélgica, que se tornou uma presença constante nessas fases nos últimos anos da Copa do Mundo. De fato, ela integrou as oito melhores do torneio em três das últimas quatro Copas do Mundo, alcançando seu melhor desempenho na Rússia 2018, onde ficou em terceiro lugar, e fracassando apenas em 2022, quando não conseguiu passar da fase de grupos. Além disso, também chegou às semifinais em 1986, quando derrotou, justamente, a Espanha nas quartas de final.

ARGENTINA, EM SEU HABITAT NATURAL

Por fim, as duas últimas seleções europeias que compõem as quartas de final são as surpreendentes Noruega e Suíça. Os nórdicos eliminaram o Brasil em um confronto histórico nas oitavas de final e chegaram às quartas pela primeira vez em sua história. Uma fase à qual a Suíça retorna 72 anos depois e pela segunda vez em sua história, após sua vitória dramática na disputa de pênaltis contra a Colômbia.

E representando o futebol sul-americano estará a atual campeã mundial. Apesar de ter sofrido muito mais do que o previsto contra Cabo Verde e o Egito, a Argentina recorreu à competitividade e ao espírito épico para retornar ao que se tornou seu habitat natural nas Copas do Mundo: as quartas de final.

A “Albiceleste” só ficou de fora do grupo das oito melhores da competição em uma das últimas seis edições e, além disso, é a seleção que mais vezes ficou entre as oito melhores das equipes ainda na disputa, além de ser a mais laureada, com três títulos.

Dessa forma, a equipe de Lionel Scaloni continua aspirando a defender o título e ser a primeira a fazê-lo desde 1962 (Brasil), tornando-se também a única representante da CONMEBOL, algo que não acontecia nesta fase desde a Copa do Mundo de 2002 (Brasil). Desde então, a América do Sul sempre teve pelo menos duas seleções entre as oito melhores, com seu auge em 2010, quando contou com quatro (Uruguai, Brasil, Paraguai e Argentina).

Por fim, o Marrocos completa a lista dos quartos-de-finalistas. Os “Leões do Atlas” voltam a ser o único representante africano, o que significa que, pela quarta vez neste século, pelo menos uma seleção da CAF está entre as oito melhores equipes da Copa do Mundo. Uma taxa de participação de 57%, que supera os 25% das quatro últimas edições do século XX.

De qualquer forma, é preciso dizer que o futebol do continente ainda não conseguiu consolidar totalmente seu poderio, apesar de ter classificado nove de suas dez seleções para as oitavas de final, com apenas a Tunísia ficando de fora. Além do Marrocos, apenas o Egito chegou às oitavas de final, enquanto Cabo Verde, Senegal, Gana, África do Sul, Argélia, República Democrática do Congo e Costa do Marfim foram eliminados na primeira fase.

QUARTAS DE FINAL QUE PODEM ELIMINAR TODAS AS CAMPEÃS DO MUNDO

Dos oito países que disputarão as quartas de final, apenas quatro já conquistaram a Copa do Mundo. A Argentina (1978, 1986 e 2022), que pode igualar a Alemanha e a Itália com quatro títulos, a França (1998 e 2018), Espanha (2010) e Inglaterra (1966) já levantaram o troféu mais cobiçado do futebol mundial, enquanto Marrocos, Bélgica, Suíça e Noruega nem sequer sabem o que é chegar a uma final. E, dessas quatro últimas, apenas a seleção marroquina pode se orgulhar de títulos em nível de seleções nacionais, embora a belga tenha sido campeã olímpica em 1920.

Além disso, a configuração do quadro fez com que cada uma das quatro partidas colocasse frente a frente uma campeã com outra que ainda não sabe o que é conquistar um título mundial. Assim, poderia ocorrer a possibilidade de que, pela primeira vez desde 1934 — segunda edição da Copa do Mundo —, as quatro semifinalistas do torneio fossem seleções que ainda não têm o troféu em suas vitrines. Uma possibilidade muito mais remota do que a de uma final sem campeãs, o que repetiria o que aconteceu em 2010 entre Espanha e Holanda ou em 1978 entre Argentina e Holanda.

Por fim, a ampliação para 16 seleções em relação às edições anteriores e a classificação das oito melhores terceiras colocadas da fase de grupos não representaram nenhuma surpresa. Apenas o Paraguai, que causou sensação ao eliminar a Alemanha, superou a primeira fase, o que não foi conseguido pela República Democrática do Congo, Suécia, Gana, Equador, Bósnia-Herzegovina, Argélia e Senegal. A “Albirroja” foi eliminada nas oitavas de final pela França, a única, junto com a Noruega, entre as equipes que chegaram às quartas de final e que vieram do mesmo grupo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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