Javier Borrego / AFP7 / Europa Press
BARCELONA 19 maio (EUROPA PRESS) -
A goleira do Barça Femení, Cata Coll, afirmou nesta terça-feira, a quatro dias da final da Liga dos Campeões Feminina no próximo sábado, em Oslo, contra o OL Lyonnes de Jonatan Giráldez, que a equipe blaugrana já superou “o medo” de pensar que não poderia derrotar o time francês após a vitória conquistada há dois anos em San Mamés, onde conquistaram sua terceira “Champions”.
“Obviamente, no fim das contas, o medo de dizer ‘nunca vou conseguir vencer’ já foi superado, porque você sabe que sim, pode vencê-las, e jogando, acima de tudo, um bom futebol. Então, nenhum medo, pelo contrário. Muita vontade de que chegue o jogo, de que ele seja disputado logo e de poder trazer a taça para cá”, destacou a goleira balear no Media Day organizado pelo clube blaugrana.
Cata Coll previu uma final “50-50” e lembrou que, nesse tipo de partida, “tudo pode acontecer”, embora tenha deixado claro que o Barça sabe “o que tem que fazer” para recuperar o título continental perdido na temporada passada para o Arsenal Women (1 a 0, em Lisboa), de Mariona Caldentey. “Somos o Barça, sabemos como temos que jogar para conseguir vencer. Esta semana será dedicada a muitos aspectos táticos para ver onde elas são mais fracas”, observou.
Sobre o reencontro com Jonatan Giráldez, ex-técnico do Barça e agora no comando da equipe francesa após sua breve passagem pelos Estados Unidos, a jogadora da seleção espanhola minimizou a importância do conhecimento mútuo entre as duas equipes. “Obviamente ele nos conhece, mas nós também o conhecemos. No fim das contas, é uma final e acho que isso é o que menos importa. Vamos entrar em campo para vencer e pronto”, resumiu.
A goleira também admitiu que não teria problema em enfrentar uma hipotética disputa de pênaltis se isso acabasse dando o título ao Barça. “Se ganharmos, me exponho a qualquer coisa. Não me importo. Espero que isso não aconteça e possamos comemorar um pouco antes, mas se acontecer, ficarei encantada”, afirmou.
Além disso, Cata Coll destacou a experiência acumulada pela equipe nas últimas finais europeias, sendo esta a sexta final consecutiva para o Barça, e garantiu que o grupo chega “muito bem, sobretudo mentalmente”. “Cada vez sabemos melhor quando acelerar o jogo, quando acalmá-lo e quais decisões tomar. Antes jogávamos para tentar chegar às semifinais e agora treinamos para chegar à final, que é o principal objetivo”, explicou.
Ela também elogiou sua companheira Patri Guijarro, a quem definiu como “uma pessoa incrível” e uma peça fundamental no vestiário. “Ela é do tipo que comemora porque diz que é preciso comemorar, e isso também une muito a equipe. Acho que é uma pessoa que qualquer time gostaria de ter”, destacou.
Por fim, a jogadora da seleção pediu o apoio da torcida, apesar das dificuldades econômicas e logísticas de se deslocar até o Ullevaal Stadion, em Oslo. “Eu entendo perfeitamente, minha família também. É muito dinheiro e uma longa viagem, mas se não puderem vir, que organizem algo legal por aqui para que também sintamos o calor da torcida”, concluiu.
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